Som de Guerra

domingo, 30 de junho de 2019

A vitória sobre o mal

A vitória de Cristo sobre o mal é perpetuada na ação da Igreja

Com muita frequência, chegam à Igreja Católica perguntas a respeito dos Exorcismos e seu exercício na vida da Igreja. Para que os esclarecimentos sejam oferecidos com segurança, nesta ocasião consideramos importante reportar-nos a documentos oficiais, inclusive para orientar a escuta e acolhida dos textos litúrgicos oferecidos para o próximo domingo (Cf. Gn 3,9-15; Mc 3,20-35). O Catecismo da Igreja Católica nos oferece a necessária segurança, assim como o Ritual dos Exorcismos.
O ponto de partida para tal compreensão é o mistério do próprio Cristo: “Toda a vida de Cristo é mistério de redenção. A redenção nos vem, antes de tudo, pelo sangue da cruz. Mas este mistério está atuante em toda a vida de Cristo: já na sua Encarnação, pela qual, fazendo-se pobre, nos enriquece com a sua pobreza; na vida oculta que, pela sua obediência, repara a nossa insubmissão; na palavra que purifica os seus ouvintes; nas curas e expulsão dos demônios, pelas quais ‘toma sobre si as nossas enfermidades e carrega com as nossas doenças’ (Mt 8,17); na Ressurreição, pela qual nos justifica” (Catecismo da Igreja Católica, 517). Sabemos que “a vinda do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás: ‘Se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, então é porque o Reino de Deus chegou até vós’ (Mt 12, 28; Cf. Mc 3,20-35). Os exorcismos de Jesus libertam os homens do poder dos demônios. E antecipam a grande vitória de Jesus sobre ‘o príncipe deste mundo’. É pela cruz de Cristo que o Reino de Deus vai ser definitivamente estabelecido: ‘Deus reinou no madeiro'” (Catecismo da Igreja Católica, 550).
A vitória de Cristo é perpetuada na ação da Igreja. “Quando ela pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a ação do maligno e subtraído ao seu domínio, fala-se de exorcismo. Jesus o praticou e é dele que a Igreja obtém o poder e encargo de exorcizar. Sob uma forma simples, faz-se o exorcismo na celebração do batismo. O exorcismo solene, chamado ‘grande exorcismo’, só pode ser feito por um presbítero e com licença do bispo. Deve proceder-se a ele com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo tem por fim expulsar os demônios ou libertar do poder diabólico, e isto em virtude da autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Muito diferente é o caso das doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. Por isso, antes de se proceder ao exorcismo, é importante ter a certeza de que se trata de uma presença diabólica e não de uma doença” (Catecismo da Igreja Católica, 1673).
De acordo com o Ritual dos Exorcismos, o ministério de exorcizar os possessos depende de licença expressa do bispo, a ser concedida somente a um sacerdote dotado de piedade, ciência, prudência e integridade de vida. Este, em primeiro lugar, não creia facilmente que seja possesso do demônio alguém que sofra de alguma enfermidade, especialmente psíquica. Também não aceite imediatamente que haja possessão quando alguém afirma ser de modo peculiar tentado, estar desolado ou ser atormentado, porque qualquer pessoa pode ser iludida pela própria imaginação. Esteja ainda atento, para não se deixar iludir pelas artes e fraudes que o diabo utiliza para enganar, de modo a persuadir o possesso a não se submeter ao exorcismo. O exorcista consulte ainda, na medida do possível, peritos em ciência médica e psiquiátrica, que tenham a sensibilidade para as realidades espirituais (Cf. Ritual dos Exorcismos, 13-19). O rito, quando celebrado, nunca será organizado como um “espetáculo” para os presentes, excluindo, pois, qualquer presença de meios de comunicação. Concluído o exorcismo, nem o exorcista nem os presentes divulguem qualquer notícia a seu respeito.
É fundamental que se distinga entre os casos de ataque do diabo e a credulidade com que algumas pessoas pensam ser objeto de malefícios, má sorte ou maldição, que teriam sido lançados por outras pessoas, conduzidos, muitas vezes, até pela ignorância. Não se recuse a ajuda, orientação e oração em tais casos, mas não se recorra ao exorcismo. Também não se recuse o auxílio espiritual de algum sacerdote ou também de um diácono, utilizando preces e súplicas especiais.
Existem ainda os chamados exorcismos menores, orações que podem ser feitas pela libertação do mal, presididas por um sacerdote. Uma das súplicas constantes deste rito diz assim: “Espírito Santo Criador, assisti benignamente à Igreja Católica e fortalecei-a com vosso excelso poder contra os ataques dos inimigos, renovai no vosso amor e na vossa graça o espírito dos vossos fiéis que consagrastes, para que em vós glorifiquem o Pai e o seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, nosso Senhor”. O sacerdote reza: “Em nome de Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor, e pela intercessão da Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, do Arcanjo São Miguel, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e de todos os Santos, confiado na autoridade que me conferem os sagrados ministérios, recebidos da Igreja, ousarei com segurança repelir os ataques da insídia diabólica”. E todos podem dizer: “Levanta-se Deus, dispersam os inimigos e fogem diante dele os que o odeiam. Como se desfaz a fumaça, assim eles se dissipam; como a cera se derreta ao fogo, assim perecem os pecadores à vista de todos. Eis a Cruz do Senhor: fugi, forças adversárias. Venceu o Leão de Judá, descendente de Davi. Desça sobre nós, Senhor, a vossa misericórdia, porque em vós nós esperamos!” E cada fiel tem ao seu alcance preces a serem utilizadas no combate contra os poderes das trevas, como a que se segue: “Deus, Pai Santo, que, pela graça da adoção filial, me tornastes filho da luz, concedei que não seja envolvido pelas trevas do demônio, mas permaneça sempre no esplendor da liberdade que recebi no renascimento batismal. Amém.”
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Como desmascarar a astúcia do demônio em nossa vida?

