Som de Guerra

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Oração de São Bento contra as brechas do inimigo

 


Utilizando-se de seu dom do discernimento, São Bento encontrou três brechas por onde o inimigo pode entrar em nosso coração

São Bento foi um homem que lutou bravamente contra o mal. Ele é o fundador da ordem dos beneditinos que tem como lema “Ora et Labora“, ou seja, “Reza e Trabalha”.

São Gregório, no livro dos Diálogos, descreve São Bento como um homem que recebeu o dom da sabedoria desde sua mais tenra idade e insiste sobre um carisma que era peculiar a Bento: o discernimento dos espíritos.

Durante sua vida, utilizando-se de seu dom do discernimento, São Bento encontrou três brechas por onde o Inimigo pode entrar em nosso coração, lugares de maior fragilidade humana e espiritual. É nestas brechas que precisamos de mais vigilância. Como uma casa assolada por goteiras, à primeira vista não são encontradas rachaduras, mas basta uma chuvinha para que o inconveniente se manifeste.

Primeira brecha: A COBIÇA

É a idolatria das coisas. Por exemplo, fazer do dinheiro um deus. É o apego às coisas da terra. São Bento coloca como símbolo desta brecha o porco, pois seu focinho está sempre ligado ao chão. Nesta brecha a luta acontece na reorientação dos desejos. É preciso conquistar uma atitude de oblação, de generosidade e desapego.

Segunda brecha: A VAIDADE

É a idolatria do outro como objeto de prazer. É a necessidade de ser reconhecido e amado distorcida, pois esquece da relação de fraternidade com o próximo e pensa apenas em si mesmo. É fazer tudo só pelo interesse de ocupar o primeiro lugar, ser bem visto pelos outros, elogiado, ter status, ser admirado. Aqui São Bento usa o símbolo do Pavão. É preciso reorientar esta necessidade natural e boa de ser reconhecido e amado. É dizer com sua vida e todo o seu coração: “Senhor, vosso é o Reino, o Poder e a Glória. Se na primeira brecha, a atitude de desapego era uma garantia de vitória, nesta segunda brecha é necessário perseguir a atitude da solidariedade, do diálogo, da comunhão com Deus e com próximo. Para isso são fundamentais a mansidão e a simplicidade.

Terceira brecha: O ORGULHO

É querer dominar tudo para si. Ser um verdadeiro deus. É a idolatria de “si mesmo”. Aqui São Bento ilustra com o símbolo da águia. O orgulho é a origem de todos os pecados. É pelo orgulho que o homem se separa de Deus e procura sua independência. É necessário perseguir a virtude da humildade. Na luta espiritual, às vezes Deus nos dá a graça da humilhação como uma espécie de exercício para crescermos na humildade e vencermos a brecha do orgulho.

As lições de São Bento são muito atuais, uma vez que somos tentados todos os dias. Muitos se deixam levar por uma falsa neutralidade, acreditando ser possível “manter-se em cima do muro”, mas a verdade é que ou estamos trabalhando para o Reino de Deus, ou estamos a serviço do reino de Satanás. Que São Bento nos ajude nesse combate contra o mal.

Rezemos juntos:

A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão meu guia.
Retira-te satanás!
Nunca me aconselhes coisas vãs.
É mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno!

Ó Glorioso São Bento, que sempre se mostrou compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à Vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições.
Que em nossas famílias reine a paz e a tranquilidade, que se afastem todas as desgraças, sejam corporais, temporais ou espirituais, especialmente o pecado.
Alcançai São Bento, do Senhor Deus Onipotente, a graça que necessitamos:

(Peça a graça necessária)

São Bento dai-nos a graça de que, ao terminar nossa vida neste vale de lágrimas, possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso.

Rogai por nós, ó glorioso patriarca São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

São Bento, libertai-nos do mal!

São Bento, libertai-nos da inveja!

São Bento, libertai-nos do medo!

São Bento, libertai-nos do pecado!

Amém.


Fonte: www.aleteia.org

Caminho para Deus 110 – O Combate espiritual


 

«O Batismo, ao conferir a vida da graça de Cristo, apaga o pecado original e torna a voltar o homem a Deus, porém as conseqüências de tal pecado sobre a natureza, enfraquecida e inclinada ao mal, permanecem no homem e o incitam ao combate espiritual»[1].

Estamos convencidos de que para alcançar a perfeição da caridade, à que todo cristão está chamado em virtude de sua vocação e Batismo, é necessária não só a graça de Deus, sem a qual nada poderíamos, mas também um correspondente empenho de nossa parte[2]. Este empenho, pelo qual buscamos que em nós se desenvolva a vida do espírito, se assemelha a uma luta, a um combate, pelas dificuldades e intensidade que comporta. Neste sentido entendemos que «a vida é permanente milícia»[3], uma milícia que, bem levada, conduz ao nosso máximo desdobramento, «ao estado de Homem Perfeito, a medida da estatura da plenitude de Cristo»[4].

1. Contra quem é este combate?

Quando falamos de combate, entendemos que temos certos inimigos contra os quais temos de lutar. Contra quem é esta nossa luta, e quais são suas armas e estratégias?

1.1. O demônio

O Papa Paulo VI nos ensinou com clareza que o mal que existe no mundo é o resultado da intervenção em nós e em nossa sociedade de um agente obscuro e inimigo, o Demônio. O mal não é somente uma deficiência, mas um ser vivo, espiritual, pervertido e pervertedor[5]. Em nossas lutas diárias jamais devemos esquecer ou menosprezar a ingerência do demônio! E mais, é necessário ser sóbrios e vigilantes, porque o diabo «vos rodeia como leão a rugir, procurando a quem devorar»[6].

Para conseguir seu objetivo, que é apartar-nos de Deus e destruir-nos, o demônio se vale da tentação. Pela tentação o demônio busca fazer com que desconfiemos de Deus, de sua bondade, de que Ele realmente quer nosso bem, incita à desobediência, à rebeldia, a rechaçar a Deus e seus desígnios. O Senhor Jesus, tentado no deserto e vitorioso, nos ensina como enfrentar as tentações: com critérios objetivos, que são os que encontramos na Sagrada Escritura. Ele nos ensina que a tentação se rechaça prontamente, que com a tentação não se dialoga, pois quem como Eva entra no diálogo com a tentação pouco a pouco é envolvido na ilusão e fantasia, e enganado termina pensando que o que é um mal objetivo na realidade é “bom para mim”. Uma vez que a tentação consegue essa substituição, a vontade se dirige para o mal que agora, do ponto de vista da pessoa, tem aparência de bem.

