Som de Guerra

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Oito coisas que você deve saber sobre o Halloween antes de fantasiar seu filho


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“O que o demônio faz para afastar-nos do caminho de Jesus? A tentação começa de forma sutil, mas cresce: sempre cresce. Esta cresce e contagia o outro, é transmitida e tenta ser comunitária. E, finalmente, para tranquilizar a alma, justifica-se. Cresce, contagia e se justifica”, advertiu o Papa Francisco em abril de 2014.
Próximos à noite de Halloween, celebrada a cada 31 de outubro, compartilhamos oito coisas que todo cristão deve saber acerca desta festa pagã que pouco a pouco foi difundida no mundo inteiro.

1. A origem do nome

A Solenidade de todos os Santos é comemorada no dia 1º de novembro e é celebrada na Igreja desde às vésperas. Halloween significa “All hallow’s eve”, palavra que provém do inglês antigo, e que significa “véspera de todos os santos”.

2. As raízes celtas

No século VI a.C., os celtas do norte da Europa celebravam o fim de ano com a festa do “Samhein” (ou Samon), festividade do sol, iniciada na noite do 31 de outubro e que marcava o fim do verão e das colheitas. A respeito, eles acreditavam que naquela noite o deus da morte permitia aos mortos retornarem à terra, fomentando um ambiente de terror.

Segundo a religião celta, as almas de alguns defuntos estavam dentro de animais ferozes e podiam ser libertadas com sacrifícios de toda índole aos deuses, inclusive sacrifícios humanos. Uma forma de evitar a maldade dos espíritos malignos, fantasmas e outros monstros era disfarçando-se, para tratar de assemelhar-se a eles e desta maneira passarem despercebidos ante seus olhares.

3. Sua mistura com o cristianismo

Quando os povos celtas foram cristianizados, nem todos renunciaram os seus costumes pagãos. Do mesmo modo, a coincidência cronológica da festa pagã de “Samhein” com a celebração de todos os Santos e a dos defuntos, comemorada no dia seguinte (2 de novembro), fez com que as crenças cristãs fossem misturadas com as antigas superstições da morte.

Por meio da chegada de alguns irlandeses aos Estados Unidos, introduziu-se neste país o Halloween, que chegou a ser parte do folclore popular do país. Logo, incluindo a contribuição cultural de outros migrantes, introduziu-se a crença das bruxas, fantasmas, duendes, drácula e diversos monstros. Mais tarde, esta celebração pagã foi difundida no mundo inteiro.

4. Uma das principais festas satânicas

Segundo o testemunho de algumas pessoas que praticaram o satanismo e logo se converteram ao cristianismo, o Halloween é considerada a festa mais importante para os cultos demoníacos, porque se inicia o novo ano satânico e é como uma espécie de “aniversário do diabo”. E nesta data os grupos satânicos sacrificam os jovens e especialmente as crianças, pois são os preferidos de Deus.

5. Doces ou travessuras?

No Halloween, as crianças e alguns adultos costumam se disfarçar de seres horríveis e temerários e vão de casa em casa exigindo “trick or treat” (doces ou travessuras). A crença é que se não lhes dá alguma guloseima, os visitantes farão uma maldade ao residente do lugar. Muitas pessoas acreditam que o início deste costume está na perseguição dos católicos na Inglaterra, onde suas casas eram ameaçadas.

6. Jack e a abóbora

Existe uma antiga lenda irlandesa, em que se conta que um homem chamado Jack que tinha sido tão mau em vida que supostamente não podia nem entrar no inferno por ter enganado muitas vezes o demônio. Assim, teve que permanecer na terra vagando pelos caminhos com uma lanterna, feita de um vegetal vazio com um carvão aceso.

Assista também: Católico pode celebrar Halloween?

As pessoas supersticiosas, para afugentar Jack, colocavam uma lanterna similar na janela ou à frente de sua casa. Mais adiante, quando isto se popularizou, o vegetal para fazer a lanterna passou a ser uma cabaça com buracos em forma do rosto de uma caveira ou bruxa.

7. Um grande negócio

Hollywood contribuiu à difusão do Halloween com uma série de filmes nos quais a violência gráfica e os assassinatos criam no espectador um estado mórbido de angústia e ansiedade. Estes filmes são vistos por adultos e crianças, criando nestes últimos, medo, e uma ideia errônea da realidade. Do mesmo modo, as máscaras, as fantasias, os doces, as maquiagens, entre outros artigos, são motivos para que alguns empresários fomentem o “consumo do terror” e favorecem a imitação dos costumes norte-americanos.

8. A festa à fantasia

Segundo Padre Jordi Rivero, grande apologista, celebrar uma festa à fantasia não é intrinsecamente ruim, sempre e quando se cuidar que esta não esteja contra o pudor, o respeito pelas coisas sagradas e a moral em geral.

É por esta razão que nos últimos anos cresceu a comemoração alternativa do “Holywins” (a santidade vence), que consiste em disfarçar-se do Santo ou Santa favorita e participar a noite de 31 de outubro em diversas atividades da paróquia, como Missas, vigílias, grupos de oração pelas ruas, adoração eucarística, através de cantos, músicas e danças, de um "modo cristão”.

Fonte:http://www.acidigital.com/…/oito-coisas-que-voce-deve-sabe…/

domingo, 22 de outubro de 2017

Oração a Jesus Libertador


Eu venho a Ti, Senhor Jesus, como a meu Libertador. Tu conheces todos os meus problemas, todas as coisas que me amarram, que me atormentam, corrompem e incomodam. Eu me recuso, neste momento, a aceitar qualquer coisa de satanás e me desligo de espíritos das trevas, de toda influência negativa e maligna, de todo cativeiro satânico, de todo espírito em mim que não seja espírito de Deus, e ordeno a todos os espíritos relacionados com satanás que nos deixem agora e não voltem nunca mais, prostrando-se aos pés da santa cruz de Jesus Cristo, para sempre. Confesso que meu corpo é templo do Espírito Santo: redimido, lavado, santificado, justificado pelo Sangue de Jesus. Portanto, satanás não tem lugar em mim e nenhum poder sobre mim, por causa do Sangue de Jesus.
Amém.

