Som de Guerra

terça-feira, 26 de abril de 2016

Fantasmas, demônios e infidelidade: exorcista resolve caso da vida real

Um fenômeno muito mais comum do que você imagina
Exorcism

Temerosa de que o espírito de seu falecido ex-marido a perturbasse, uma mulher procurou o Pe. Vincent Lampert, exorcista da Diocese de Indianápolis, estado de Indiana (Estados Unidos).
Desde que seu morreu ex-marido, coisas estranhas aconteciam na casa. A mulher morava sozinha e quando seus móveis se mexiam não havia ninguém por perto. Foi muito estranho que uma velha foto do seu casamento tivesse aparecido uma e outra vez sobre uma mesa, apesar de que ela constantemente a trocasse de lugar.
O casamento deles havia terminado devido à infidelidade. Quando o marido lhe disse que a estava deixando por outra mulher, a esposa respondeu: “Desejo que você apodreça no inferno!”.
O tempo passou e o ex-marido sofreu de uma doença terminal. Antes de sua morte, arrependeu-se do adultério e pediu perdão à esposa. “Desejo que apodreça no inferno!”. Esta foi a resposta dela, pois não tinha intenção de perdoá-lo pela intensa dor que lhe causou e por destruir seu casamento.
Mas agora, depois da sua morte, parecia que ele estava fazendo com que a sua ex-mulher notasse a sua presença. Pretendia se vingar da esposa? Ou realmente agora estava no inferno e a estava castigando de alguma forma?
Depois de avaliar a situação, o Pe. Lampert considerou que o homem estava no purgatório e necessitava de orações. Deus lhe permitiu que fizesse notar sua presença ante sua ex-mulher. “Convenci a esposa em perdoá-lo”, disse o sacerdote. “Rezei por ele junto a ela e tudo ficou tranquilo”.
Demônios ou almas no purgatório?
Não é a primeira vez que o Pe. Lampert presenciou um caso como este. “Celebrei Missas em lugares onde acontecem este tipo de coisas e isso (rezar) normalmente resolve”, disse. “Durante a Missa, quando rezamos pela pessoa e tudo se tranquiliza, então sabemos que isto era o que necessitava”.
Isso quer dizer que as casas “enfeitiçadas” são reais? Os programas de televisão, filmes e livros sobre caça fantasmas, aproveitaram este conceito. Muitas pessoas não acreditam em casas enfeitiçadas enquanto outras pensam que este tipo acontecimento ocorre devido à ação do demônio. Mas existe por acaso algo como um fantasma amistoso?
“Acho que as almas podem atuar nesta realidade se necessitarem de orações e se Deus o permite”, disse o Pe. Lampert. Então, como podemos saber se é uma alma no purgatório causando uma atividade misteriosa em uma casa ou se isso é obra do demônio? “Se tudo se tranquiliza quando começamos a rezar, então isto prova que é uma alma do purgatório”, explica o sacerdote.
“Se for o mal, as coisas se tornam mais turbulentas, porque um demônio é atormentado pela oração”.
Muitas pessoas recorreram ao Pe. Lampert informando de ocorrências estranhas em seus lares. “Se for uma alma que está presa, está buscando orações e tentando chamar a atenção das pessoas”, explicou, “necessita dessas orações para avançar para onde precisa estar”.
Antes de atuar em uma situação de uma casa “enfeitiçada”, o Pe. Lampert disse que tem que investigar e passar por um tempo de oração. “Sou usualmente muito cauteloso antes de aceitar celebrar uma Missa”.
“Diria umas orações para afastar o mal, mas não celebraria uma Missa. Não quero que aconteça nada que possa profanar a Eucaristia”.
Se um demônio se manifesta durante um exorcismo, advertiu, um sacerdote deve ter grande cuidado para proteger a Eucaristia.
A palavra invisível
O Pe. Patrick (pseudônimo) é um pároco e, sem o conhecimento de seus paroquianos, também é o exorcista de sua Diocese. Quando lhe foi perguntado se existem fantasmas, recordou as palavras do Credo Niceno: “Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis”.
“Se, como um cristão normal, não reconhece o mundo invisível, então está cego a muitas coisas disso”, assinalou. Além dos 9 coros de anjos e demônios, o presbítero disse que existem todas as almas que alguma vez estiveram unidas aos corpos.
“Depois da morte, nossas almas estarão no céu ou no inferno, mas há quem não está ainda no céu devido a suas imperfeições”, explicou o Pe. Patrick.
O exorcista assinalou que, às vezes, estas almas “estão atadas a coisas aqui sobre a terra. Acredito que é o que a gente chama de fantasmas: almas sem corpo ainda atadas a coisas ou pessoas”.
O Pe. Patrick advertiu as pessoas para que não recorram a caça fantasmas que procuram casas enfeitiçadas e trazem suas equipes paranormais. “Eles começam a perguntar por coisas para mostrar e provocar os espíritos para ter uma resposta”, disse.
“Isso é de fato abuso. Isso é não respeitar uma alma que vive aí. Isso é como montar câmeras onde vive e colocar microfones na sua cara enquanto toma o café da manhã”.
Em vez disso, Pe. Patrick recomendou que rezemos pelas almas das pessoas falecidas. E se alguém pensa que sua casa está “enfeitiçada”, deveria pedir ajuda ao sacerdote de sua localidade.