1.2. O mundo

Nossa luta é também contra o “mundo”[7] antagônico a Deus, o âmbito pessoal ou social do homem submetido à influência e domínio do Maligno. Este mundo engloba um conjunto de antivalores, normas e critérios opostos ao Evangelho, ou que pretendem ser indiferentes a Ele, e nos apresenta o poder, o ter e o prazer como critérios de ação e fonte de realização para o ser humano.

O mundo exerce uma sutil influência nos filhos de cada época da história. Também nós temos assimilado com os anos muitos de seus critérios e atuamos na vida cotidiana de acordo com eles. A conversão começa justamente por uma “mudança de mentalidade”, por uma metanóia, quer dizer, pelo decidido empenho de despojar-se dos “critérios do mundo” e assimilar os “critérios do Evangelho” para viver de acordo com eles. Esta luta diária implica educar-nos em uma constante atitude crítica: devemos aprender a julgar tudo a partir do Evangelho!

Cabe dizer que este “mundo” assim entendido é algo diferente do “mundo” quando com essa palavra se designa na Sagrada Escritura a criação, ou mais especificamente a humanidade. Neste caso o termo tem um sentido positivo.

1.3. O homem velho

Não experimentamos muitas vezes em nós uma forte divisão? Digo que creio no Senhor, que quero fazer o que Ele me diz, me entusiasma o ideal da santidade, mas com quantos de meus atos nego meus anseios, nego o Senhor! Também São Paulo, um grande santo e apóstolo, experimentava em si esta divisão e conflito interior: «Realmente não consigo entender o que faço; pois não pratico o que quero, mas faço o que detesto»[8].

As paixões desordenadas que me levam a fazer o mal que não queria, as tendências pecaminosas que descubro em mim, os maus hábitos e vícios, meus caprichos e a lei do gosto-desgosto que prevalece tantas vezes em mim como critério de escolha, são elementos que fazem parte desta complexa realidade pessoal que chamamos “homem velho”. Trata-se do pecado «que habita em mim»[9] e que em mim deixou suas seqüelas. É este um inimigo que levo dentro de mim, que continuamente oferece batalha e resistência. Nesta luta tratamos de alcançar, por meio de um trabalho ascético e em abertura à graça divina, um autodomínio que nos permita reordenar nosso interior e orientar todas as nossas energias e potências ao próprio desdobramento no cumprimento do Plano divino. O exercício dos silêncios é um meio excelente para crescer dia a dia neste autodomínio ou maestria de minha pessoa.

Vale a pena anotar que a presença do “homem velho” em nós não nos faz maus. Pela reconciliação no Senhor Jesus superamos a ruptura que o pecado original introduziu em nossas vidas, reconciliação que a Igreja nos oferece a partir do nosso Batismo e que nos faz “homens novos”. Ocorre, porém, que são as conseqüências do pecado que nos afetam e se traduzem nessa inclinação ao egoísmo e ao mal que está atrás do “homem velho”. Trata-se de uma distorção em nós, que somos bons.

2. A necessidade de custodiar nossa vida espiritual

Nesta luta não é possível triunfar se não se atende devidamente a própria vida espiritual. Nosso combate é um combate espiritual, por isso nossas armas são espirituais: são as «armas da luz»[10] das quais temos que revestir-nos! Os momentos fortes de oração, o exercício contínuo da presença de Deus, o nutrir-nos do Senhor e de sua força na Eucaristia, o contínuo recurso ao perdão de Deus e à graça na confissão sacramental, as leituras edificantes, o conhecer o testemunho dos santos e de pessoas de vida cristã destacada, e outros meios são indispensáveis para fortalecer-nos e para contar com as armas necessárias para o combate.

Quem nisto não persevera, será como um soldado que vai à batalha sem armas, sem escudo nem proteção alguma. Quem não permanece vigilante e em oração[11], torna-se frágil e vulnerável perante a tentação. Em troca, tudo pode quem encontra sua força no Senhor[12]. Assim, pois, se queremos vencer nesta luta, procuremos crescer e amadurecer dia a dia em nossa vida espiritual, pondo os meios adequados e perseverando neles!

3. Um combate que dura toda a vida

Lançar-nos com um entusiasmo imaturo ao combate leva talvez a algumas vitórias e crescimentos iniciais, mas isso não basta. A vida cristã não é uma corrida de velocidade, mas de longo alcance. O empenho por ser santos[13] não é questão de um momento, mas de toda a vida.

Assim, pois, temos de aspirar a adquirir a necessária tenacidade para oferecer um combate duradouro, pois a vida eterna se conquista pela perseverança. Por isso devemos rezar e pedir ao Senhor, pois não perde nesta batalha quem é mil e uma vezes ferido, mas o inconstante, o que, deixando-se vencer pelo desalento, a desesperança ou o desânimo, deixa de lutar. Como dizia Frei Luis de Granada, «não se chama vencido o que foi muitas vezes ferido, mas o que, sendo ferido, perdeu as armas e o coração». Triunfará quem, embora mil vezes ferido, sempre se levanta, como aqueles bonequinhos que chamamos “João-teimoso”: por mais que os tombemos, teimosos e tenazes tornam a pôr-se novamente de pé. Recordemos também neste sentido aquela máxima que nos convida à humildade e paciência na luta: Santo não é aquele que nunca cai, mas o que sempre se levanta.

Passagens bíblicas para oração

  • Estamos chamados a combater o bom combate da fé: 1Tm 6,12.
  • Nossa luta é contra o demônio e os espíritos  malignos: Ef 6,12. Temos que estar atentos, pois o demônio ronda buscando a quem devorar: 1Pe 5,8; temos que estar vigilantes e em oração, para não cair em suas seduções: Mt 26,41; o Senhor nos ensina como vencer a tentação: Mt 4,1-11; o demônio foge de quem lhe resiste: Tg 4,7; não devemos temer o demônio, pois Deus é mais forte: Rm 16,20.
  • Nossa luta é contra o mundo e seus critérios: Rm 12,2. O Senhor convida a  “mudar de mentalidade” fazendo próprios os critérios evangélicos: Mc 1,15.
  • Nossa luta é contra o homem velho e suas obras: Ef 4,20-24; Cl 3,9-10. De que temos que nos despojar? Cl 3,5.8-9; De que temos que nos revestir? Cl 3,12-14.
  • Em Cristo, a vitória já é nossaJo 16,33; 1Cor 15,57. Quem persevera triunfa: Mt 24,13.

