Som de Guerra

sábado, 14 de maio de 2016

Símbolos, cores e números do Apocalipse: o que significam?


Do trono ao cordeiro imolado, do branco ao escarlate, do 3,5 ao 144.000 - passando pelo famigerado 666
apocalipse números

Símbolos misteriosos, cores e números nunca escritos ao acaso. Quem fala deles é Ignacio Rojas Gálvez, autor do livro “I simboli dell’Apocalisse” (“Os símbolos do Apocalipse”, ainda sem tradução ao português).
Rojas afirma que, no livro do Apocalipse, São João usa os símbolos para nos fazer compreender alguns aspectos da Revelação divina. O autor do Apocalipse apresenta um mundo que foge à lógica e à experiência humana – e são incontáveis os estudos de exegetas que tentaram “traduzir” as mensagens do Apóstolo.
SÍMBOLOS
Entre os símbolos evocados por João, a dicotomia Céu-Terra indica espaços onde se desenvolve a liturgia e a luta entre o bem e o mal; o trono representa Deus; o Cordeiro em pé, imolado, é Cristo, morto e ressuscitado; os vinte e quatro anciãos são a totalidade que louva a Deus; um rolo com sete selos é o plano de Deus para a história e para a humanidade; o lago é um símbolo negativo: o lugar da rejeição de Deus.
ANIMAIS
Em Apocalipse 4,6-7, João cita quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por trás. O primeiro ser se assemelhava a um leão; o segundo, a um bezerro; o terceiro tinha aspecto como de homem; o quarto era semelhante a uma águia que voa. Os quatro seres viventes têm seis asas cada um e, ao seu redor e por dentro, são constelados de olhos. Estes seres vivos representam a Criação, a vida que flui de Deus. Cada animal simboliza a sua qualidade fundamental: o leão, a realeza; o touro, a força; a águia, a velocidade e a altura. Já um animal negativo como o dragão evoca o poder terrível do mal.
CORES NUNCA ALEATÓRIAS
João não vê a realidade em preto e branco, e não é casual o uso de uma cor em vez de outra. O detalhe cromático nas descrições revela o desejo do autor de expressar através das cores uma forte carga emocional. O autor pinta um universo caracterizado principalmente por cinco cores. A chave de interpretação das cores é determinada pela sua utilização no conjunto da obra. Os atributos que acompanham os personagens e a sua relação com o bem e o mal nos propõem uma forma de interpretar essas cores.
  • CORES POSITIVAS: Os tons positivos são o branco, simbolizando a transcendência e a vitória do Ressuscitado e dos que triunfam com Ele, e o dourado, o ouro puro, reservado por João à liturgia, a fim de simbolizar a proximidade do mistério divino.
  • CORES NEGATIVAS: Três outras cores representam a face negativa da história: o vermelho escarlate simboliza o demoníaco e o violento (por exemplo, o dragão); o verde amarelado representa a fragilidade da vida; e o preto indica a miséria, as ameaças e a injustiça social.