Você sabe qual é a diferença entre tentação e provação?

Tentação x Provação

As pessoas sempre acabam fazendo uma grande confusão entre as dificuldades que estão enfrentado, se é provação​ ou tentação​. Há, no fundo, dentro delas, a dúvida se o que vivem é algo que vem de Deus ou do maligno. A verdade é que, quando falamos de tentação ​e provação​, precisamos entender também que existem diferenças entre ambas, e consequências distintas quanto ao fruto que será gerado em nós, caso não saibamos como enfrentar cada uma delas.
-Você-sabe-qual-é-a-diferença-entre-tentação-e-provação-Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Por que os frutos podem ser distintos?

Porque as “fontes” de onde elas sobrevêm são distintas. No entanto, é a própria Palavra de Deus e o Magistério da Igreja que nos ajudam a compreender o que é cada uma dessas realidades e como vivenciá-las. Na Carta de São Tiago, temos uma clara distinção e explicação do que é cada uma delas e suas consequências. Vejamos:
“Considerai uma grande alegria, meus irmãos, quando tiverdes de passar por diversas provações, pois sabeis que a prova da fé produz em vós a constância. Ora, a constância deve levar a uma obra perfeita: que vos torneis perfeitos e íntegros, sem falta ou deficiência alguma” (Tg 1,2). “Feliz aquele que suporta a provação, porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam” (Tg 1,12).

É o mesmo Tiago que também nos fala sobre a tentação:

“Ninguém, ao ser tentado, deve dizer: ‘É Deus quem me tenta’, pois Deus não pode ser tentado pelo mal, tampouco Ele tenta alguém. Antes, cada qual é tentado por sua própria concupiscência, que o arrasta e seduz. Em seguida, a concupiscência concebe o pecado e o dá à luz; e o pecado, uma vez maduro, gera a morte” (Tg 1,13-15). O próprio Jesus foi quem nos ensinou, em Sua Palavra, na oração do Pai-Nosso, uma realidade sobre a tentação quando diz: “não nos deixeis cair em tentação”.
Nesse pedido de Jesus, há uma “rejeição” à tentação, um alerta de que há um perigo, pois, logo em seguida, vem um outra súplica, na qual há um vínculo com o pedido anterior, de “não se deixar cair em tentação”, que é: “mas livrai-nos do mal”. Com tudo isso, podemos, certamente, dizer que há grandes diferenças entre tentação​ e provação​, de onde nascem e os frutos que produzem.
A tentação​ tem sempre como origem o demônio, nossa carne ou o mundo. Ela tem como objetivo nos levar ao pecado; e ao nos fazer pecar, produz em nós o rompimento do nosso relacionamento com Deus, o nosso afastar-se d’Ele, gerando em nós a morte.
A Palavra de Deus, no entanto, é clara quanto ao caminho que a tentação faz dentro de nós, para que isso venha a se tornar realmente um pecado. A pessoa, quando sente o desejo pelo pecado, precisa, além de sentir, consentir, deixar aquela tentação tomar conta dela, para que surja o ato do pecado, e este cresça, amadureça e gere os frutos de morte. Sendo assim, sentir-se tentado não é pecado, seja qual for o nível de tentação! Pecado é você permitir que essa tentação cresça sem que você lute contra ela. O Catecismo da Igreja Católica (2847) nos ensina que, se a tentação não for consentida, mas combatida, ela também pode nos ser útil, trazendo-nos méritos diante de Deus.

A provação​ tem sua origem em Deus, na permissão divina

Ainda que determinadas provações possam ter, por detrás delas, o demônio, ela é permitida por Deus para o crescimento e amadurecimento da pessoa. Assim como afirma a Palavra de Deus: “…sabeis que a prova da fé produz em vós a constância. Ora, a constância deve levar a uma obra perfeita: que vos torneis perfeitos e íntegros, sem falta ou deficiência alguma” (Tg 1,2).
Assim foi com Jó! Ele era um homem íntegro, temente a Deus, mas o Senhor permitiu que o demônio lhe causasse incômodos, pois sabia que Jó teria as condições de suportá-los! “Deus é fiel e não permitirá que sejais provados acima de vossas forças. Pelo contrário, ele providenciará o bom êxito, para que possais suportá-la.” (I Cor 10,13)
É importante ressaltar que, assim como um professor, quando aplica uma prova em sala de aula, fica em silêncio e observa como cada aluno coloca em prática o que aprendeu, assim também é Deus conosco em meio às nossas provações. Gosto de dizer que a provação é um teste; enquanto a tentação é uma armadilha!

O que diz o Catecismo?

O Catecismo deixa também claro o caminho que podemos seguir para combater a tentação e como superar as provações:
“O Espírito Santo nos faz discernir entre a provação, necessária ao crescimento do homem interior em vista de uma
“virtude comprovada”, e a tentação, que leva ao pecado e à morte” (CIC 2847). E continua: “Ora, tal combate e tal vitória não são possíveis senão na oração.” (CIC 2849) É a nossa vida de oração, a nossa amizade com o Espírito Santo, que será para nós os meios de vencermos tanto as tentações quanto superarmos as provações.
Existe uma virtude que devemos pedir para vencer tanto as tentações quanto as provações, que é a virtude da fortaleza! Assim diz o Catecismo: “A fortaleza é a virtude moral que dá segurança nas dificuldades, firmeza e constância na procura do bem. Ela firma a resolução de resistir às tentações e superar os obstáculos na vida moral. A virtude da fortaleza nos torna capazes de vencer o medo, inclusive o da morte, de suportar a provação e as perseguições.” (CIC 1808)
Que Deus derrame sobre você o Espírito Santo e lhe confira toda sabedoria e discernimento necessários para crescer nos caminhos do Senhor!
Coragem!
Deus lhe abençoe.