Perguntas para o diálogo

  • O combate espiritual consiste em cooperar com a graça a partir de nossa liberdade. Quanto você está se esforçando por lutar contra seu pecado pessoal?
  • Você elaborou um plano de vida que lhe permita trabalhar sistemática e metodicamente em tudo aquilo que seja obstáculo para que cumpra o Plano de Deus?
  • Normalmente consegue cumprir com o plano de vida e os meios concretos que se propôs em seu combate espiritual? O que você pode fazer para cumpri-los melhor?
  • Você avalia constantemente seus avanços em sua luta pessoal? Reformula os meios que lhe permitam lutar mais eficazmente contra seu homem velho?
  • «O que ascende não cessa nunca de ir de começo em começo mediante começos que não têm fim. Jamais o que ascende deixa de desejar o que já conhece (S. Gregório de Nisa, hom. in Cant. 8.)».  Quão “João-teimoso” você é?

Interiorizando

«Estais hoje prestes a guerrear contra os vossos inimigos. Não vos acovardeis, nem fiqueis com medo, nem tremais ou vos aterrorizeis diante deles, porque Iahweh vosso Deus marcha convosco, lutando a vosso favor contra os vossos inimigos, para salvar-vos!» (Dt 20, 3-4)

O combate espiritual é,  para quem recebeu o dom da fé, uma exigência do amor. Mediante a decidida cooperação com a graça, vamo-nos tornando cada vez mais como o Senhor, conquistando a verdadeira liberdade dos filhos de Deus, conquistando a vida eterna.

  • Que importância você dá ao seu combate espiritual? Você se esforça por conhecer-se cada vez mais, por conhecer suas debilidades e pôr os meios necessários para combatê-las?

«Os atletas se abstêm de tudo; eles para ganhar uma coroa perecível; nós, porém, para ganhar uma coroa imperecível.» (1Cor 9,25).

  • Os desportistas procuram gerar hábitos de comida, bebida e de conduta apropriados ao fim que se propõem alcançar: a vitória. Para poder consegui-lo, sacrificam e se abstêm de tudo aquilo que possa ser um obstáculo para sua meta. Através do exercício contínuo e árduo vão adquirindo  as habilidades necessárias para a competição. Do mesmo modo, nós devemos esforçar-nos continuamente para alcançar a meta: a santidade. De que você necessita “despojar-se” e “revestir-se” para alcançar a coroa da vida eterna?
  • Quem aspira à santidade deve resguardar-se muito da mediocridade. Sua luta pela santidade é um esforço diário, prolongado, constante, inteligente, enérgico, e tenaz? Que meios concretos podem ajudar você para que seja assim?

«Não que eu já o tenha alcançado ou que já seja perfeito, mas vou prosseguindo para ver se o alcanço, pois que também já fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, eu não julgo que eu mesmo o tenha alcançado, mas uma coisa eu faço: esquecendo-me do que fica para trás e avançando para o que está diante, prossigo para o alvo, para o prêmio da vocação do alto, que vem de Deus em Cristo Jesus» (Fl 3,12-14).

  • São Paulo nos dá testemunho de que a vida consiste em avançar sempre para a meta: o anseio por alcançar Cristo. A clara consciência de que ainda não chegou à meta o leva a não mirar o que  deixou ou o que já andou, mas a lançar-se sempre com renovado ímpeto para adiante para obter o prêmio para si. Conquistar o prêmio prometido, alcançar Cristo definitivamente, implica na própria resposta ao dom recebido, a tensão de santidade que leva a olhar para adiante, a não se deter, descansar ou olhar atrás em sua corrida. Que reflexões esta passagem suscita em você?

Terminemos nossa reflexão dirigindo-nos a nossa Mãe:

Auxílio dos pecadores, sempre disposta ao perdão e à intercessão,
obtém-me as graças que me sejam necessárias para encaminhar retamente a minha vida,
rejeitar energicamente o pecado, fugir de suas ocasiões
e colocar os melhores meios para purificar-me segundo o desígnio divino
e assim encaminhar-me àquele que é a própria Vida.
Amém.



[1] Catecismo da Igreja Católica, 405.

[2] Ver 2Pe 1,5.10.

[3]  7,11.

[4] Ef 4,13.

[5] Ver Paulo VI, Catequesis, 15/11/1972.

[6] 1Pe 5,8.

[7] Ver CPD # 84.

[8] Rm 7,15.

[9] Rm 7,17.

[10] Rm 13,12.

[11] Ver Mt 26,41.

[12] Fl 4,13.

[13] Ver 2Pe 1,5-7.


http://vidacrista.org.br/caminho-para-deus-110-o-combate-espiritual/

terça-feira, 30 de junho de 2020

Oração de Perdão


(Pe.Robert de Grandis.S.S.J, também autor de vários livros sobre Cura e Libertação)



Esta oração mostra partes significantes de áreas das quais muitas vezes adquirimos mágoas e ressentimentos e que são muito importantes.

Invoque o Espírito santo de Deus e com a ajuda dele, vá trazendo à sua mente pessoas ou situações as quais você precisa perdoar.

Oração do Espírito Santo para fazer antes da oração de perdão:
Vinde ó espírito santo, enchei os corações dos vossos fiéis e ascendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso espírito e tudo será criado e renovareis a face da Terra.
Deus que instruístes os corações dos Vossos fiéis com a luz do Espírito santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação, por Cristo Senhor Nosso. Amem.

Senhor Jesus! peço-vos hoje a graça de perdoar.

E Para isso, retiro toda má palavra que tenha proferido contra ti nos momentos de dificuldades por causa de enfermidades, morte na família, desemprego, situação financeira desajustada, e tudo mais que me abateu ou à minha família, parecendo-me um castigo.

Senhor, perdôo a mim mesmo por mergulhar na superstição, usar tábua de comunicação com espíritos, ler horóscopos, ir a sessões espíritas, consultar cartomantes, ler as mãos e usar amuletos, horóscopo, feitiçaria, macumbas, numerologia, controle mental, seicho-no-iê, filosofias e seita orientais, filosofias e seitas ligadas ao ocultismo, necromancia (evocação dos mortos), sociedades secretas.

Rejeito tudo isto e vos aceito como meu Senhor e Salvador porque a Ti entrego minha vida e meu futuro e confio no Seu amor. Comunicai-me vosso Espírito Santo.

Misericórdia Senhor pelos meus atos que foram contra Vosso amor. Guiai-me pela estrada da vida.