(via ACIdigital)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Como se defender do demônio

Você tem 3 armas poderosas para isso

devil

Constatada a presença de males maléficos, é sempre uma boa atitude reforçar os próprios gestos e orações, invocando para nós ou para a pessoa atingida uma intercessão. Três são, entre todos os indicados possíveis, aqueles que poderiam ser definidos como intercessores necessários: o Espírito Santo, o nome de Jesus e Maria Santíssima.
A propósito da Virgem Maria, convém tornar presente um aspecto que não é secundário. Se tudo foi criado em vista de Cristo, pois já nos planos de Deus estava a encarnação do Verbo (quiçá como Triunfador e não como Salvador que deveria sofrer, porém já como Triunfador e centro do criado), o segundo ser pensado por Deus após o primeiro, que é a encarnação do Verbo, não podia ser outro senão aquele em que o Verbo de Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, se encarnaria.
A partir do momento em que, após o pecado de Adão, a encarnação de Cristo assumiu esta fisionomia particular, pela qual Jesus veio como Salvador e Redentor, também Maria, Sua mãe, foi associada a este desempenho, sendo isenta da culpa original em vista dos méritos de Cristo. Dado que também Maria é uma criatura humana, que faz parte da estirpe de Adão, estaria sujeita à culpa original, se tão tivesse sido isenta preventivamente, em vista da redenção de Cristo.
Além disso, Maria não é somente mãe do Redentor, mas também colaborador em Sua obra redentora; não é por acaso que Imaculada é representada pelos pintores e escultores no ato de esmagar a cabeça da serpente, imagem do Demônio. Com maior razão, trata-se, pois, de uma intercessora poderosa.
A seguir, na ordem celeste, são certamente intercessores valiosos os arcanjos e anjos, que sempre intervêm com suas legiões na luta contra o Maligno; em razão disso, basta pensar no livro do Apocalipse, onde é relatada uma batalha no céu: Miguel e seus anjos contra Satanás e seus anjos rebeldes, que foram derrotados pelo arcanjo e precipitados ao Inferno.
“Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos”. (Ap 12,7-9)
Esta é a razão pela qual se costuma invocar Miguel arcanjo, na qualidade de chefe das fileiras angelicais; a seu lado, invoco sempre também os anjos da guarda de todos os presentes, entre os quais, obviamente, não falta jamais São Gabriel arcanjo, que é meu padroeiro.
Fala-se com frequência de São Bento como patrono dos exorcistas, quando, na realidade, não está provado historicamente que o Papa Honório III o tenha nomeado como tal. Porém, a partir do momento em que não há um patrono oficial, nós o invocamos, pois, com certeza, era fortíssimo na luta contra o Demônio. São Bento era monge, talvez sequer sacerdote, e por certo não era exorcista; a razão desta identificação está no fato de que ele foi um grandíssimo santo e demonstrou uma grande força contra o Demônio, dado que frequentemente o expulsava. Sua medalha tem particularmente uma notável eficácia, contendo muitas frases contra o maligno.
Quanto ao que diz respeito aos santos, todo exorcista invoca aqueles dos quais é pessoalmente mais devoto ou dos quais é mais devota a pessoa que é exorcizada.

