Som de Guerra

sábado, 26 de janeiro de 2019

Terço das Lágrimas de Sangue de Maria Rosa Mística

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Rezai o terço das lágrimas de sangue todos os dias e espalhai-o, para que o mundo se converta e tenha paz.
"O inimigo foge onde ele é rezado"( Palavras da querida Mãe de Deus ).

Oração:
Jesus crucificado: Prostrado aos vossos pés, oferecemo-vos as lágrimas de sangue daquela que com grande amor compadecente vos acompanhou no caminho da cruz, tão doloroso.
Bom mestre, fazei que tomemos a peito os ensinamentos das lágrimas de sangue da vossa Santíssima Mãe, para que cumpramos vossa santa vontade na terra assim que sejamos dignos de glorificar-vos eternamente no céu. Amém.
Sete mistérios: Meditar nas Sete Dores de Nossa Senhora.

Primeira Dor:
Apresentação de meu Filho no templo.

Segunda Dor:
A fuga para o Egito.

Terceira Dor:
Perda do Menino Jesus.

Quarta Dor:
Doloroso encontro no caminho do Calvário.

Quinta Dor:
Aos pés da Cruz.

Sexta Dor:
Uma lança atravessa o Coração de Jesus.

Sétima Dor:
Jesus é sepultado.

Nas contas grandes:
Oh! Jesus, olhai para as lágrimas de sangue daquela que mais Vos amou no mundo e Vos ama mais intensamente no céu.

Em vez da Ave-Maria, reza-se sete vezes:
Oh! Jesus, atendei às nossas súplicas: em virtude das lágrimas de sangue da Vossa Mãe Santíssima.

No final do terço reza-se três vezes:
Oh! Jesus, olhai para as lágrimas de sangue daquela que mais Vos amou no mundo e Vos ama mais intensamente no céu.
Oh! Maria, Mãe do amor, das dores e da misericórdia, nós vos pedimos, uni as vossas súplicas com as nossas, para que Jesus, Vosso Divino Filho, a quem nós nos dirigimos, atenda os nossos pedidos, em nome das Vossas lágrimas de sangue, concedendo-nos com as graças pedidas a coroa da vida eterna. Amém.
As Vossas lágrimas de sangue, oh! Mãe Dolorosa, fazem fracassar a soberania do inferno!
Por vossa mansidão divina, oh! Jesus algemado, preservai o mundo da catástrofe eminente!