Os perigos no Ministério de Libertação

Onde está o discernimento??


Os perigos no Ministério de Libertação

O que muito tem me chamado a atenção, é que recebo diariamente dezenas de e-mails de pessoas dizendo que visitaram um grupo de oração e o coordenador deste grupo ou os servos deste grupo rezaram por ela e disseram que Deus havia “revelado” que fizeram um “trabalho de feitiçaria” para ela, ou então que jogaram alguma maldição sobre ela; e por consequência disso ela estava sofrendo muitas coisas em sua vida!
Por conta disso, as pessoas vem de forma desesperadas pedir que eu as ajude a serem libertas desta “feitiçaria“, que eu as ajude serem libertas desta maldição que jogaram sobre ela.
Primeira coisa importante que quero deixar bem claro para aqueles que rezam por Cura e Libertação:
Existem sim realidades de feitiçaria, de pessoas que mexem com todo o tipo de ocultismo e que desejam por meio dele fazer o mal às pessoas. Existe sim a realidade de maldição, de inveja, e que podem influenciar a vida das pessoas; mas quero chamar a atenção pois, NEM TUDO DEVE SER DITO PARA A PESSOA.
É preciso muita prudência para se tratar de certos assuntos, prudência quanto à pessoa que está envolvida na suposta revelação, para saber se ela terá estrutura e discernimento para receber estes tipos de informação…E a coisa mais importante deste primeiro ponto: É PRECISO AVALIAR SE ISSO QUE O SERVO ESTA DIZENDO VEM REALMENTE DE DEUS!
Existem casos de pessoas que procuram grupos de oração e que os servos ao rezarem pela pessoa dizem assim:
Deus me falou que sua sogra fez um trabalho de macumba para você se separar do seu marido.
Meu Deus, eu fico indignado com estes tipos de coisas que acontece ainda nos grupos de oração! Estou dizendo isso com base no que recebo por e-mail!
Como é que uma pessoa que esta rezando pela outra que está a procura de ajuda, vai falar algo deste tipo! Como você acha que esta pessoa ficará com a sogra dela após “esta suposta revelação de Deus!” É um absurdo estes tipos de coisas ainda ocorrerem! Ou ainda pessoas que rezam, e dizem que existe uma maldição que enquanto não for quebrada, a família dela continuará sofrendo!

É preciso uma ajuda adequada!

O pior em tudo isso é que falam o que não deveriam falar, falam em nome de Deus; e ainda não ajudam a pessoa a prosseguir o caminho dela.
Repito aqui o que aprendi com Padre Rufus Pereira em uma reunião que tivemos antes de um Acampamento de Cura e Libertação aqui na Canção Nova. Ele falou assim: “Se vocês forem atender um caso de libertação, vão com ele até o fim! Não comecem a rezar pela pessoa e sem terminar o caso dela por completo iniciem outro. Porque se isso acontecer vocês irão piorar o caso desta pessoa, ao invés de ajuda- la!
É isso o que muitas vezes acontece! As pessoas iniciam um processo de ajuda e não dão continuidade!Falam o que era para ser mantido no coração e deixam a pessoa ir embora cheia de duvidas!
Tudo isso é muito sério! São vidas que são colocadas em nossas mãos e temos a responsabilidade por elas! Padre Pio tem uma frase que sempre me lembro quando me dedico a acompanhar um caso de libertação: “As almas! As almas! Se alguém soubesse o preço que custam“.
Se tivéssemos a noção do que Padre Pio quer dizer, talvez levássemos mais a sério a questão de acompanhar as pessoas em suas dores!
Uma vez que ficou claro que existem sim a possibilidade de feitiçaria, trabalhos relacionados ao ocultismo e maldições atingirem nossas vidas, você pode então estar se perguntando: “Se Deus me mostrar isso em oração, o que devo então fazer?
Primeira coisa é avaliar se a pessoa que está recebendo oração é madura na fé para receber este tipo de informação, ou é uma pessoa que está fragilizada na sua vida com Deus, ou está com tantos problemas que não saberá administrar aquilo. Lembro-me de anos atrás quando rezávamos em comunidade aqui na Canção Nova, em um momento de oração foi mostrado que haviam pessoas se dedicando a trabalhos de feitiçaria contra a Canção Nova. Isso foi revelado em oração, mas foi colocado em comum pois tínhamos uma maturidade para lhe dar com a situação, e sabíamos que estes tipos de coisas não nos afetaria. E por isso colocamos em comum.
Segunda coisase você perceber que a pessoa não está pronta para receber este tipo de informação, não é preciso dizer! Uma vez que Deus mostrou tal situação, isso significa também que Ele já esta agindo! Deus não brinca com estas coisas. Ele não mostraria uma situação desta somente com o intuito da curiosidade. Uma vez que Deus revela, ali Ele já está agindo. Portanto não precisa dizer nada. Mas você de maneira pessoal precisa assumir esta pessoa em oração também, para que o processo iniciado seja cercado pela força da oração.
Terceira coisa, é que se Deus mostrou uma situação, você já assumiu esta pessoa em oração; agora é o momento de você ensinar e ajudar esta pessoa a como caminhar para que ela chegue a total libertação. É o momento de você dizer que ela precisa se dedicar a Palavra de Deus diariamente, que ela precisa buscar a confissão, que ela precisa começar a rezar o santo Rosário, que ela precisa portanto buscar a fidelidade à Santa Missa.
Você precisa ensinar esta pessoa como rezar da maneira correta! Você precisa semanalmente se encontrar com esta pessoa, de preferência junto do ministério de intercessão do grupo de oração, para rezarem e acompanharem esta pessoa! E se esta pessoa assumir uma vida de oração com fidelidade, sendo acompanhada por pessoas maduras em oração, não existe Mal, feitiçaria, ocultismo, maldição que não seja quebrada e desfeito.
O Mal sempre será afastado de nossa vida quando fielmente nos aproximarmos de Deus! É Deus que nos livra do Mal, é Deus que Cura e Liberta, portanto quanto mais estivermos caminhando com Deus, menos será a chance de caminharmos no Mal.
Não quero me delongar mais…Acredito que tenha ficado claro que é preciso discernimento quando o assunto é rezar por Cura e Libertação.
Não sejamos sem juízo quando o assunto for a vida das pessoas! Não queiramos dar passos maior que nossas pernas, e que seja o amor a nos reger!
“As almas! As almas! Se alguém soubesse o preço que custam”.(Padre Pio).
Deus abençoe voce!