Senhor, perdôo minha mãe pelas vezes que me magoou, ficou ressentida e zangada comigo, que puniu, preferiu meus irmãos a mim, me chamou de tolo, feio, estúpido, o pior de seus filhos. Eu a perdôo por ter dito que eu dava muita despesa, era malquisto, um acidente, um erro, que não era o que esperava. Perdôo meu pai pela falta de apoio, de amor, de afeição, de atenção e de companhia. Dou-lhe meu perdão por suas brigas, discussões, abandonos, ausências de casa; por se haver separado de minha mãe, por suas bebedeiras, pelas suas ásperas criticas. Perdão Senhor pelas más palavras que proferi contra eles, e que o Senhor os abençoe.

Senhor, perdôo meus irmãos e irmãs, os que me rejeitaram, me caluniaram, me odiaram, me detestaram, disputaram o amor de meus pais, agrediram-me foram severos demais comigo e tomaram minha vida desagradável. Senhor, mostrai a eles o Vosso verdadeiro amor.

Senhor, perdôo minha esposa (marido) pela falta de amor, de atenção e de comunicação; por seus defeitos, debilidades, falhas, falta de apoio e outros atos ou palavras que me prejudicaram e perturbaram. Derramai suas bençãos sobre nós.

Senhor, perdôo meus filhos pela falta de respeito, pela desobediência, pelo pouco amor, cordialidade e compreensão. E pelos seus vícios e afastamento da Igreja. Protegei-os por onde quer que estejam.

Senhor, perdôo meus próximos, meus avós, tios, além de outros que têm interferido em minha família, causando confusão, colocando meus pais um contra o outro. Tenha misericórdia deles, pois fizeram maldades contra as Vossas Santas palavras.

Senhor, perdôo os parentes, especialmente minha sogra, meu sogro, cunhados e cunhadas, além de outros parentes, de casamento, que de algum modo me ofenderam. Venha Senhor Jesus sobre nossa família, mostrai Vosso amor.

Senhor, perdôo meus colegas de trabalho que são desagradáveis e tornam minha vida insuportável, empurram-me trabalho que não me compete, falam mal de mim, não cooperam comigo, tentam tirar meu emprego. Eu os perdôo hoje. Derramai sobre eles Vosso amor, para que descubram que todos têm direito ao trabalho.
Também meus vizinhos devem ser perdoados, Senhor, pois eles são barulhentos, dão festas à noite, têm cães latidores que não me deixam dormir. Eles me importunam com brigas e mexericos, eu os perdôo. Abençoai-os Senhor.

Senhor, perdôo todos os padres, todas as freiras, todos os bispos, minha paróquia, as paróquias do passado, os conselhos paroquiais e todas as conferências da Igreja Católica Apostólica Romana, por todas as suas mudanças, falta de apoio, mesquinhez, maus sermões, falta de cordialidade; por não me apoiarem como devem, por não me inspirarem, não me utilizarem em posição-chave, não me utilizando no melhor de minha capacidade, e por quaisquer aborrecimentos que hajam infligido a mim, ou à minha família, mesmo num passado distante. Eu os perdôo hoje. Vossa Igreja é o corpo de Cristo, assim, enviai vosso Santo Espírito sobre nós.

Perdôo todos os profissionais que me prejudicaram de algum modo: médicos, enfermeiras, advogados, Juízes, políticos, funcionários públicos, eu realmente os perdôo hoje. Abençoai suas vidas Senhor.

Perdôo a todos os que me prestam serviços: policiais, bombeiros, motoristas de veículos e ônibus, motociclistas, assistentes sociais e muito especialmente os profissionais em que confiei meus bens e me enganaram. Mostrai a eles o Vosso amor.

Perdôo meu chefe, que não paga suficientemente, não aprecia meu trabalho e ainda me paga com atraso, é descortês e pouco razoável, ranzinza, implicante e além de tudo, não me promove, e por não fazer nenhum elogio ao meu trabalho.

Perdôo meus empregados pela falta de respeito e por não cuidarem dos meus bens. Mostrai-lhes Senhor, o quão precioso é ter um emprego para que valorizem seu sustento. Abençoa-os Senhor.

Perdôo, Senhor, a todos os professores da escola e a todos os instrumentos do passado ou do presente. Protegei-os Senhor.

Também aqueles que me insultaram, que humilharam, zombaram de mim, me chamaram de tolo, e me prenderam depois da aula.

Senhor, perdôo os amigos que me decepcionaram, perderam contato comigo, não se prontificaram quando precisei de ajuda, me pediram dinheiro emprestado e não pagaram.

Senhor, rezo especialmente pela graça de perdoar aquela pessoa que mais me prejudicou na vida (NOME). Derrama sobre ela suas bênçãos e converta-a ao seu amor, custe o que custar, para que ela não se condene pela eternidade.

Rezo em especial pelos meus próprios atos, por haver magoado meus pais, por ter-me embebedado, por usar drogas, pelos pecados contra a pureza, pelos maus livros e filmes, pela fornicação, pelo adultério, pela homossexualidade, abortos, furtos, mentiras, tapeações, egoísmo, falta de misericórdia para com o próximo, fraudes. Aos Seus olhos Senhor, nada pode ser escondido. Cura-me meu Pai as brechas na minha mente que permitiram tais atos. Suplico por Vosso Santo Espírito para que Ele guie minha vida!

Quero saudar o Anjo da Guarda de cada uma dessas pessoas.
Senhor, suplico perdão de todas essas pessoas pelas mágoas que lhes causei, especialmente minha mãe, meu pai, meus tios e minha esposa (marido), filhos e amigos.

Agradeço-vos, Senhor, pelo amor que recebi por meio deles. Amém.

(Se agora você se sente mais leve e tranqüilo, melhor fisicamente, psicologicamente ou espiritualmente, é que porque acabou de ter uma experiência de cura por meio do perdão. Se não, recomendo que leia diariamente esta oração, devagar, meditando sobre cada pessoa e situação que lhe traz um sentimento negativo. Peça ao Espírito Santo que o guie, que lhe abra o coração e a mente, por meio do processo do perdão).

EXORCISMO CONTRA SATANÁS E OS ANJOS REBELDES


Publicado por ordem de Sua Santidade o Papa Leão XIII

Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo

Salmo 67

Levanta-se Deus e sejam dispersos seus inimigos e fujam de sua presença os que lhe odeiam.
Como se dissipa o fumo se dissipem eles, como se derrete a cera ante o fogo, assim perecerão os ímpios ante Deus.