5 segredos para vencer a batalha espiritual

WOMAN CHURCH

Um caminho eficaz para vencer o demônio

Nestes dias, alguns acontecimentos me despertaram a sensibilidade para entender melhor a dinâmica daquilo que chamamos de BATALHA ESPIRITUAL.
Abaixo, seguem alguns princípios. Peço que os leiam até o fim.
1. LEGALIDADE. No reino espiritual, tudo é regido pelo princípio da legalidade. Quando o inimigo adquiriu um direito legal sobre qualquer área de sua vida, ele a utiliza como uma base a partir da qual vai conquistando outros territórios, até lhe dominar por inteiro. Identifique qual é o fundamento de legalidade que está nas mãos do inimigo. Pode ser um pecado, uma declaração negativa, uma palavra maligna que saiu de sua boca.
2. AUTORIDADE. Uma vez identificada a base na qual o inimigo se fundamenta, não tenha medo: você tem autoridade! “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lucas 10,19). Jesus transferiu à sua Igreja, e portanto a você, o seu poder delegado e você foi constituído como oficial de justiça no Reino de Deus. O que faz um oficial de justiça? Dá voz de prisão, e o bandido está preso, por força da lei! Quando você diz que algo está proibido, está proibido; quando diz que está liberado, está liberado. O inimigo sabe que ele tem que obedecer.
3. FORTALEZA. Contudo, Jesus declarou que o diabo é “ladrão e assaltante” (Jo 10,1). Isto quer dizer que ele não irá se entregar facilmente. O inimigo adora dar o seu showizinho, gritar, aparecer, resistir, colocar obstáculo… Mas, não desista!, pois “o reino dos céus é tomado por esforço, e somente os violentos se apoderam dele” (Mt 11,12). Com o demônio sempre haverá luta, sempre haverá batalha, mas se você perseverar, você irá trancafiá-lo, e ele, totalmente amarrado, não poderá lhe causar dano. Por fim, ele tem que se render!
4. CONTRA-ATAQUE. Mesmo derrotado, ele sempre vai querer voltar. Como disse Jesus, ele volta e “traz outros sete espíritos piores do que ele” e, se a pessoa deixa entrar, “a situação final torna-se pior do que a primeira” (Lc 11,26). O inimigo sempre tenta encontrar uma brecha legal para retornar, trama, estuda, deseja encontrar uma estratégia para recuperar o terreno perdido. Mas, glória a Deus!, pois Cristo nos assiste “para que Satanás não leve alguma vantagem sobre nós, porque não ignoramos as suas maquinações” (2Cor 2,10-11). Nunca deixe de receber a inspiração do Espírito Santo!
5. VIGILÂNCIA. Por isso, precisamos sempre andar “sóbrios e vigilantes, pois o vosso adversário, o diabo, anda a vosso derredor como um leão procurando a quem devorar” (1Pd 5,8). Nunca baixe a guarda. O inimigo é safado e quer sempre achar algum espaço, mesmo que pequeno, para influenciar a nossa vida.
Não vacile. No Evangelho, Jesus nos afirmou: “assim como o Pai me enviou (em missão permanente, pela qual eu ainda sou responsável, do mesmo modo) eu também vos envio” (Jo 20,21). Você não está sozinho. O poder do Espírito Santo está à sua disposição para que você aprisione definitivamente o poder das trevas e goze das bênçãos da aliança e da sua posição de filho amado do Pai.

https://pt.aleteia.org/2018/04/10/5-segredos-para-vencer-a-batalha-espiritual/

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

CONFIRA AS ILUSTRAÇÕES INFERNAIS DESTE LIVRO DE DEMONOLOGIA DO SÉCULO 19

Você já ouviu falar de um cara chamado Jacques Collin de Plancy? Pode até ser que o nome não seja muito familiar, mas, se você tem interesse por ocultismo e temas relacionados, então é provável que você tenha visto algumas das ilustrações que aparecem em um livro que ele publicou: o infame Dictionnaire Infernal — “Dicionário Infernal” em português.
De acordo com Eric Grundhauser, do site Atlas Obscura, Plancy — que era francês — publicou diversos livros ao longo da vida, mas o mais famoso foi o Dicionário Infernal, cuja primeira edição foi lançada em 1818. O volume, como você já deve ter deduzido, consiste em um guia repleto de espectros, seres, personagens, referências bibliográficas, relatos, e ações relacionadas com manifestações vindas do inferno.
O livro também traz uma extensa lista de tradições, lendas, superstições, crenças, coleções de feitiços, preconceitos e muitas outras informações sobre o mundo sobrenatural. No entanto, a versão que se tornou mundialmente conhecida foi a de 1863, quando foram adicionadas mais de 60 ilustrações retratando diferentes entidades demoníacas — que, até hoje, estão entre as mais aterrorizantes já criadas.

Desenhos nada angelicais

Segundo Eric, as imagens foram criadas pelo pintor francês Louis Le Breton — e inclusive talhadas em madeira pelo artista M. Jarrault — e mostram demônios e entidades cujas aparências são uma mescla de homem com inseto com ave com cão com... bem, uma mistura única de criaturas e cujo resultado impressiona até hoje. Veja algumas das bestas retratadas no dicionário a seguir:

Asmodeus

Andras

Abigor

Ukobach

Deumus

Ronwe

Yan-gant-y-tan

Stolas

Amduscias

Outro demônio retratado no livro

Mais uma entidade demoníaca

Dicionário infernal

Segundo Eric, muitas das descrições que Plancy incluiu em seu dicionário têm suas raízes em outros textos de demonologia, por exemplo, o Pseudomonarchia Daemonum (“Falsa Monarquia dos Demônios” em tradução livre), do século 16, e o Lemegeton Clavícula Salomonis (“A Chave Menor de Salomão” em português), datado do século 17. Esses dois exemplos contam com descrições de diversos habitantes do inferno, assim como sua posição hierárquica no Reino das Trevas.
Mas, voltando a Plancy, quando ele lançou a primeira edição do dicionário, em 1818, ele era um fervoroso oponente da religião e das superstições. Entretanto, em 1841, o “ocultista” mudou de ideia, resolveu se converter e se tornou um devoto seguidor do catolicismo. Assim, a inclusão dos retratos demoníacos aconteceu depois de ele se tornar religioso.
https://www.megacurioso.com.br/historia-e-geografia/103228-confira-as-ilustracoes-infernais-deste-livro-de-demonologia-do-seculo-19.htm

Terço das Santas Chagas de Cristo

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(JESUS à Ir.Maria marta de Chambon)

O Senhor, ao manifestar-Se à Irmã Maria Marta Chambon, do Mosteiro da Visitação de Santa Maria Chambery, falecida em odor de santidade em 21 de Março de 1909 , encarregou-a de invocar constantemente as Suas Chagas e de avivar esta devoção no mundo.

Para este fim, revelou-lhe com palavras vivas os tesouros que encerram essas feridas abertas na Sua Carne imaculada.

“O meu Pai compraz-Se na oferta das minhas Sagradas Chagas. Oferecer as minhas Chagas ao Pai Eterno é oferecer-Lhe a Sua Glória, é oferecer o Céu ao Céu.


As minhas Santas Chagas sustêm o mundo.

Concederei tudo o que Me pedirem pela invocação às Santas Chagas.

Obtereis tudo, porque é o mérito do meu Sangue, que é de um preço infinito.

As minhas Chagas repararão as vossas.

Das minhas Chagas saem frutos de Santidade.

Quando tendes algum desgosto, algum sofrimento, deveis colocá-lo logo nas minhas Chagas.”

Iniciando o Terço:

Deus, vinde em nosso auxílio.
Senhor, socorrei-nos e salvai-nos!
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, amém!

Oração inicial:

- Ó Jesus, Divino Redentor, sede misericordioso para conosco e para com o mundo inteiro. Amem.

- Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro. Amem.

- Graça e misericórdia, meu Jesus, durante os perigos presentes. Cobri-nos com o Vosso Sangue Precioso. Amem.

- Pai Eterno, misericórdia, pelo Sangue de Jesus Cristo, Vosso Único Filho: Tende misericórdia de nós, nós Vo-lo suplicamos. Amém!

Nas contas grandes:

– Pai Eterno, eu Vos ofereço as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para curar as Chagas das nossas almas.

Nas contas pequenas:

- Meu Jesus, perdão e misericórdia pelos méritos das Vossas Santas Chagas

Finalizando o Terço

Pai Eterno, eu Vos ofereço as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para curar as chagas das nossas almas.

Pai Eterno, eu Vos ofereço as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para curar as chagas das nossas almas.

Pai Eterno, eu Vos ofereço as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para curar as chagas das nossas almas.

Terço da Libertação

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O terço da libertação se compõe em rezar cinco mistérios suplicando a libertação. Contemplando nas dezenas do terço comum os mistérios do terço da cruzada contra o demônio e seu reino, como arma contra poderes infernais.

Oração de Efusão do Espírito Santo (Vinde Espírito Santo...)

Creio, Pai Nosso, Três Ave- Marias

1ª Dezena:
Contemplamos como Jesus nos deu um exemplo na luta brilhante contra satanás e seu reino.

2ª Dezena:
Contemplamos como Jesus venceu a morte e o inferno pela sua Paixão e morte na cruz.

3ª Dezena:
Contemplamos a Cruz de Cristo que se tornou um sinal de terror para satanás.

4ª Dezena:
Contemplamos como Jesus deu à Virgem Maria a força de esmagar a cabeça da serpente infernal.

5ª Dezena:
Contemplamos como Jesus deu à Virgem Maria o poder sobre satanás por todos os tempos.