O demônio utiliza artimanhas para aproximar-se dos filhos de Jesus

A Palavra de Deus, através do nosso primeiro Papa São Pedro, na primeira carta 5,8 nos diz o seguinte: “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar”.
O diabo é mais perigoso em sua astúcia do que em sua fúria. Nós precisamos estar muito atentos com respeito a ele, porque ele é mais perigoso em suas ciladas do que em sua força. Ainda é mais perigoso quando trabalha em surdina do que quando nos enfrenta cara a cara.
Como desmascarar a astúcia do demônio em nossa vida
Foto Ilustrativa: AMR Image by Getty Images

Luta diária

O tempo em que vivemos é muito difícil! É um tempo de lutas que estão fora do alcance humano. Não há armas no mundo criada por homens nem mulheres que possam destruir a fúria do demônio, somente as armas espirituais, ou seja, os dons do Espírito Santo.
Estamos vivendo um tempo de batalha muito grande, e o inimigo de Deus tenta nos destruir de todas as formas, mas quando temos o Espírito Santo em nós, o inimigo é impedido de tomar controle da nossa personalidade.
São Paulo nos ensina: “Não sabeis, vós sois o templo onde habita o Espírito Santo de Deus”. Nós somos morada e templo vivo da habitação do Espírito. É ele que nos dá a força para vencer toda a sedução e todas as trapaças do inimigo, ainda sim ele tenta destruir os nossos relacionamentos, nossa família e bagunçar a nossa vida, pois seu alvo é destruir o homem desde Adão e Eva. O inimigo sabe que é só dessa maneira que ele pode ferir o coração de Deus, porque a Palavra vem confirmar isso: “Eu vim para que não se perca nenhum dos meus”.

Vencendo o demônio

Deus não quer a perdição de ninguém, por isso temos de lutar contra as ciladas do demônio, resistir a elas e conhecer suas estratégias. Para muitas pessoas, o demônio não existe, e manter essa imagem é a principal arma dele para esconder sua verdadeira identidade e continuar agindo sem sofrer nenhuma espécie de oposição.
O inimigo é um ser astuto, inteligente e perverso. Em muitos filmes que vemos, em todas as espécies de mídias, a imagem com a qual ele nos é apresentado retrata uma criatura com chifres, rabos, olhar feroz, dentes grandes e uma aparência horrível, que jamais alguém vai querer conviver com ele. O demônio, no entanto, é enganador, e nunca irá se mostrar dessa maneira ou revelar a sua verdadeira face.
Se aparecesse assim para cada um de nós, seria muito fácil identificá-lo, mas ele vai sempre se mostrar com uma aparência atrativa e muito sedutora para nos destruir. Ele não usa de meios drásticos, mas de sutilezas, já que sua arma principal é a astúcia.
Como sabemos, ele é enganador, astuto e falso. Temos de desmascará-lo e inibir sua atuação, pois se somos de Jesus e estamos libertos, verdadeiramente pelo Seu Sangue, por Sua Paixão, Morte e Ressurreição na cruz, podemos vencer o inimigo, porque ele já é derrotado, Jesus já o derrotou na cruz, e a vitória de Cristo é a nossa vitória.