Salmo 34

Senhor, peleja contra os que me atacam; combate aos que lutam contra mim.
Sofram uma derrota e caiam envergonhados os que me perseguem à morte.
Retornem a espada cheios de vergonha os que maquinam minha perdição.
Sejam como a palha levada pelo vento, quando o anjo do Senhor vier acossá-los.
Torne-se tenebroso e escorregadio o seu caminho, quando o anjo do Senhor vier perseguí-los.
Porque sem motivo me armaram laços; para me perder, cavaram um fosso sem motivo.
Que lhes surpreenda um desastre imprevisto; apanhe-os a rede por eles mesmos preparada, caiam eles próprios na cova que abriram. Minha alma se alegra com o Senhor e gozará de sua salvação.Glória ao Padre, ao Filho, e ao Espírito Santo.Como era no princípio, agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.
Súplica a São Miguel Arcanjo.

Gloriosíssimo Príncipe da Milícia Celestial, São Miguel Arcanjo, defendei-nos na luta que temos combatido “contra os principados e potestades, contra os chefes deste mundo tenebroso, contra os espíritos malignos espalhados pelos ares”. Vinde em auxílio dos homens que Deus criou incorruptíveis à sua imagem e semelhança, e a tão “grande preço resgatados” da tirania do demônio. Com os exércitos dos anjos bons peleja hoje os combates do Senhor, como outrora lutaste contra Lúcifer, chefe da soberba e contra seus anjos apóstatas. Eles não puderam vencer, e perderam seu lugar no céu. “Foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente e denominado diabo e satanás, o sedutor do universo: foi precipitado na terra e com ele foram lançados seus anjos” (Apc. 12,8-9)

Eis que o antigo inimigo e homicida tem se erguido com impetuosidade. Transfigurado em “anjo de luz” (II Cor. 11, 14), com a escolta de todos os espíritos malignos, cercou e invadiu a terra inteira, e se instala em todo lugar, com o desígnio de manchar ali o Nome de Deus e de Seu Cristo, de roubar as almas destinadas à coroa da Glória Eterna, de destruí-las e perdê-las para sempre.

O dragão maldito transvasou, como rio imundíssimo, o veneno de sua iniqüidade em homens depravados de mente e corruptos de coração: incutiu-lhes o espírito de mentira, impiedade, blasfêmia, e seu hálito mortífero de luxúria, de todos os vícios e iniqüidades.

Os mais maliciosos inimigos tem enchido de amargura a Igreja, esposa do Cordeiro Imaculado, tem-lhe dado a beber absinto, tem posto suas mãos ímpias sobre tudo o que para Ela é mais sagrado. Onde foram estabelecidas a Sé do Beatíssimo Pedro e a Cátedra da Verdade como Luz para as Nações, eles tem erguido o Trono da Abominação e da Impiedade, de sorte que, ferido o Pastor, possa dispersar-se o rebanho.
Ó invencível Príncipe, ajuda o povo de Deus contra a perversidade dos espíritos que lhes atacam e dai-lhes a vitória. Amém.
indulgência de 500 dias (Leão XIII, Motu proprio, 25 de setembro de 1.888; S.P.Ap., 4 de maio de 1.934)

A Igreja te venera como seu guardião e patrono, se gloria que és seu defensor contra os poderes nocivos terrenos e infernais; Deus te confiou as almas dos redimidos para colocá-los no estado de suprema felicidade. Roga ao Deus da Paz que esmague Satanás sob os nossos pés, para que já não possa reter cativos os homens e prejudicar a Tua Igreja. Oferece nossas orações ao Altíssimo, para que o quanto antes desçam sobre nós as misericórdias do Senhor (Salmo 78,8), e sujeita o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e satanás, para precipitá-lo encadeado nos abismos, de modo que não possa nunca mais, seduzir as nações. ( Apc, 20,3). Segue…

Depois disto, confiados em tua proteção e patrocínio, com a sagrada autoridade da Santa Mãe Igreja, nos dispomos a rechaçar a peste das fraudes diabólicas, confiados e seguros em nome de Jesus Cristo, Nosso Deus e Senhor.

Eis aqui a Cruz do Senhor, fugi potências inimigas!

R. Venceu o Leão da tribo de Judá, o descendente de Davi.
Que a tua misericórdia, Senhor, seja sobre nós.
R.Como nós esperamos em Ti.
Senhor, escuta nossa oração.
R. E chegue a Ti nosso clamor
O Senhor esteja convosco. (Somente o sacerdote)
R. E com teu espírito).

Oremos: Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, invocamos Teu Santo Nome e suplicantes imploramos Tua clemência, para que, por intercessão da Imaculada Sempre Virgem Maria Mãe de Deus, de São Miguel Arcanjo, de São José esposo da Santíssima Virgem, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e de todos os Santos, dignai-Vos prestar-nos Vosso auxílio contra Satanás e todos os demais espíritos imundos, que vagam pelo mundo para dar a perder o gênero humano e para a perdição das almas. Amém.

Exorcismo: Exorcizamos-te, espírito imundo, potência satânica, invasão do inimigo infernal, legião ou seita diabólica, em nome e virtude de Nosso Senhor Jesus Cristo +sejas desarreigado e expulso da Igreja de Deus, das almas criadas à imagem de Deus e resgatadas pelo Precioso Sangue do Divino Cordeiro +. Desde esse momento, não te atrevas mais, pérfida serpente, a enganar o gênero humano, perseguir+ a Igreja de Deus e sacudir e joeirar como trigo os eleitos de Deus +. No-lo manda Deus Altíssimo, a quem em tua insolente soberba ainda pretendes assemelhar-te, “o qual quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (II Tim. 2).
Manda-to Deus Pai +.
Manda-to Deus Filho +.
Manda-to Deus Espírito Santo +.
Manda-to a Majestade de Cristo, o Verbo Eterno de Deus feito homem, que para salvação de nossa progênie perdida pôr tua inveja-se humilhou e “tornou obediente até à morte”. (Fl. 2,8). Ele que edificou a Sua Igreja sobre pedra firme e prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam jamais contra Ela, querendo permanecer com Ela “todos os dias até ao fim do mundo”(Mt 28,20). Manda-to o sinal sagrado da Cruz, e a virtude de todos os Mistérios de nossa Fé Cristã+. Manda-to a poderosa Mãe de Deus, a Virgem Maria, que desde o primeiro instante da sua Imaculada Conceição, pela sua humildade esmagou a tua cabeça orgulhosa +.
Manda-to a Fé dos Apóstolos Pedro e Paulo e todos os outros Santos Apóstolos+. Manda-to o sangue dos mártires e a piedosa intercessão de todos os Santos e Santas ++. Então, dragão amaldiçoado e toda legião diabólica, nós te esconjuramos:Pelo Deus+Vivo, Pelo Deus+ Verdadeiro, Pelo Deus+ Santo,
Pelo Deus que tanto amou o mundo que lhe deu Seu Único Filho, para quem crer n’Ele, não pereça mas tenha a vida eterna ( Jo, 14-15)