Reza-se no lugar do Pai Nosso o Magnificat (Lc, 1, 46-55)

Reza-se no lugar da Ave Maria:
Ave Maria, Virgem poderosa, Imaculada Conceição, Rainha das Vitórias, que as vossas lágrimas de sangue destruam as forças do inferno. Assim Seja.

Reza-se no lugar do Glória:
A cruz sagrada seja a minha luz, não seja o dragão meu guia, retira-te satanás, nunca me aconselhas coisas vãs, é mal o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno.

Salve Rainha

Levanta-se Deus intercedendo a Bem-Aventurada Virgem Maria. Seu esposo São José, São Miguel Arcanjo e toda a milícia celeste e sejam dispersos seus inimigos e fujam de sua face todos os que os odeiam. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

sábado, 5 de janeiro de 2019

SEGUNDA PORTA: O FURTO




Não erreis, diz o mesmo apóstolo, os ladrões não herdarão o reino de Deus.

O furto consiste em tomar, sem razão legítima, o alheio, às escondidas do dono. A rapina é um furto praticado à força na presença do dono.

A fraude consiste em enganar no comércio, no peso, na medida, na qualidade, no preço, nos contratos. A usura, em cobrar juros excessivos.

É pecado intentar processos injustos, recorrer à chicana para apoderar-se dos bens ou dos direitos dos outros, ficar com um objeto achado quando o dono é conhecido ou pode ser conhecido facilmente, comprar cientemente coisas furtadas, causar qualquer prejuízo ao próximo em seus bens, sua lavoura, seus negócios.

Enfim, pecam contra a justiça todos os que mandam ou aconselham ou às vezes simplesmente consentem que outros causem qualquer prejuízo ao próximo.

Pois este pecado é tão abominável que deveria inspirar horror a todos os cristãos, porque atrai sobre o homem a cólera de Deus e os priva do céu.

O alheio é uma isca com que se engole o anzol pelo qual Satanás pega as almas. No entanto os homens são tão levados para os bens perecedores, que seus herdeiros disputarão e arrancarão depois da morte, que obcecados pela cobiça deixam se arrastar. Há certas pessoas que tributam, por assim dizer, honras divinas ao dinheiro e o apreciam como seu fim último. “Seus deuses são o ouro e a prata”, diz o profeta Daniel.

Verdade é, há pecados mais graves que o furto, mas nenhum torna mais difícil a eterna salvação. A razão disso é que, para alcançar o perdão dos demais pecados, basta ter deles um verdadeiro arrependimento, e confessá-los; mas não assim quando se trata do furto; o arrependimento com a confissão não é suficiente, além disso é preciso restituir. Ora, nada mais raro que a restituição. Eis a visão que teve um certo eremita: viu Lúcifer sentado no seu trono. Era a hora em que os demônios voltavam da terra aonde tinham sido mandados para tentar os homens. A um que chegou muito atrasado, Satanás perguntou qual o motivo do seu grande atraso. Respondeu que tinha trabalhado até àquela hora para impedir a um ladrão que fizesse uma restituição que lhe pesava muito na consciência. Lúcifer mandou castigá-lo, dizendo-lhe que não devia ignorar que o ladrão nunca restitui e que tinha perdido seu tempo.

Em verdade assim é.

Dir-se-ia que o alheio se converte em próprio sangue e a dor de tirar o próprio sangue para dá-lo a outro é coisa dura de se sofrer. Demonstra-o a experiência de todos os dias.

Quantos procuram iludir-se sobre a necessidade da restituição. Alega-se a pobreza… a família… deixa-se aos herdeiros o cuidado de restituir, ou, para tranquilizar a consciência, dá-se alguma esmola aos pobres, mesmo quando se conhece a quem se deve. No entanto, Santo Agostinho disse: “ou restituição ou condenação”.

Consideremos com S. Gregório que as riquezas que temos amontoado por meios injustos nos abandonarão um dia, mas que os crimes cometidos nunca nos abandonarão. Lembremo-nos que é uma extrema loucura deixar após si bens de que não teremos sido donos senão uns instantes e de carregar conosco injustiças que nos atormentarão eternamente.