OS NÚMEROS
O número mais presente em todo o livro e o preferido pelo autor é o sete, que simboliza a totalidade, a plenitude, na esteira das tradições religiosas ancestrais. É, portanto, bastante lógico que o três e meio, metade do sete, indique a parcialidade e a transitoriedade. Um período de três anos e meio, por exemplo, é um tempo definido e concreto, que tem um fim certo. O número quatro, que indica os quatro seres viventes, é o número da totalidade cósmica e da ação universal de Deus, posta em prática por meio dos anjos que provêm dos quatro ventos.
666
O número seis foi o que provocou o maior debate desde os inícios. A sua relação com o número da besta e o convite enigmático ao vidente para decifrá-lo deu origem às mais diversas interpretações. Destaque-se o texto seguinte: “Eis a sabedoria. Quem tem entendimento calcule o número da besta: é número de homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis” (Ap 13,18).
A modalidade de interpretação mais antiga desse número é conhecida pelo nome de “gematria”, uma antiga arte com a qual, através da análise numérica de um texto ou de uma simples palavra, tentam-se deduzir leis e correspondências. A cada letra corresponde um valor numérico; por exemplo, A tem o valor 1 e Z vale 900. Aplicar a gematria ao número 666 significa descobrir um nome cuja soma das letras, hebraicas, gregas ou latinas, corresponda a esse valor. Com a gematria, vários nomes foram “calculados” e a besta foi identificada com diversos personagens históricos. Ao longo dos séculos, as interpretações da simbologia numérica 666 fizeram jorrar rios de tinta e sugeriram figuras históricas de todos os tipos, de Nero a Stalin, passando por Domiciano, Hitler, Martinho Lutero e até cada papa reinante, só para citar alguns.
Atualmente, a interpretação mais aceita é a que vê o número 6 como defeituoso, como uma “imperfeição clamorosa”; o símbolo, portanto, seria uma forma de manifestar que a besta é vulnerável.
12 e 1.000
O número doze indica plenitude, mas com certa nuance social: designa o povo de Deus representado no passado pelas doze tribos de Israel e no presente pelos doze apóstolos do Cordeiro. A sua soma simboliza a plenitude da revelação de Deus na história: assim, o Antigo e o Novo Testamentos são representados, juntos, pelo número vinte e quatro. Já o número mil indica a totalidade divina e a plenitude da ação de Deus. O tempo é sacralizado graças à presença e à ação de Cristo.
144.000
Até as operações matemáticas são importantes para a compreensão de algumas cifras. Por exemplo, 144.000, o famoso número dos salvos, pressupõe a operação 12 × 12 × 1000, ou seja: o povo de Deus na sua totalidade (doze vezes doze), guiado no tempo (1000) pela plenitude da ação salvífica de Cristo.

http://pt.aleteia.org/2016/05/03/simbolos-cores-e-numeros-do-apocalipse-o-que-significam/

O número da besta e a matemática do Apocalipse


Afinal, o que significam os números citados no livro da Revelação?
666

O escritor Ignacio Rojas Gálvez, autor do livro “I simboli dell’Apocalisse” (“Os símbolos do Apocalipse”, ainda sem tradução ao português), afirma que o enigmático livro do Apocalipse, escrito pelo evangelista São João, emprega símbolos para nos fazer compreender alguns aspectos da Revelação divina. Entre esses símbolos, aparecem diversos números.
NÚMERO 7
O número mais presente em todo o livro e o preferido pelo autor é o sete, que simboliza a totalidade, a plenitude, na esteira das tradições religiosas ancestrais.
NÚMERO 3,5
O três e meio, ou seja, a metade do sete, indica a parcialidade e a transitoriedade. Um período de três anos e meio, por exemplo, simboliza um tempo definido, que passará.
NÚMERO 4
O número quatro representa a totalidade cósmica e a ação universal de Deus, levada à prática por meio dos anjos que provêm dos quatro ventos.
NÚMERO 666
O número seis foi o que provocou o maior debate desde os inícios. A sua relação com o número da besta e o convite enigmático ao vidente para decifrá-lo deu origem às mais diversas interpretações. Destaque-se o texto seguinte: “Eis a sabedoria. Quem tem entendimento calcule o número da besta: é número de homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis” (Ap 13,18). A modalidade de interpretação mais antiga desse número é conhecida pelo nome de “gematria”, uma antiga arte com a qual, através da análise numérica de um texto ou de uma simples palavra, tentam-se deduzir leis e correspondências. A cada letra corresponde um valor numérico; por exemplo, A tem o valor 1 e Z vale 900. Aplicar a gematria ao número 666 significa descobrir um nome cuja soma das letras, hebraicas, gregas ou latinas, corresponda a esse valor. Com a gematria, vários nomes foram “calculados” e a besta foi identificada com diversos personagens históricos. Ao longo dos séculos, as interpretações da simbologia numérica 666 fizeram jorrar rios de tinta e sugeriram figuras históricas de todos os tipos, de Nero a Stalin, passando por Domiciano, Hitler, Martinho Lutero e até cada papa reinante, só para citar alguns. Atualmente, a interpretação mais aceita é a que vê o número 6 como defeituoso, como uma “imperfeição clamorosa”; o símbolo, portanto, seria uma forma de manifestar que a besta é vulnerável.
NÚMERO 12
O número doze indica plenitude, mas com certa nuance social: designa o povo de Deus representado no passado pelas doze tribos de Israel e no presente pelos doze apóstolos do Cordeiro. A sua soma simboliza a plenitude da revelação de Deus na história: assim, o Antigo e o Novo Testamentos são representados, juntos, pelo número vinte e quatro.
NÚMERO 1.000
O número mil indica a totalidade divina e a plenitude da ação de Deus. O tempo é sacralizado graças à presença e à ação de Cristo.
NÚMERO 144.000
Até as operações matemáticas são importantes para a compreensão de algumas cifras. Por exemplo, 144.000, o famoso número dos salvos, pressupõe a operação 12 × 12 × 1000, ou seja: o povo de Deus na sua totalidade (doze vezes doze), guiado no tempo (1000) pela plenitude da ação salvífica de Cristo.