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Fantasmas, almas penadas ou vagantes, é possível?

Será que é possível que almas penadas ou vagantes estejam “soltas por ai”?


Fantasmas, almas penadas ou vagantes, é possível?

Já quero iniciar dizendo que esta questão nada tem haver com espiritismo ou reencarnação. Pois não estamos tratando da possibilidade de almas encarnarem por uma segunda, terceira ou quarta vez, que é o conceito da reencarnação. Isso para nós já esta claro que não há nenhuma possibilidade e que a doutrina da Igreja “bateu o martelo” e encerrou o assunto sobre esta questão. Mas, estamos falando do que “popularmente” as pessoas chamam de almas penadas ou vagantes; outras pessoas ainda chamam isso de fantasmas e etc…É a questão de pessoas vivas, aqui na terra, dizerem terem visto almas de pessoas ou almas de parentes que morreram e coisas do tipo…
A doutrina da Igreja é bem clara nesta questão no sentido de que, quando alguém morre, imediatamente acontece o seu julgamento pessoal, julgamento este que há a possibilidade de 3 destinos: O céu, o inferno ou o purgatório. Lembrando que o Purgatório não é um destino definitivo, é um período de purificação que a alma passará, e passado este tempo, o céu será seu destino eterno.
O Catecismo em seu número 1022 diz:
Cada homem recebe em sua alma 
imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja através de uma purificação (Conc. de Lião II, DS 856; Conc. de Florença, DS 1384; Conc. de Trento, DS 1820), seja para entrar de imediato na felicidade do céu (Con. de Lião II, DS 857; João XXII, DS 991; Bento XII, Benedictus Deus; Conc. de Florença, DS 1305), seja para condenar-se de imediato para sempre.” (Conc. de Lião II, DS 858; Bento XII, Benedictus Deus; Conc. de Florença, DS 1306).
Até aqui está perfeitamente entendido.
A questão é que pessoas ainda insistem em dizer que viram “almas penadas“, que viram almas de algum ente querido…
E o que dizer para estas pessoas? Simplesmente que estão loucas? Que o que viram foi fruto da sua imaginação? Foi algo que o seu estado psicológico as fizeram imaginar?
Certamente a questão do estado psicológico e emocional da pessoa precisa ser questionado, pois existem pessoas que após a morte de um ente querido entram num certo grau de desespero, e que é possível estarem realmente projetando e vendo certas “aparições” que na realidade é fruto do seu emocional abalado.
Para o falecido ExorcistaPadre Gabriele Amorth, essa questão ainda é algo que a Igreja e os Teólogos precisam se debruçar com maior cuidado e dedicação. Ele relata que em um Exorcismo,  o espírito de quem dizia estar possuindo aquela pessoa não era em si um Demônio, mas era uma alma condenada. Mas Padre Gabriele Amorth diz que com o passar do tempo e com mais Exorcismos, foi verificado que se tratava realmente de Demônios que estavam possuindo aquela pessoa e mentindo dizendo que era a alma de um condenado que estava a possui – lá.
Em um de seus livros, Padre Gabriele Amorth dedicou um capitulo a esta questão das experiências que os Exorcistas já fizeram durante o ritual do Exorcismo, e na qual se depararam com a realidade de não ser um Demônio ha possuir uma pessoa, e sim a alma de um condenado…As opiniões são bem diversas pelos Exorcistas, mas a grande maioria não acredita que possa haver esta possibilidade.
Em um dos encontros de Cura e Libertação aqui na Canção Nova, eu perguntei ao Padre Rufus Pereirasobre esta questão, e ele disse que realmente existia muitos debates sobre esta realidade, mas que a experiência dele no que se refere a Exorcismos e Libertação, ele acreditava que é sempre o Demônio a possuir uma pessoa. Ainda que o espirito insistisse em dizer que é era alma condenada, seria sempre uma mentira do Demônio.
Padre Jose Fortea, Exorcista espanhol, que defendeu há algum tempo atrás sua tese de Doutorado sobre Exorcismo, na Espanha, disse que “quanto à esta questão não há argumentos incontestáveis“, e afirma que portanto os “Teólogos precisam ainda apresentar mais estudos sobre esta realidade.”
Tive ainda a oportunidade de conversar sobre isso pessoalmente com Padre Duarte Sousa Lara, Exorcista em Portugal, e ele também me afirmou que isso tem sido muito discutido nos encontros da Associação Internacional de Exorcistas, Associação esta que teve na data de 13 de Junho de 2014 seu estatuto jurídico aprovado pela Congregação pelo Clero.
Portanto o que fica claro para nós depois de todos estes relatos, juntamente com a doutrina da Igreja, é termos a certeza que uma vez que a pessoa morreu, acontece de forma imediata o seu Juízo Particular. Neste Juízo a pessoa vai para o Céu, Inferno ou Purgatório…Portanto não ficam de forma nenhuma vagantes por ai, sem nenhum tipo de destino, soltas…Há um juízo e definição de estado…
Agora o que realmente ainda é um mistério, é a possibilidade de algum tipo de ação destas almas no estado/lugar em que se encontram…
Sabemos dos relato de alguns santos, como por exemplo Santa Margarida Maria AlacoqueSanta Gertrudes, e outros mais, que tiveram a experiência de ver algumas almas, e que as mesmas, afirmavam eles, eram almas do Purgatório que precisavam de Orações. Uma vez que assumiram a atitude de celebrar missas e rezar por estas almas, as mesmas pararam de aparecer à elas.
As almas que se encontram no céu se unem a nós que estamos na terra dentro da realidade que a Igreja nos ensina sobre a “Comunhão dos Santos“, que o Catecismo traz a partir do numero 946…
E as almas que se encontram no inferno, sabemos que não há mais a possibilidade de salvação para as mesmas, mas, se existe algum outro tipo de intervenção na terra, continua sendo um mistério para nós.
Um fato bem importante sobre a questão de ver almas penadas ou de parentes que morreram; é que não se pode excluir a possibilidade de uma ação do Demônio, para iludir a pessoa. Fazendo assim com que ela busque meios inapropriados como o espiritismo, a psicografia e as seitas ocultas, para terem contato com tais espíritos, e aí sim isso fará com que tais pessoas tenham contatos diretamente com demônios, como afirma São Tomas de Aquino, em sua Suma Teológica.
Então qualquer tipo de experiência que tenhamos vivido, ou que ouvimos de outras pessoas e podemos aconselhar é: Devemos rezar por estas almas! A forma mais eficaz é o oferecimento de missas para as mesmas, como nos ensina a doutrina Católica.
Ainda que não tenhamos a compreensão de tantos mistérios e desígnios de Deus, podemos nos achegar à Ele como Pai, e mesmo sem as respostas que queremos, uma coisa é certa, Seu amor não nos falta nunca; isso nos basta!
Deus abençoe você!
Deixe seus comentários abaixo, será importante saber sua experiência ou opinião sobre o assunto!