Não tenhamos a insensatez de transmitir aos nossos herdeiros o fruto do nosso pecado para nos carregar de toda a pena que lhe é devida e não nos exponhamos à horrorosa desgraça de arder eternamente na outra vida por termos educado e enriquecido filhos talvez ingratos. Lembremo-nos principalmente da palavra de Jesus Cristo: “Que serve ao homem lucrar o mundo inteiro, se depois perder sua alma?”

Continua...

PRIMEIRA PORTA: IMPUREZA



Não erreis, disse São Paulo, os impuros não herdarão o céu. A impureza é o amor desregrado dos prazeres da carne. Pensar voluntariamente em coisas desonestas; desejar praticar, ver, ouvir coisas escandalosas; dizer palavras, ter conversas imorais, ler livros obscenos, olhar gravuras, espetáculos, pessoas indecentes; permitir-se consigo ou com outras pessoas liberdades criminosas; praticar no sacramento do matrimônio o que a moral cristã proíbe… são pecados contra a pureza.

Dirão alguns: isso é pecado pequenino. Pequenino? Mas é pecado mortal. Diz Santo Antonino que é tal a corrupção que faz lavrar este pecado, que nem os próprios demônios podem sofrê-lo, e acrescenta o mesmo santo que, quando se cometem semelhantes torpezas, até o demônio foge de vê-las.

Considerai agora o horror que causará a Deus aquela pessoa que, como diz São Pedro, semelhante ao suíno, se revolve no lodaçal deste pecado. Dirão ainda os escravos da impureza: Deus é misericordioso, conhece a fraqueza da carne. Pois ficai sabendo que, conforme o relata a Escritura, os mais terríveis castigos que Deus descarregou sobre o mundo foram as punições deste pecado.

Abramos, com efeito, a Escritura. O mundo está ainda no começo e já os homens estão corrompidos, carnais impudicos. Deus se arrepende de ter criado o homem e por isso toma a resolução de o exterminar. Abre as cataratas do céu, a chuva cai durante quarenta dias e quarenta noites, as águas sobem até cobrirem as montanhas mais altas, e a humanidade morre afogada, abismada nas águas do dilúvio. Só escapam oito pessoas, a família de Noé que, sozinho, guardara a castidade.

Será pecado leve? Que lemos ainda na Bíblia? Havia na Palestina cinco cidades célebres pelo seu comércio, suas riquezas, mais célebres, ainda, pela sua corrupção espantosa. Naquelas cidades cometiam-se pecados de que nem se pode dizer o nome, pecados sensuais contra a natureza, pecados horrorosos que infelizmente se cometem hoje, depois de dois mil anos de cristianismo. Que fez Deus? Mandou chover sobre aquelas cidades uma chuva, não mais de água, mas de fogo e de enxofre, que reduziu a cinzas as cidades e os habitantes.

Não satisfeito, Deus mandou à terra que se abrisse e ao inferno que engolisse os restos infames de Sodoma e Gomorra.

Que nos diz ainda a Sagrada Escritura? Que outrora Deus mandava queimar vivo a quem cometia semelhantes pecados e até aos casados que profanavam o matrimônio pelo crime horrendo do adultério. Este pecado de adultério, depois do assassínio, o mais grave de todos os pecados contra o próximo, foi sempre considerado até pelos pagãos como um crime digno de todos os castigos. Os antigos egípcios condenavam a ser queimada viva a mulher casada que tinha cometido este pecado; os saxões igualmente condenavam à fogueira a mulher casada infiel, e à forca o cúmplice de seus crimes. E há cristãos que trazem na lama do pecado o sacramento que São Paulo chama grande.

Estes são apenas os castigos para este mundo. Que será no outro mundo!

Está escrito, e a palavra de Deus não volta atrás, que os desonestos não entrarão no reino do céu. E este o pecado que arrasta para o inferno o maior número das almas. Diz São Remígio que a maior parte dos condenados estão no inferno por causa deste pecado. O mesmo diz São Bernardo: este pecado precipita no inferno quase todo o mundo. Do mesmo modo fala Santo Isidoro: é a luxúria muito mais que qualquer outro vício que sujeita o gênero humano ao demônio. Em uma palavra, e é a doutrina de todos os santos, de cem condenados no inferno, haverá um ladrão, um assassino, um ímpio, mas noventa e nove desonestos.