A vitória de Jesus Cristo

Temos de afirmar a vitória de Jesus, porque o demônio não gosta de quem toma possa da vitória de Cristo, por isso ele tenta, de todas as maneiras, destruir a nossa vida pelo desânimo, pelo medo e comodismo, pela insegurança, preguiça e por tantas armas que são peculiares na ação cotidiana do inimigo contra os filhos de Deus.
O demônio não gosta daqueles que têm força, daqueles que lutam, que superam obstáculos e vencem barreiras, portanto, para vencê-lo e desmascará-lo, precisamos orar e ficar atentos.

Vigiar

Precisamos vigiar, porque somos fracos e incapazes, e essa luta é desonesta, pois não vemos o inimigo, não sabemos por onde ele irá atacar e em qual momento irá invadir a nossa vida, o nosso ser e a nossa história.
Por isso, precisamos estar muito atentos e não deixar brechas. A força que nos foi dada, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, reveste-nos da armadura de Deus para estarmos preparados para essa batalha.
Ao fim dessa nossa reflexão, convido você a proclamar Efésios 6,10-20. Eu oro com essa Palavra todos os dias e em vários momentos, porque sei que se não estivermos revestidos da armadura de Deus, cairemos e não suportaremos tudo aquilo que precisamos passar para  lutar e fazer mostrar a presença do Deus vivo.
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Orações para a cura espiritual e quebra dos laços do mal

Tomo posse da minha cura espiritual

Jesus, eu sou Teu! Hoje e sempre, minha alma Te pertence. Em tudo e para tudo, sou Teu! Meu passado, meu presente e meu futuro se rendem ao Teu senhorio e majestade, ao Teu poder curativo-libertador. Eu não compactuo com as obras das trevas! Se alguma parte tive com elas, arrependo-me de todo o coração e as rejeito, repreendo e renego vivamente. Não permito nenhuma manifestação maligna em minha vida, saúde, finanças, profissão, estudos, afetividade e relacionamentos.
Orações para a cura espiritual e quebra dos laços do mal
Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Sobretudo, não permito nenhuma ação extraordinária do maligno em minha alma e na alma dos meus como infestação, obsessão, vexação ou possessão diabólica. Eu me selo, Jesus, com teu Preciosismo Sangue. Fui comprado por ele. Eu me revisto dele. Eu lacro a minha família, Jesus, com o mesmo Preciosíssimo Sangue. Jesus é o Senhor da minha alma! Jesus é o Senhor do meu lar e da minha família, bem como dos lugares a mim ligados. Eu não permito nenhuma manifestação em minha vida, nas pessoas e lugares a mim ligados, senão aquela que a Ti, Senhor, agrada e está debaixo da Tua santa e soberana vontade.
Eu coloco todo o meu ser, de noite e de dia, onde quer que eu esteja, sob os cuidados d’Aquele que tudo é, tudo vê e tudo sabe. Eu tomo posse da minha cura espiritual e da libertação de qualquer prejuízo em que eu possa hoje estar vivendo por desconhecimento ou desobediência à Santa Palavra de Deus e aos demais ensinamentos da Santa Madre Igreja. Jesus é o meu Senhor. Nada me falta! Maria é a minha Rainha. Amém. Aleluia!

Liberta-me dos laços do mal

Senhor Jesus, eu quero me prostrar diante da maior prova do teu amor por mim: a Tua cruz redentora. Reconheço todo meu pecado que pesou sobre Teu Corpo, fazendo com que Teu Sangue jorrasse para o perdão desses mesmos pecados. Eu, agora, os apresento a ti, arrependo-me deles.
Ó Jesus, eu te peço: perdoa-me por todo mal instalado no meu coração, toda raiz de ódio, inveja, gula, julgamento, maledicência, mentira, egoísmo, orgulho, vaidade, vícios e desregramentos, preguiça, avareza, sensualidade, soberba e impaciência.
Eu me arrependo também de toda infidelidade a ti, das vezes que busquei a solução para os meus problemas, em lugares onde não te professavam como único Deus, Senhor e Salvador.
Senhor, eu reconheço toda a minha fraqueza e te peço agora: dá-me a força do teu Espírito, para que eu não volte mais a pecar. Liberta-me espiritualmente de todos os laços que me prendem do mal, para que eu caminhe em santidade e possa contemplar, um dia, a Tua face.
Jesus, tem piedade de mim! Obrigado, Senhor, pelo Teu perdão. Obrigado pelo Teu infinito amor. Obrigado pelo Teu Espírito Santo.
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