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sábado, 7 de outubro de 2017

Como o demônio se comporta


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Duma forma geral, podemos dizer que o demônio faz tudo para não ser descoberto, mostra-se muito lacônico e procura todos os meios para desencorajar o paciente e o exorcista. Para melhor clarificação podemos classificar este comportamento em quatro fases: antes de ser descoberto, durante os exorcismos, na proximidade da saída e depois da libertação. Assinalamos igualmente que nunca se encontram dois casos iguais. O comportamento do Maligno é o mais variado e imprevisível. Só farei referência a certos aspectos de comportamento mais freqüentes.


1 – Antes de ser descoberto.
O demônio provoca distúrbios físicos e psíquicos: a pessoa envolvida procura tratar-se com médicos, mas nenhum suspeita da verdadeira origem do seu mal. Os médicos, em certos casos, começam um longo tratamento, testando diversos medicamentos, que resultam sempre ineficazes; por isso é vulgar que o paciente mude várias vezes de médico, acusando-os a todos de não entenderem a sua doença. 

O tratamento dos males psíquicos é o mais difícil; muitas vezes os especialistas não notam nada (como também acontece com as doenças físicas), e a vítima passa por um “obcecado” aos olhos dos familiares. Uma das cruzes mais pesadas destes “doentes” reside no fato de não serem nem compreendidos, nem acreditados. 

Quase sempre acontece que, estas pessoas, depois de terem batido às portas da medicina oficial, em vão, mais tarde ou mais cedo acabam por se dirigir a curandeiros, ou ainda pior a adivinhos, bruxos, quiromantes, ou feiticeiros. E assim ainda pioram os seus males. 

Normalmente, quando alguém recorre a um exorcista (aconselhado por um amigo, raramente por sugestão de um padre) geralmente já fez o percurso pelos médicos que o deixaram numa desconfiança total e, na maioria dos casos, já foi aos bruxos ou similares. A falta de fé ou pelo menos o fato de não ser praticante, juntamente com a imensa e injustificável carência eclesiástica neste domínio, permitem compreender este tipo de comportamento. A maior parte das vezes é um verdadeiro acaso encontrar alguém que fale da existência de exorcistas. 

Não esquecer que o demônio, mesmo nos casos de possessão total (em que é ele que falta e age servindo-se dos membros da sua infeliz vítima) não age continuamente, mas intercala a sua ação (designada em linguagem corrente sob a designação de “momentos de crise”), com fases de sossego mais ou menos longas. 

Excetuando os casos mais graves, a pessoa pode prosseguir os seus estudos ou o seu trabalho de forma aparentemente normal, sendo ele o único na realidade a saber o preço desses esforços. 

2 – Durante os exorcismos.
Em principio, o demônio faz tudo para não ser descoberto ou pelo menos para dissimular a amplitude da possessão, embora não o consiga sempre. Por vezes é obrigado a manifestar-se desde a primeira oração por causa da força dos exorcismos. 

Lembro-me de um jovem que, quando recebeu a primeira bênção, apenas me inspirou uma ligeira desconfiança, então pensei “É um caso fácil: uma ou talvez duas bênçãos será o suficiente para resolver o problema”. Na segunda vez, enfureceu-se a partir daí já não voltei a começar o exorcismo sem ter comigo quatro homens robustos, para o segurar. 

Noutros casos é preciso esperar a hora de Deus. Recordo-me duma pessoa que tinha procurado vários exorcistas (incluindo a mim próprio) sem que alguém lhe tivesse encontrado alguma coisa de especial. Até que um dia o demônio manifestou-se aos exorcismos como habitualmente, com a freqüência necessária para libertar os possessos. 