Pobres pecadores. Longe de mim o infundir-vos o desespero; o que quero dizer é que, se vos achais atolados neste vicio, procurai sair quanto antes deste lodaçal imundo, senão o inferno será vossa sorte eterna.

O que deveis fazer é o seguinte:

1º. Rezar. A oração é uma chuva celestial que apaga o pecado da concupiscência. Rezai antes de dormir, de joelhos, ao pé do leito, três Ave-Marias à pureza de Nossa Senhora.

2º. Repelir sem demora todo mau pensamento e desejo, chamando pelos nomes de Jesus e Maria.

3º. Fugir, mas fugir absolutamente, custe o que custar, da ocasião do pecado, da frequentação de tal pessoa, de tal casa, de tal divertimento, de um modo especial destas danças modernas tão imorais e escandalosas.

4º. Enfim o meio mais eficaz é a recepção frequente e piedosa dos sacramentos da confissão e comunhão.

Desenganai-vos, se agora não vos emendardes, mais tarde será tarde demais.

Continua...

AS SETE PORTAS DO INFERNO



INTRODUÇÃO - DESPERTADOR DA ALMA 
O inferno e as portas do inferno


Há um inferno.

1º. A Sagrada Escritura nos diz que há um inferno. Jesus Cristo disse: não temais os que podem matar o corpo, temei os que matam o corpo e a alma e os precipitam no inferno. — Se vosso olho, vossa mão, vosso pé vos escandalizam, — isso é, são para vós ocasião de cometerdes o pecado, — arrancai-os e lançai-os longe de vós, para não cairdes no inferno. — O rico avarento foi sepultado no inferno e do meio de seus suplícios bradava: Estou atormentado horrorosamente nas chamas devoradoras, dai-me uma gota de água para refrescar a língua. — No dia do juízo Jesus dirá aos condenados: — Ide, malditos, para o fogo eterno. — São claras estas palavras. Ou há um inferno ou o Evangelho é mentira. Há um inferno ou Jesus nos engana.

2º. A razão nos diz que há um inferno. Dois homens que seguem dois caminhos opostos não podem se encontrar no mesmo ponto. Podem encontrar-se e ter a mesma sorte os homens que seguem, uns o caminho do bem, outros o caminho do mal? O justo e o pecador, a vítima e o assassino, a virgem e o sedutor, o mártir e o algoz, a mãe de família honesta e a mulher perdida, podem ir para o mesmo lugar? Suponhamos que São Pedro e Nero tivessem morrido no mesmo dia e que juntos comparecessem perante o tribunal de Deus. Jesus Cristo pergunta a São Pedro: Que fizeste durante a vida? Senhor, era um pobre pescador. Vós me chamastes para ser pescador de almas. Deixei tudo e vos segui. Desde então sabeis qual foi minha vida: rezar, jejuar, pregar, batizar, converter os pecadores, salvar as almas, até que fui preso, lanhado na cadeia e crucificado por amor de vós. — Eis minha vida e minhas obras. — E tu, Nero, que fizeste? — Eu era imperador de Roma, gozei, e para gozar não recuei diante de nenhum crime. Zombei de Deus e da virtude, mandei assassinar minha mãe e meu irmão, queimar vivos milhares de cristãos, queimei a cidade de Roma. Afinal, perseguido pelo povo revoltado por meus crimes, suicidei-me. Eis minha vida e minhas obras. — Notai que são fatos históricos, coisas que realmente se passaram. E agora, quereis que Deus diga: muito bem, Pedro, muito bem, Nero, vão para o céu? Ou então que diga: vão para o inferno? Nossa razão protesta e nos diz que deve haver uma recompensa para São Pedro e um castigo para o monstro que se chamou Nero. Este castigo é o inferno. Há um inferno.