Para melhor entender, um exemplo prático: meu caro colega, decano dos exorcistas italianos, que exerce o ministério há 46 anos, padre Cipriano de Meo, vice-postulador na causa de beatificação de um coirmão capuchinho, de nome padre Mateus, é devotíssimo dele e, quando o invoca, obtém grande eficácia, ao passo que quando eu o invoco não se sucede o mesmo, porque eu não tenho a mesma devoção de padre Cipriano. Portanto, pode-se dizer que não existem santos que tenham uma força especial contra o Demônio; certamente, como tais, todos os santos a possuem, mas nós invocamos aqueles de quem somos mais devotos.
Afinal, há muitos casos de santos atormentados pelo Demônio. Entre os mais emblemáticos, especialmente por se tratar de um acontecimento bastante recente, está o da irmã carmelita que passou a ser chama Pequena Árabe: com efeito, irmã Maria de Jesus Crucificado, várias vezes no decurso de sua vida, sofreu verdadeira e própria possessão diabólica e teve necessidade de ser exorcizada para obter a libertação. Por outro lado, conhecemos vários casos de santos – tais como São João Bosco, o Santo Cura d’Ars, padre Pio, Santa Gemma Galgani, Santa Ângela de Foligno, Dom Calábria, e poderiam ser citados muitos outros numa lista sem fim- que tiveram vexações diabólicas, das quais foram libertos sozinhos, graças à oração e aos sacramentos.
A questão fundamental a ser salientada está em que a Bíblia jamais nos diz para ter medo do Demônio, porque nos garante que podemos e devemos resistir-lhe, fortes na fé. Antes, a Bíblia nos diz que devemos temer o pecado, sendo que todos os santos o combateram. Combatendo o pecado, combate-se o Demônio, como dizia Paulo VI ao ser interrogado, em seu famoso discurso de 15 de novembro de 1972, sobre o Demônio, a propósito de como se devia fazer para impugnar o Maligno: “Tudo o quanto nos defende do pecado, defende-nos de Satanás”. Nós devemos ter medo somente de não estar na graça de Deus, o que significa confessar-se, participar da Santa Missa, receber a comunhão e, além disso, fazer adoração eucarística e rezar, especialmente com os salmos e o rosário; todos estes são, entre outros, os melhores remédios contra a atividade extraordinária do Demônio: se permanecermos na graça de Deus, estamos blindados. Especialmente porque o Demônio tem muito mais interessem em possuir almas, ou seja, fazê-las cair no pecado, do que em provocar distúrbios, os quais, como vimos e vemos nos santos, em última instância obtêm somente o resultado de santificar. Com efeito, os santos oferecem os seus sofrimentos a Deus a tal ponto que um grande santo, como São João Crisóstomo, afirma que o Demônio, malgrado seu, é um santificador das almas, porque é um derrotado e porque busca sofrimentos nestas pessoas santas, que sabem oferece-los ao Senhor e, portanto, sabem fazer deles um meio de santificação.


(Amorth, Gabriele. Vade Retro Santanás. Trad. Alda da Anunciação Machado. Ed.Canção Nova: São Paulo, SP.1ª edição.pp.61-65)

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