Em certos casos logo desde a primeira ou a segunda bênção o demônio revela por vezes toda a sua força que varia de pessoa para pessoa; outras vezes esta manifestação é progressiva; há pessoas que apresentam em cada sessão problemas novos. Dá a impressão de que todo o mal que está neles deve aparecer pouco a pouco para poder ser eliminado. 

O demônio reage de forma muito diferente às orações e às ordens. Muitas vezes esforça-se por se mostrar indiferente mas, na realidade, ele sofre e o seu sofrimento vai aumentando até que se chegue à libertação. Alguns possessos ficam imóveis e silenciosos não reagindo às provocações senão com os olhos. 

Outros lutam: convém então segurá-los para impedir os cativos de fazerem mal; outros lamentam-se, sobretudo quando se lhes aplica a estola sobre os locais dolorosos, como indica o Ritual, ou ainda quando se faz um sinal da cruz ou quando se asperge com água benta. Raros são os que se mostram com fúrias, mas esses devem ser segurados com firmeza pelos assistentes do exorcista, ou pelas pessoas da família. 

No que se refere a falar, os demônios geralmente mostram-se muito reticentes. O Ritual determina justamente que não se façam perguntas por pura curiosidade, mas que se pergunte só aquilo que pode ser útil à libertação. 

A primeira coisa é o nome: para o demônio, tão pouco dado a manifestar-se, o fato de revelar o seu nome constitui uma derrota; quando diz o nome, mostra-se sempre relutante em repeti-lo nos exorcismos posteriores. Ordena-se em seguida ao Maligno que diga quantos demônios habitam no corpo de paciente. Esse número pode ser elevado ou reduzido, mas há sempre um chefe que usa o primeiro dos nomes indicados. 

Quando o demônio tem um nome bíblico ou dado pela tradição (por exemplo: satanás, ou belzebu, lúcifer, zabulão, meridiano, asmodeu…) trata-se de caça grossa, mais dura para vencer. Mas a dificuldade em grande parte reside na força com que o demônio tomou posse duma pessoa. Quando são vários demônios, o chefe é sempre o último a sair. 

A força da possessão resulta também da reação do demônio aos nomes sagrados. Regra geral o maligno não pronuncia nem pode pronunciar estes nomes: Substitui-os por outras expressões como “Ele” para designar Deus ou Jesus, ou “Ela” para designar a Santíssima Virgem. Pode também dizer: “O teu chefe” ou “a tua patroa” para falar de Jesus ou de Nossa Senhora. 

Por outro lado, quando a possessão é excessivamente forte o demônio é de um coro elevado (recordemos que os demônios conservam o coro que ocupavam enquanto anjos como os Tronos, os Principados, as Dominações…), então pode acontecer que pronuncie os nomes de Deus e de Santa Virgem, mas acompanhados de horríveis blasfêmias. 

Muitas pessoas pensam, não se sabe porquê, que os demônios são linguareiros e que, se uma pessoa vai assistir a um exorcismo, o demônio vá enumerar todos os seus pecados em público. Não há nada mais falso, os demônios falam com precaução e quando se apresentam faladores, dizem coisas estúpidas a fim de distrair o exorcismo e de escapar ás suas perguntas. Podem acontecer exceções. 

O Pe. Cândido, um dia convidou para assistir a um dos seus exorcismos um sacerdote que se gabava de não acreditar nisso. Este aceitou o convite, e quando lá estava adotou uma atitude quase de desprezo ficando com os braços cruzados, sem rezar (ao contrário do que devem fazer os presentes) e com um sorriso irônico nos lábios. A certa altura o demônio dirigiu-se a ele: “Tu dizes que não acreditas em mim. Mas acreditas nas mulheres, nelas acreditas, ah sim, nelas acreditas e de que maneira!”. O desgraçado recuou devagarzinho em direção à porta e escapou-se a toda a pressa. 

Outra vez o demônio fez a descrição dos pecados para desencorajar o exorcista. O Pe. Cândido ia benzer um belo jovem que tinha nele uma besta mais forte do que ele. O demônio tentou desencorajar o exorcista nestes termos: “Não vês que está a perder o teu tempo com este? Ele é daqueles que nunca rezam, é um dos que freqüentam…, é um dos que fazem…”, seguindo duma longa série de vergonhosos pecados. No fim do exorcismo, o Pe. Cândido delicadamente tentou convencer o jovem a fazer uma confissão geral. Mas ele não queria saber de nada disso. Quase que foi preciso empurrá-lo à força para um confessionário; e lá apressou-se a dizer que não tinha nada de que tivesse de se acusar. 

“Mas não fizeste tal coisa em tal ocasião?” insistiu o Pe. Cândido. E o jovem estupefato teve de reconhecer a sua falta. “E por acaso não fizeste aquilo?” e o desgraçado cada vez mais confuso, teve de reconhecer um após outro, todos os pecados que o Pe. Cândido lhe recordava, valendo-se das declarações do demônio. Depois, finalmente, recebeu a absolvição. E o jovem foi-se embora confuso: “Já não percebo nada! Estes padres sabem tudo!”. 

Entretanto o Ritual sugere que se pergunte também há quanto tempo o demônio se encontra naquele corpo, por que razão, etc… Falaremos oportunamente acerca do comportamento que convém adotar em caso de bruxaria, questões que é preciso colocar e a maneira de agir. 

Por agora sublinharemos que o demônio é o príncipe da mentira. Pode perfeitamente acusar tal ou tal pessoa a fim de suscitar suspeitas e inimizades. As respostas do demônio devem ser sempre passadas ao crivo cuidadosamente. 

Contentar-me-ei em dizer que o interrogatório do demônio geralmente tem uma importância reduzida. Aconteceu muitas vezes por uma importância reduzida. Aconteceu muitas vezes pro exemplo que o demônio, ao sentir-se muito enfraquecido, respondia a perguntas relativas à data da sua saída e depois de fato não saía naquela data. 