3º. A experiência nos diz que há um inferno. Dizem os libertinos: nunca ninguém voltou do inferno para nos dizer que há um inferno. É precisamente o que o inferno tem de terrível. Dali ninguém volta. Ninguém sai do inferno, diz a Escritura. No entanto, por uma disposição especial da Providência Divina, por exemplo, para nos instruir, isto pode acontecer e de fato tem acontecido. S. Francisco de Girólamo pregava em Nápoles, em frente de uma casa em que morava uma mulher de má vida que perturbava a missão com seus gritos e suas gargalhadas. De repente esta cai morta. O santo, logo que soube o que tinha acontecido, foi à casa dela. “Catarina, disse ele, onde estás?” E duas vezes repetiu as mesmas palavras.   Repetiu-as uma terceira vez com mais autoridade; e os olhos do cadáver se abrem, seus lábios se movem e na presença de toda a multidão, uma voz, que parecia sair do abismo, respondeu: “no inferno, no inferno!” Todos fogem, tomados de assombro, e o próprio santo, impressionado, repetia: “no inferno! Deus terrível, no inferno!” É um fato absolutamente certo, a tal ponto que serviu de milagre para a canonização do santo. Há um inferno.


Que é o Inferno?

Todo o inferno está nesta palavra de Jesus Cristo: “Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno”.

1º. O inferno é a separação, a perda de Deus. “Afasta-te de mim, pecador”. É assim que Deus repele para longe de si a alma pecadora. É a perda de Deus, a perda da suma beleza, da suma bondade, do sumo bem. Enquanto nossa alma estiver presa no cárcere da carne, não poderá nunca compreender a imensidade desta desgraça que, na frase dos santos, constitui o inferno dos infernos.

2º. O inferno é a maldição de Deus. Afasta-te, pecador maldito. A maldição eficaz de um Deus todo-poderoso. Se é terrível a maldição de um pai, de uma mãe, que será a maldição de Deus? Pecador maldito, maldito no corpo, maldito na alma. Olhos, língua, mãos, pés, inteligência, coração, vontade, tudo é maldito, porque tudo serviu de instrumento ao pecado.

3º. O inferno é o fogo. Afasta-te de mim, pecador maldito, para o fogo. Quando os profetas falam do inferno, logo se lhes apresenta à imaginação o mar, o mar sem limites e sem fundo, e os condenados, nadando e mergulhando neste abismo de fogo. O fogo os envolve, penetra-os, circula em suas veias, insinua-se até à medula dos ossos.

4º. O inferno é a eternidade. Afasta-te, pecador maldito, para o fogo eterno. A eternidade… quem pode compreendê-la! É um tempo que não acaba. Mil anos, milhões de anos, mil milhões de anos. Contai as gotas de água do oceano, os grãos de areia das praias, as folhas das árvores… a eternidade tem mais anos, mais séculos. Sempre! Nunca! Sempre queimar, sempre sofrer! Nunca o menor alívio, a menor esperança.

Se os condenados que estão no inferno pudessem voltar à terra, que fariam? Procurariam outra vez a ocasião do pecado, as danças, os espetáculos, as tavernas, as casas de perdição? Não! Correriam para a Igreja, ao pé do altar do Santíssimo Sacramento, de Nossa Senhora, ao pé do confessor principalmente, para alcançar o perdão de seus pecados. O que os condenados não podem mais, vós o podeis. Não estais no inferno, mas talvez estejais no caminho do inferno. Quanto antes, voltai para trás; talvez amanhã seja tarde.

As Portas do Inferno

“É larga, disse Jesus Cristo, a porta do inferno”. Pode-se acrescentar, são muitas as portas do inferno. Com efeito, há tantas portas do inferno quantas espécies de pecados mortais; mas há entre elas algumas mais largas e mais perigosas: são as da impureza, da injustiça, da profanação do domingo, da embriaguez, da má educação dos filhos, do protestantismo, do espiritismo, da demora da conversão.

Continua...

http://verafidei.blogspot.com/2017/05/as-sete-portas-do-inferno.html

Postagem em destaque

Inaugurado primeiro templo de “adoração a Lúcifer ” na America do Sul.

Embora ao longo dos séculos o satanismo tenha existido com diferentes nomes, sua versão moderna é uma criação do norte-americano Anton...