http://pt.aleteia.org/2016/05/06/o-numero-da-besta-e-a-matematica-do-apocalipse/

domingo, 1 de maio de 2016

Como são os anjos?

Os anjos estão muito mais presentes em sua vida do que você imagina
Guardian Angel - pt

Os anjos influenciam a nossa vida muito mais do que se pensa, e são nossos intercessores junto a Deus. Conhecendo-os melhor, mais frequentemente invocaremos seu poderoso auxílio.
* * *
Ao falar sobre os anjos, com muita facilidade vem-nos à mente a clássica representação de um misterioso jovem de bela aparência, trajando uma longa e alva túnica. Não podemos considerá-la uma imagem errada, visto que nas próprias Escrituras eles são assim figurados, como por exemplo, no episódio de Tobias.
Já em nossa época, as aparições de Fátima foram precedidas de algumas intervenções angélicas. O Anjo da Paz apareceu três vezes aos pastorinhos e foi assim descrito mais tarde pela Irmã Lúcia, uma das videntes: “Começamos a ver (…) uma luz mais branca que a neve, com a forma de um jovem transparente, mais brilhante que um cristal atravessado pelos raios do sol. À medida que se aproximava, íamos distinguindo lhe as feições: um jovem dos seus 14 a 15 anos, de uma grande beleza. Estávamos surpreendidos e meio absortos.” A descrição da Irmã Lúcia pouco revela a respeito dos seres angélicos, apenas aumenta o mistério que os cerca.
Mesmo na Sagrada Escritura, não há elementos precisos sobre sua natureza e atributos; o que se conhece é deduzido de sua atuação, nas missões a eles confiadas por Deus junto aos homens.
Quem são, afinal, os anjos? Que predicados possuem? A resposta, nós a encontramos nos escritos de um dos autores que mais a fundo tratou do assunto: São Tomás de Aquino, o Doutor Angélico. Com base em sua doutrina, vejamos algumas das interessantes questões relativas aos anjos.
Os anjos são mais numerosos que os homens?
Ao criar, Deus teve em vista “a perfeição do Universo como finalidade principal” (1), pois tinha intenção de espelhar o supremo Bem, ou seja, Ele mesmo. Por isso, fez em maior número os seres mais elevados. E os espíritos celestes, os quais superam em dom e qualidade qualquer ser corporal, foram criados em tal quantidade que, perto deles, todas as estrelas do firmamento não passam de um punhadinho de pedras preciosas.
Todos os homens – desde Adão até o último a nascer no fim do mundo – são poucos em relação às miríades de puros espíritos que espelham tão perfeitamente o Criador dos homens e dos anjos. É com grande veracidade que Dionísio confessou humildemente: “Os exércitos bem-aventurados dos espíritos celestes são numerosos, superando a medida pequena e restrita de nossos números materiais” (2).
Os anjos são todos iguais?
Segundo o Doutor Angélico, as criaturas devem representar a bondade de Deus. Mas nenhuma criatura – nem sequer Maria Santíssima! – é capaz de representar suficientemente toda a bondade divina. Por isso, Ele criou múltiplos e distintos seres. Assim, cada indivíduo representa um aspecto diferente do Bem Supremo, e um suprirá aquilo que no outro não se encontra..
Os seres criados – se postos em escala, de inferior a superior – formam uma imensa cadeia, onde o conjunto de diversos graus, cada qual mais requintado, dá uma noção mais completa e arquitetônica da Suma Perfeição do que qualquer um deles individualmente (3).