Um exorcista experimentando como o Pe. Cândido, que se apercebia imediatamente que tipo de demônio estava a enfrentar e adivinhava a maior parte das vezes até o seu nome, fazia muito poucas perguntas. Outras vezes quando perguntava o nome, o demônio respondia: “Tu já sabes”. E era verdade. 

Em geral os demônios falam espontaneamente nos casos de possessões fortes, para tentar desencorajar ou amedrontar o exorcista. Eu próprio ouvi por diversas ocasiões frases do tipo: “Não podes nada contra mim!”; “Aqui é a minha casa!”; “Estou aqui bem e fico aqui!”; “Só estás a perder o teu tempo!”. Ou então ameaças: “Vou devorar-te o coração!”; “Esta noite o medo há de te impedir de fechares os olhos”; “Vou-me introduzir na tua cama como uma serpente”; “Hei de te fazer cair da cama abaixo”. 

Porém, perante certas respostas, pelo contrário, fica silencioso. Quando eu lhe digo por exemplo: “Estou envolvido no manto da Virgem; o que é que tu podes fazer?”; “O Arcanjo Gabriel é o meu santo patrono; tenta lutar contra ele”; “o meu Anjo de guarda cuida para que nada me aconteça; não podes fazer nada”, etc… 

Encontra-se sempre um ponto particularmente fraco. Alguns demônios não resistem à cruz feita com a estola sobre as partes doloridas; outras não resistem quando se sopra sobre a face do paciente, e outros ainda opõem-se com todas as suas forças à aspersão de água benta. 

Existem também frases, nas orações de exorcismo ou noutras orações que o exorcista pode rezar às quais o demônio reage violentamente ou perdendo a força. Então basta insistir na repetição destas frases, como preconiza o Ritual. 

O exorcismo pode ser longo ou breve: é o exorcista quem decide em função de diversos fatores. A presença do médico é útil por vezes, não só para estabelecer o diagnóstico inicial, mas também para dar a sua opinião quanto à duração do exorcismo. Sobretudo quando o possesso não goza de boa saúde (se é cardíaco, por exemplo) ou quando o exorcista não se está a sentir bem: o médico então pode aconselhar que se termine. Em geral é o exorcista que se apercebe quando é inútil continuar. 

3 – Na proximidade da saída.
É um momento difícil e delicado que pode durar muito tempo. O demônio por um lado faz parecer que já perdeu uma parte das suas forças, mas por outro lado tenta jogar as últimas cartadas. Muitas vezes tem-se a seguinte impressão: enquanto no caso de doenças vulgares, o doente vê melhorar o seu estado progressivamente até á cura completa, no caso de um possesso, produz-se o contrário, isto é, a pessoa em questão vê o seu estado sempre a piorar e no momento em que ela já não pode mais, fica curada. Nem sempre as coisas se passam assim, mas é o que acontece com mais freqüência. 

Para o demônio, deixar uma pessoa e voltar para o inferno, onde quase sempre fica condenado a permanecer, significa morrer eternamente e perder toda a possibilidade de se mostrar ativo, incomodando as pessoas. Ele exprime este desespero em expressões que são repetidas muitas vezes durante os exorcismos: “Eu morro, eu morro” – “Não posso mais” – “Já chega vocês matam-me” – “corja de assassinos, de carrascos; todos os padres são assassinos”, e frases assim. 

O conteúdo muda completamente em relação aos primeiros exorcismos. Se antes dizia: “Tu não podes fazer nada contra mim” agora diz: “Tu matas-me, venceste-me”. Se antes dizia que nunca se iria embora porque estava lá bem, agora afirma que se sente horrivelmente mal e que deseja ir-se embora. É claro que cada exorcismo para o demônio, equivale a ser chicoteado: “sofre” muitíssimo, mas inflige igualmente muita dor e cansaço à pessoa em que se encontra: Chega a confessar que durante os exorcismos está pior que no inferno. 

Um dia, enquanto o Pe. Cândido exorcizava um indivíduo já à beira da libertação, o demônio declarou abertamente: “Julgas que eu me ia embora se não estivesse pior aqui?”. Os exorcismos tornaram-se-lhe verdadeiramente insuportáveis. 

Um outro fator que é preciso ter em conta, se se quer ajudar as pessoas que estão em via de libertação, é que o demônio se esforça por lhes comunicar o seus próprios sentimentos: ele não pode mais e procura transmitir um sensação de esgotamento intolerável; ele está desesperado e tenta transmitir o seu próprio desespero ao possesso; sente que está perdido, que já lhe resta pouco tempo para viver, que não está mais em condição de raciocinar corretamente e transmite ao paciente a impressão de que tudo acabou, que a sua vida chegou ao seu termo, e este cada vez mais se convence de que vai enlouquecer. 

Quantas vezes as pobres vítimas, afligidas, não declaram ao exorcistas: “Diga-me francamente se eu estou louco!”. Para o possesso os exorcismos também são cada vez mais cansativos e, por vezes, se não vêm acompanhados ou forçados, faltam ao encontro. 

Tive mesmo casos de pessoas próximas ou bastante próximas da libertação, que desistiram totalmente de se deixar fazer exorcizar. Da mesma forma que muitas vezes é preciso ajudar estes “doentes” a rezar, a ir à Igreja e a freqüentar os sacramentos, porque eles não conseguem sozinhos, também é conveniente incitá-los a submeter-se aos exorcismos e, sobretudo no momento da fase final, encorajá-los continuamente. 

O cansaço físico e um certo sentimento de desmoralização devidos à lentidão dos acontecimentos aumentam sem dúvida estes problemas e dão a impressão de que o mal se tornou incurável. O demônio por vezes causa males físicos, mas sobretudo psíquicos, que é preciso tratar por via médica, mesmo após a cura. Contudo as curas completas, sem seqüelas, são possíveis. 