Cessa de enganar as criaturas humanas e de derramar sobre elas o veneno da condenação eterna. Cessa de danificar a Igreja e de armar laços à sua liberdade. Vai-te embora satanás, inventor e mestre de enganos, inimigo da salvação dos homens.Cede lugar a Cristo, em Quem não encontraste nada em tuas obras.
Cede o lugar à Igreja - Única, Santa, Católica, Apostólica - que o próprio Cristo adquiriu com o Seu Sangue. Humilha-te sob a poderosa Mão de Deus, treme e foge à invocação, feita por nós, do Santo e terrível Nome de Jesus que faz tremer o inferno: a Quem as Virtudes dos Céus, as Potestades e as Dominações estão submissas; e que os Querubins e os Serafins louvam sem cessar, dizendo:
 “Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus dos Exércitos.”

Senhor, ouvi a minha oração.
R. E chegue até Vós o meu clamor.
O Senhor esteja convosco...(para os sacerdotes)
R. E com teu espírito.

Oração final (de joelhos)

Oremos: Deus do Céu, Deus da Terra, Deus dos Anjos, Deus dos Arcanjos. Deus dos Patriarcas, Deus dos Profetas, Deus dos Apóstolos.Deus dos Mártires, Deus dos confessores, Deus das Virgens.Deus que tendes o poder de dar a vida depois da morte, o repouso depois do trabalho.Porque não há outro Deus senão vós; e, que não pode haver outro a não ser Vós: Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, cujo Reino não terá fim.Com humildade, suplicamos que a Vossa Gloriosa Majestade se digne livrar-nos poderosamente, e sãos e salvos de todo o poder, laço e mentira e malvadez dos espíritos infernais.

Das emboscadas do demônio,
R. Livrai-nos Senhor.
Dignai-vos conceder à nossa Igreja a segurança e a liberdade para Vos servir.
R. Nós Vos suplicamos, ouvi-nos Senhor.
Dignai-vos humilhar os inimigos da Santa Igreja.
R. Nós Vos suplicamos, escutai-nos Senhor.
(Aspergir com água benta as pessoas e o lugar.)

Senhor, não recordes nossos delitos nem os de nossos pais, nem tomes vingança de nossos pecados (Tobias, 3,3)
Pai nosso…

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Oração de Renúncia


            Senhor Jesus Cristo, confesso a Ti que sou dominado (a) por laços pecaminosos.
            Caio repetidamente nestes pontos e Tomo-me culpado (a) diante de Ti e do meu próximo.
            Até aqui, não tenho resistido até o sangue contra esses laços pecaminosos e os ataques de satanás. Tenho cedido às seduções do inimigo.
            Jesus, diante de Tua face, desaprovo e condeno hoje o meu pecado e renuncio a ele: ao meu orgulho e soberba, à minha inveja e desconfiança, ao meu ciúme, à minha justiça própria, o meu mentir, a toda e qualquer cobiça e lascívia, a toda impureza, a todos os maus pensamentos de tentação e rebelião (...) bem como a cada pensamento blasfemo. Em teu Nome, Jesus, e no poder do Teu Sangue derramado, separo-me destes pecados e declaro guerra aos espíritos das trevas, que repetidamente me atacam e procuram enlaçar-me. Em Teu Nome Jesus, e pedindo a intercessão de Maria pela qual pisou a cabeça da serpente, o inimigo é obrigado a afastar-se de mim Acabaram-se os seus direitos e suas exigências sobre mim. Pelo Sangue do Cordeiro fui resgatado (a) do meu pecado e de satanás.
            Meu Senhor Jesus Cristo, estou redimido (a) pela minha fé em Ti, triunfante Cordeiro de Deus Vencedor, ao qual o inimigo deve obedecer e fugir – meu libertador pelo qual foi despedaçado o poder de satanás e todo meu pecado.
            Jesus, me decido por Ti Mais uma vez, creio em Ti, quero seguir-Te em Teu caminho de cruz e quero ter os Teus pensamentos, pelo poder do Teu Sangue redentor.
            Meu Senhor Jesus Cristo, Tu transformas o Teu Sangue por mim derramado no Calvário, em uma parede que me separa de todos os poderes do inimigo derrotado. Estou redimido (a) pelo Teu Sangue, para fazer a Tua vontade. Pertenço a Ti somente. Jesus, Tu és o vencedor. Amém!

A sua batalha espiritual - IGREJA CASA DE ORAÇÃO CEHAB

terça-feira, 3 de março de 2020

Santo Antão, o Eremita: "Temos inimigos poderosos e fortes, são os malvados demônios; e contra eles é nossa luta"


O demônio atacava Antão molestando-o de noite e instigando-o de dia, de tal modo que até os que o viam podiam aperceber-se da luta que se travava entre os dois.

Foi o próprio SENHOR quem prometeu a Antão, que seus combates se tornariam célebres em todo o mundo: “Porque aguentaste sem te renderes, Serei sempre teu auxílio e te tornarei famoso em toda parte”.


O Espírito Santo o iluminou e ele abandonou todas as coisas para viver como eremita. Pai do monaquismo cristão, Santo Antão nasceu no Egito em 251 e faleceu em 356.

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Parte da Obra: Vida de Santo Antão - por Santo Atanásio

Santo Atanásio escreveu a "Vida", segundo alguns, por ocasião de seu primeiro desterro no deserto, na Tebaida, encontrando-se entre os monges, 356-362; segundo outros, tê-la-ia escrito em sua volta definitiva a Alexandria, depois de 366. Atualmente já ninguém discute que tenha sido efetivamente Santo Atanásio o autor da "Vida".

"Lutemos, pois, para que a ira não nos domine nem a concupiscência nos escravize; pois está escrito que 'a ira do homem não faz o que agrada a Deus' (Tg 1,20). E a concupiscência 'depois de conceber, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte' (Tg 1,15). Vivendo esta vida, mantenhamo-nos cuidadosamente atentos e, como está escrito, 'guardemos nosso coração com a máxima vigilância' (Pr 4,23). Temos inimigos poderosos e fortes: são os malvados demônios; e contra eles é nossa luta', como diz o Apóstolo, 'não contra gente de carne e osso, mas contra forças espirituais de maldade espalhados nos ares, isto é, os que têm autoridade e domínio sobre este mundo tenebroso (Ef 6,12). Grande é seu número no ar e em redor de nós [32], e não estão longe de nós. Mas a diferença entre eles é considerável. Levaria muito tempo para dar uma explicação de sua natureza e distinções, e tal investigação é para outros mais competentes do que eu; o único urgente e necessário para nós agora é só conhecer suas vilanias contra nós.