Ademais, na medida em que as criaturas se aproximam do Bem Supremo, as diferenças entre elas se multiplicam, para melhor espelhar a riqueza infinita dos dons de Deus. Deste modo, a extrema variedade do mundo angélico supera tanto a do mundo físico que este, comparativamente, parece empalidecido, pobre e até monótono! Entre os anjos, não há indivíduos semelhantes, agrupados em famílias ou raças, como ocorre no gênero humano.
Cada um difere do outro, como se fossem espécies diversas (4).
São Tomás de Aquino, baseando-se nas Escrituras, divide-os em três hierarquias e nove coros: “Isaías fala dos Serafins; Ezequiel, dos Querubins; Paulo, dos Tronos, das Dominações, das Virtudes, das Potestades, dos Principados; Judas fala dos Arcanjos, enquanto o nome dos Anjos está em muitos lugares da Escritura” (5).
Enquanto São Dionísio explica a divisão da hierarquia angélica em função de suas perfeições espirituais, São Gregório o faz de acordo com seus ministérios exteriores: “Os Anjos são aqueles que anunciam as coisas menos importantes; os Arcanjos, os que anunciam as mais importantes; as Virtudes, por elas se realizam os milagres; as Potestades, pelas quais se reprimem os maus poderes; os Principados, que presidem os próprios espíritos bons” (6).
De que modo os anjos podem influenciar os homens?
Os anjos podem influenciar profundamente os homens, embora o façam sempre discretamente, pois a humildade também é uma virtude angélica.
Quantas vezes, uma boa inspiração tem origem num anjo! Ou quando o pressentimento de algum perigo grave leva a pessoa a tomar medidas e escapar de um acidente ou livrar-se de um grande dano, certamente foi algum solícito anjo que zelou pelo bem de seu protegido.
Mas os anjos exercem um importante papel, sobretudo no que diz respeito à fé, como nos ensina o Doutor Angélico: “Dionísio prova que as revelações das coisas divinas chegam aos homens mediante os anjos. Essas revelações são iluminações. Portanto, os homens são iluminados pelos anjos” (7).
“Pela ordem da Divina Providência – continua São Tomás – os inferiores se submetem às ações dos superiores. Assim como os anjos inferiores são iluminados pelos superiores, assim os homens, inferiores aos anjos, são por eles iluminados.
(…) Por outro lado, o intelecto humano, enquanto inferior, é fortalecido pela ação do intelecto angélico” (8).
É verdade que tenho um anjo da guarda para me proteger?
Ao tratar deste ponto, o Doutor Angélico cita o comentário de São Jerônimo às palavras do Divino Mestre: “seus anjos [dos pequeninos] no Céu contemplam sempre a face de meu Pai” (Mt 18, 10). “Grande é a dignidade das almas – afirma São Jerônimo -, pois, ao nascer, cada uma tem um anjo delegado à sua guarda” (9). Assim, cada homem recebe um príncipe da corte celeste que nunca o abandona, por mais culposas ou pavorosas que sejam as situações pelas quais passe. Tal como se reza na conhecida oração ao anjo da guarda (Santo Anjo do Senhor) ele rege, guarda, governa e ilumina o seu protegido.
O anjo ilumina o homem para incliná-lo ao bem ou comunicar-lhe a vontade divina (10) e o protege contra os assaltos do demônio. Sobretudo, o anjo continua sempre na presença de Deus, mesmo estando ao lado de seu protegido, intercedendo continuamente por ele.
Por Padre Joshua Sequeira, E.P.
…………………………………………………
1) Suma Teológica I, q.50, a.3 resp.
2) De Caelesti Hierarchia, cap.14, in MIGNE, PG, 3, 321 A.
3) cf. I, q. 47, a. 1e 2.
4) cf. I, q. 50, a. 4.
5) I, q.,108, a.,5 s.c.
6) cf. I, q 108, a.,5 resp.
7) I, q. 111 a. 1 s.c.
8) I, q. 111, a.1 resp.
9) MIGNE, PL, 26, 130 B.
10) cf. I, q. 111, a. 1.
(in “Revista Arautos do Evangelho”, Número 69, p. 22 e 23)



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