4 – Após a libertação.
É fundamental que a pessoa liberta não afrouxe o seu ritmo de oração, nem a freqüência aos sacramentos e mantenha uma vida cristã empenhada. Uma bênção, de tempos a tempos, não será supérfula. Porque acontece com bastante freqüência que o demônio ataque, isto é, que tente voltar. Não precisa que ninguém lhe abra a porta. Contudo, mais do que a convalescença poderíamos falar duma fase de consolidação, indispensável para assegurar a libertação. 

Tive alguns casos de recaída: nos casos em que não houve negligência da parte do individuo, em que ele tinha continuado a manter um ritmo de vida espiritual intensa, a segunda libertação foi relativamente fácil. Pelo contrário, a partir do momento em que a recaída foi favorecida pelo abandono da oração ou pior ainda, por se ter deixado cair num estado de pecado habitual, então a situação só piorou, tal como conta o Evangelho segundo Mateus (12,43-45): o demônio volta acompanhado de sete espíritos piores do que ele. 

O leitor não deixou de ter oportunidade de ficar com a noção de que o demônio faz tudo para dissimular a sua presença. Já o dissemos e repetimos. Esta observação ajuda, (mas não o suficiente certamente) a distinguir a possessão de certas formas de doenças psíquicas em que o doente faz tudo para chamar a atenção. O comportamento do demônio é exatamente ao contrário. 

Pe. Gabriele Amorth, exorcista oficial da Diocese de Roma.

Oração contra todo mal – por um dos maiores exorcistas do mundo


O pe. Amorth é mundialmente conhecido e respeitado em seu ministério de combate ao diabo

No livro Memorie di un esorcista – La mia vita in lotta contro Satana [Memórias de um exorcista – a minha vida em luta contra Satanás], o padre exorcista italiano Gabriele Amorth, um dos mais conhecidos e respeitados do mundo, apresenta algumas oraçõesrecomendadas para defender-se do diabo e do mal.
Você encontra uma delas, que pede proteção contra os malefícios, AQUI.
E aqui vai outra:
ORAÇÃO CONTRA TODO MAL
Espírito do Senhor, Espírito de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, Santíssima Trindade, Virgem Imaculada, anjos, arcanjos e santos do paraíso, descei sobre mim.
Fundi-me, Senhor, modelai-me, enchei-me de Vós, utilizai-me. Expulsai de mim todas as forças do mal, aniquilai-as, destruí-as, para que eu possa estar bem e fazer o bem.
Expulsai de mim os malefícios, as bruxarias, a magia negra, as missas negras, os feitiços, as ataduras, as maldições e pragas; a infestação diabólica, a possessão diabólica e a obsessão e perfídia; todo tipo de mal, pecado, inveja, ciúmes e perfídia; a enfermidade física, psíquica, moral, espiritual e diabólica.
Queimai todos esses males no inferno, para que nunca mais toquem a mim nem a nenhuma outra criatura no mundo.
Que a força do Deus Onipotente, em nome de Jesus Cristo Salvador, por intercessão da Virgem Imaculada, expulse todos os espíritos imundos, todas as presenças que me perturbam; que me abandonem imediatamente, que me abandonem definitivamente e que, esmagados sob o calcanhar da Imaculada Virgem Santíssima, vão para o inferno eterno, acorrentados por São Miguel Arcanjo, por São Gabriel, por São Rafael e pelos nossos anjos da guarda.
Amém.

https://pt.aleteia.org/2016/08/26/oracao-contra-todo-mal-por-um-dos-maiores-exorcistas-do-mundo/

A oração recomendada por um exorcista para escorraçar todo mal


Ele realizou nada menos que 70 mil exorcismos ao longo do seu ministério

Desde o Éden, o diabo “ronda como um leão rugente, à procura de quem devorar” (cf. 1 Pedro 5,8). A presença do diabo é real, mas não deve assustar: o poder de Satanás é limitado e pode ser rechaçado por quem invoca o auxílio de Deus.
pe. Gabriele Amorth, falecido em 2016 e considerado um dos maiores exorcistas do mundo, recomendava diversas orações para combater toda forma de mal que pudesse oprimir uma pessoa. Ele observava, no entanto, que, por mais que essas orações sejam poderosas, elas devem sempre estar unidas ao sacramento da Confissão e à frequente Comunhão Eucarística.
É de enfatizar, ainda, que essas orações precisam ser feitas com humildade, reconhecendo-se que é Deus quem expulsa o mal do nosso meio. Nós não temos poder sobre o diabo: só o Senhor do Céu e da Terra é que possui a plena autoridade.
Entre as orações recomendadas pelo pe. Gabriele Amorth, a Anima Christi, ou Alma de Cristo, é uma das mais poderosas.

Alma de Cristo

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do Lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de Vossas chagas escondei-me.
Não permitais que eu me separe de Vós.
Do inimigo maligno defendei-me.
Na hora da minha morte chamai-me.
E mandai-me ir para Vós
Para que com vossos Santos Vos louve
Pelos séculos dos séculos.
Amém.

Original em latim: Anima Christi

Anima Christi, sanctifica me.
Corpus Christi, salva me.
Sanguis Christi, inebria me.
Aqua lateris Christi, lava me.
Passio Christi, conforta me.
O bone Jesu, exaudi me.
Intra tua vulnera absconde me.
Ne permittas me separari a te.
Ab hoste maligno defende me.
In hora mortis meae voca me.
Et iube me venire ad te,
Ut cum sanctis tuis laudem te
In saecula saeculorum.
Amen.

https://pt.aleteia.org/2017/09/27/a-oracao-recomendada-por-um-exorcista-para-escorracar-todo-mal/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

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