4.1 - Artifícios dos demônios

Em primeiro lugar, demo-nos conta disto: os demônios não foram criados como demônios, tal como entendemos este termo, porque Deus não fez o mal. Também eles foram criados puros, mas desviaram-se da sabedoria celestial. Desde então andam vagando sobre a terra. Por um lado, enganaram aos gregos com vãs fantasias [33], e, invejosos de nós, cristãos, nada omitiram para nos impedir de entrar no céu; não querem que subamos ao lugar de onde caíram. Por isso é necessário muita oração e disciplina ascética para que alguém possa receber do Espírito Santo o dom do discernimento dos espíritos e ser capaz de conhecê-los; qual deles é menos mau, qual o pior; que interesse especial tem cada um e como hão de ser repelidos e lançados fora; pois são numerosas suas astúcias e maquinações. Bem sabiam isto o santo Apóstolo e seus discípulos quando diziam: 'Conhecemos muito bem suas manhas' (2 Cor 2,11). E nós, ensinados por nossas experiências, deveríamos guiar outros a apartarem-se deles. Por isso eu, tendo feito em parte essa experiência, falo a vocês como a filhos meus.

Quando eles vêem que os cristãos em geral, mas em particular os monges, trabalham com cuidado e fazem progressos, primeiro os assaltam e tentam colocando-lhes continuamente obstáculos em seus caminhos (Sl 139,6). Estes obstáculos são os maus pensamentos. Mas não devemos assustar-nos com suas armadilhas que são logo desbaratadas com a oração, o jejum e a confiança no Senhor. No entanto, ainda que desbaratados, não cessam, mas antes voltam ao ataque com toda maldade e astúcia. Quando não podem enganar o coração com prazeres abertamente impuros, mudam de tática e vão ao ataque. Então urdem e fingem aparições para aturdir o coração, transformando-se e imitando mulheres, bestas, répteis, corpos de grande estatura e hordas de guerreiros. Nas nem assim devem esmagar-nos o modo de semelhantes fantasmas, já que não passam de pura vaidade - especialmente se se fortalece com o sinal da cruz.

Este aparece freqüentemente desta maneira como, por exemplo, o Senhor revelou a Jo: 'Seus olhos são como pálpebras da aurora. De sua boca saem tochas acesas, chispas de fogo saltam fora. De suas narinas sai fumaça como de panela ou caldeirão a ferver. Seu sopro acende carvões e de sua boca saem chamas' (Jo 41,18-21). Quando o chefe dos demônios aparece desta maneira, o velhaco trata de atemorizar-nos, como disse antes, com seu falar valentão, tal como foi desmascarado pelo Senhor quando disse a Jo: 'Tem toda arma por folha seca e zomba de brandir da azagaia; faz ferver como uma panela o mar profundo e o revolve como uma panela de ungüento (Jo 41,29,31); também diz o profeta: 'Disse o inimigo: Persegui-los-ei e os alcançarei (Ex 15,9); e em outra parte: 'Minha mão achou como ninho as riquezas dos povos, e como se recolhem ovos abandonados, assim me apoderei de toda a terra' (Is 10,14).

Esta é, em resumo, a jactância do que alardeiam, estas são as arengas que fazem para enganar o que teme a Deus. Com toda confiança não precisamos temer suas aparições nem dar atenção a suas palavras. É apenas um embusteiro e não há verdade em nada do que diz. Quando fala semelhantes estultícias, e o faz com tanta jactância, não se apercebe de de como é arrastado com um garfo de ferro, como dragão, pelo Salvador (cf Jo, 41, l-2), com um cabresto como animal de carga, com anel no nariz como escravo fugitivo, e com seus lábios atravessados por uma argola de ferro. Foi, pois, apanhado como animal pra nossa diversão. Tanto ele como seus companheiros foram tratados assim para serem pisados como escorpiões e cobras (cf Lc 10,19) por nós, cristãos; e prova disso é o fato de que continuamos a existir, apesar dele. Certamente não é verdadeira luz a que aparece neles, mas antes é mero começo e semelhante ao fogo preparado para eles próprios; e com o mesmo que os queimará tratam de aterrorizar os homens. Aparecem, é verdade, mas desaparecem de novo no mesmo momento, sem danificar nenhum crente, enquanto levam consigo essa aparência de fogo que os espera. Por isso, não há razão alguma para ter medo deles, pois, pela graça de Cristo todas as suas táticas dão em nada.

Outras vezes se disfarçam em monges e simulam piedosas conversas, tendo como meta enganar com sua aparência e arrastar então suas vítimas para onde querem. Mas não lhes devemos prestar atenção, ainda que nos despertem para orar, ou nos aconselhem a não comer de todo, ou pretendem nos acusar de coisas que antes aprovavam. Fazem isto não por amor à piedade ou à verdade, mas para levar o inocente ao desespero, para apresentar a vida ascética como sem valor e fazer com que os homens se enfastiem da vida solitária como algo muito rude e demasiadamente pesado, e assim fracassem os que levam tal vida.

Por isso o profeta enviado pelo Senhor chamou a tais infelizes com estes termos: 'Ai daquele que dá a beber a seu próximo um mau trago!' (Hab 2,15). Tais táticas e argumentos são desastrosos para o caminho que conduz à virtude. Nosso Senhor mesmo, ainda que os demônios falassem também a verdade - pois diziam verdadeiramente: 'Tu és o Filho de Deus' (Lc 4,41) -, não obstante os fez calar e proibiu-lhes falar. Não quis que esparramassem sua própria maldade junto com a verdade, e tampouco desejava que fizéssemos caso deles ainda quando aparentemente falassem verdade. Por isso é inconveniente que nós, possuindo as Escrituras e a liberdade do Salvador, sejamos ensinados pelo demônio que não ficou em seu posto (cf Judas 6), mas constantemente mudou de parecer. Por isso também proíbe-lhe citar as Escrituras, ao dizer: 'Deus disse ao pecador: Por que recitas meus preceitos e tens sempre em tua boca minha aliança?' (Sl 49,16). Certamente eles fazem de tudo: falam, gritam, enganam, confundem, e tudo para enganar o simples. Armam também tremendos estrépitos, soltam risadas tontas e sibilos. Se ninguém faz caso deles, choram e lamentam-se como derrotados.

O Senhor, por isso, porque é Deus, fez os demônios calarem-se. Quanto a nós, aprendemos nossas lições dos santos, fazemos como eles fizeram e imitamos-lhe o valor. Pois quando eles viam tais coisas, costumavam dizer: 'Quando o pecador se levantou contra mim, guardei silêncio resignado, não falei com leviandade (Sl 38,2); e em outra parte: 'Mas eu como um surdo não ouço, como um mudo não abro a boca; sou como alguém que não ouve' (Sl 37,14). Assim também nós não os escutemos, olhando-os como a estranhos, não lhes prestando atenção, ainda que nos despertem para a oração ou nos falem de jejuns. Antes, sigamos atentos a prática da vida ascética como é nosso propósito, e não nos deixemos enganar pelos que praticam a traição em tudo o que fazem. Não lhes devemos ter medo ainda que apareçam para atacar-nos e ameaçar-nos de morte. Na realidade são frágeis e nada podem fazer mais do que ameaçar.

4.2 - Impotência dos Demônios

Bem, até agora só falei deste tema de passagem. Mas agora não devo deixar de tratá-lo com maiores detalhes; recordar-lhes isto só pode redundar em maior segurança.

Desde que o Senhor habitou conosco, o inimigo caiu e declinaram seus poderes. Por isso não pode nada; no entanto, ainda que caído, não pode ficar quieto, mas como tirano que não pode fazer outra coisa, vai-se com ameaças, sejam elas embora puras palavras. Cada qual lembre-se disto e poderá desprezar os demônios. Se estivessem confinados a corpos como os nossos, deveriam então dizer: 'Aos que se escondem, não os vamos encontrar; mas se os encontramos, então vamos daná-los'. E neste caso poderíamos escapar deles escondendo-nos e trancando as portas. Não é este, porém, o caso, e podem entrar apesar das portas trancadas. Vemos que estão presentes em todas as parte no ar, eles e seu chefe, o demônio, e sabemos que sua vontade é má e que estão inclinados a danar, e que, como diz o Salvador, 'o demônio foi homicida desde o princípio' (Jo 8,44); então, se apesar de tudo vivemos, e vivemos nossas vidas desafiando-o, é claro que não tem nenhum poder. Como vêem, o lugar não lhes impede a conspiração; tampouco nos vêem amáveis com eles como para que nos perdoem, nem tampouco são amantes do bem para mudar seus caminhos. Não, ao contrário, são maus e nada há que desejem mais ansiosamente do que fazer dano aos amantes da virtude e aos adoradores de Deus. Pela simples razão de serem impotentes para fazer algo, nada fazem senão ameaçar. Se pudessem, estejam vocês seguros de que não esperariam, mas, antes, realizariam seus mais fortes desejos: o mal, e isso contra nós. Notem, por exemplo, como agora estamos reunidos aqui falando contra eles, e ademais eles sabem que na medida em que fazemos progressos, eles se debilitam. Em verdade, se estivesse em seu poder, não deixariam vivo nenhum cristão, porque o serviço de Deus é abominação para o pecador (Sir 1,25). E posto que não podem nada, fazem dano a si mesmos, já que não podem cumprir suas ameaças.

Ademais, para acabar com o medo a eles, dever-se-ia também levar em conta que, se tivessem algum poder, não viriam em manadas, nem recorreriam a aparições, nem usariam o artifício de transformar-se. Bastaria que viesse apenas um e fizesse o que fosse capaz de fazer, ou de acordo com sua inclinação. O mais importante de tudo é que o detentor do poder não se esforça em matar com fantasmas nem trata de aterrorizar com hordas, mas, sem mais histórias, usa de seu poder como quer. Atualmente, porém, os demônios, impotentes como são, fazem piruetas como se estivessem sobre um cenário, mudando suas formas em espantalhos infantis, com manadas ilusórias e contorções, tornando-se assim mais desprezível sua carência de vigor. Estejamos seguros: o anjo verdadeiro, enviado pelo Senhor contra os assírios, não teve necessidade de grande número, nem de ilusões visíveis, nem de sopros retumbantes, nem de ressoar de guizos; não, ele exerceu tranqüilamente seu poder, e de uma vez matou cento e oitenta e cinco mil deles (cf 2 Rs 19,35). Mas os demônios, impotentes criaturas como são, tratam de aterrorizar, e isto com meros fantasmas!

Se alguém, ao examinar a história de Jo dissesse: 'Por que, então, continuou o demônio agindo contra ele? Despojou-o de suas posses, matou seus filhos e o feriu com graves úlceras' (cf Jo, 1,13ss; 2,7), que essa pessoa se aperceba de que não se trata de que o demônio tivesse poder para fazer isso, mas Deus é que lhe entregou Jo para que o tentasse (cf Jo 1,12). Fica suposto que não tinha poder para fazê-lo; pediu esse poder e só depois de havê-lo recebido agiu. Aqui temos outra razão para desprezar o inimigo, pois ainda que tal fosse o seu desejo, não foi capaz de vencer o homem justo. Se o poder houvesse sido dele, não haveria necessidade de pedi-lo, e o fato de o pedir não uma, mas duas vezes, mostra sua fraqueza e incapacidade. Não é de estranhar que não tivesse poder contra Jo, quando lhe foi impossível destruir nem mesmo seus animais, a não ser que Deus lhe desse permissão. Mas não tem poder nem sequer contra porcos, como está escrito no Evangelho: (Mt 8,31). Mas se não têm poder nem sequer sobre animais, muito menos o têm sobre os homens feitos à imagem de Deus.

Por isso se deve temer a Deus e desprezar esses seres, sem lhes ter medo, absolutamente. E quanto mais se dedicam a tais coisas, tanto mais dediquemo-nos à vida ascética para contra atacá-los, pois uma vida reta e a fé em Deus são grande arma contra eles. Temem aos ascetas por seu jejum, suas vigílias, orações, mansidão, humildade, amor aos pobres, esmolas, ausência de ira, e, acima de tudo, sua lealdade para com Cristo. Esta é a razão pela qual tudo fazem para que ninguém os espezinhe. Conhecem a graça dada pelo Salvador aos crentes quando diz: 'Olhem: dei-lhes o poder de calcar aos pés serpentes e escorpiões e todo o poder do inimigo' (Lc 10,19).

Visto em: www.ecclesia.com.br 

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Nota de www.rainhamaria.com.br

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