Som de Guerra

quinta-feira, 31 de maio de 2018

O diabo não está em todos os lugares, mas… não o desafiem!

Entrevista exclusiva com o padre exorcista César Truqui

         É preciso confessar: exorcismo e possessão diabólica, no geral, despertam em nossa mentalidade uma reação entre fascínio e aberta descrença. Coisa de filme, pensamos. Mas a prática de exorcismo é regulada pela Igreja com o ritual De exorcismis et supplicationibus quibusdam, adotado em 1998 em substituição do anterior (que também pode continuar sendo usado). Suas bases são a Sagrada Escritura e a teologia. É um assunto delicado, que precisa ser tratado com prudência por sacerdotes preparados e equilibrados (“ornados de piedade, ciência, prudência e integridade de vida”), expressamente autorizados pelo seu bispo.
           Aleteia conversou com o pe. César Truqui, mexicano, hoje exorcista na diocese de Chur, na Suíça. Ele foi a Roma como palestrante no XI Curso “Exorcismo e Oração de Libertação”, do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum em parceria com o Grupo de Estudos e Informação Sócio-Religiosa de Bolonha e com a Associação Internacional de Exorcistas.
          Aleteia: Que tipo de mal é enfrentado num exorcismo?
         Pe. Truqui: Um mal personificado. Paulo VI falou da “fumaça de Satanás”. Não é a simples “privatio bonis”, privação de um bem, descrita pela filosofia, mas um mal eficaz, operante. Falamos da presença de um ente mau. O que é esse ente mau só a fé pode dizer, não a ciência. A fé nos fala da existência de seres espirituais: os bons são os anjos, os maus são os demônios.
        O mal, entendido como uma entidade que se apossa fisicamente de alguém, é um pouco difícil para as pessoas aceitarem, não?
        Pe. Truqui: Sim, é verdade, porque normalmente, na vida, não se tem esse tipo de experiência. Pelo ministério que eu exerço há tantos anos, tive a oportunidade de estar com essas pessoas e, para mim, é mais fácil acreditar que certos fenômenos existem.
             Como o senhor começou?
           Pe. Truqui: Foi coisa da Providência. Quando eu fui ordenado sacerdote, 12 anos atrás, participei de um curso com sacerdotes exorcistas como o pe. Bamonte e o pe. Amorth. É aconteceu que um senhor francês de 40 anos foi possuído por Satanás e precisava do exorcista, mas o pe. Bamonte não falava inglês nem francês. Então eles me pediram para ajudá-los no diálogo preliminar.
             Quais são as sensações que o senhor experimenta diante da manifestação do mal?
         Pe. Truqui: São sensações que mudam com o tempo. Nas primeiras sessões de exorcismo em que eu participei, a impressão mais forte foi a confirmação tangível de que o Evangelho que eu tinha lido e meditado era verdadeiro. No Evangelho, Jesus luta contra o diabo que se apresenta com diversos nomes: “meu nome é Legião, meu nome é Satanás”. No Antigo Testamento, no livro de Tobias, há um demônio chamado Asmodeu. Esses nomes eu já ouvi de demônios em várias sessões de exorcismo. No nível espiritual, tem sido uma experiência muito rica porque me permitiu experimentar na carne, através dos sentidos, a realidade de que Jesus falou.
             E no nível tangível?
          Pe. Truqui: No caso do homem francês, eu me lembro que, durante a manifestação do diabo, eu tinha a impressão de estar envolto pela soberba, como se fosse fumaça ou neblina. É difícil de explicar, mas a soberba parecia algo que podia ser tocado; ela enchia a sala. O exorcista perguntou o nome dele e ele respondeu: “Sou rex”. Não existe um demônio chamado “rex”, rei. O exorcista insistiu: “Diga o seu nome”. E ele finalmente respondeu: “Eu sou Satanás, o príncipe deste mundo”.
             Por que se pergunta o nome?
Pe. Truqui: O ritual exige isso por um objetivo preciso. Dar o nome a uma coisa ou saber o nome significa ter poder sobre essa coisa. Deus deu a Adão o poder de dar nome às coisas. No momento em que o diabo revela o seu nome, ele mostra que está enfraquecido. Se não diz, ele ainda está forte.
             Há sinais típicos da possessão?
         Pe. Truqui: Os previstos pelo ritual. São quatro: a aversão ao sagrado, falar línguas desconhecidas ou mortas; ter uma força extraordinária que vai além da natureza da pessoa; e o conhecimento de coisas ocultas, escondidas.
             As pessoas podem, elas mesmas, se colocar em condições de perigo?
            Pe. Truqui: Sim. Aproximando-se de tudo o que tem a ver com magia, ocultismo, bruxaria, cartomancia. Se para nos tornarmos santos é preciso ir à missa, rezar, se confessar, se aproximar de Deus, do mesmo jeito as missas negras, os ritos satânicos, os filmes e músicas desse tipo têm o efeito de aproximar do diabo. Eu tive o caso de uma mulher que tinha começado a ler as cartas, como fazem muitos por brincadeira. Só que ela adivinhava realmente o passado e o presente das pessoas, e, em alguns casos, o futuro. E, naturalmente, ela fazia um grande sucesso. Em certo ponto, ela compreendeu de quem dependia o seu sucesso e parou, mas já era tarde demais: ela estava possuída.
              Como é possível “encomendar trabalhos” voltados para o mal?
            Pe. Truqui: Da mesma forma que eu posso contratar alguém para matar uma pessoa, eu posso pedir que um demônio provoque um dano. Mas atenção: a esmagadora maioria dos ritos realizados por quem se diz bruxo é enganação, não tem qualquer efeito.
              Basta um exorcismo para livrar a pessoa?
              Pe. Truqui: É dificílimo. Normalmente, são necessários vários exorcismos.
              Funciona como uma terapia?
            Pe. Truqui: Sim. O exorcismo é um sacramental, não um sacramento. O sacramento é eficaz em si mesmo. Se eu dou a alguém a absolvição na confissão, naquele momento, verdadeiramente, os pecados dessa pessoa são perdoados. Já o exorcismo é eficaz na medida da santidade do sacerdote, da fé da pessoa para quem é realizado o exorcismo e de toda a Igreja. Se hoje os exorcismos são menos eficazes, é porque toda a Igreja está mais fraca.
            Qual é a diferença entre exorcismo e oração de libertação?
            Pe. Truqui: Ambos têm o mesmo objetivo: a libertação da pessoa da influência do mal ou da possessão. O exorcismo em sentido próprio é um ministério dentro da Igreja, conferido pelo bispo a alguns sacerdotes. Só pode ser exercido por sacerdotes, não por leigos, e só pelos que têm uma permissão explícita do bispo. Já a oração de libertação pode ser feita por qualquer pessoa, homem ou mulher, leigo ou sacerdote, em virtude do nosso cristianismo, porque Jesus disse: “Quem crê em mim expulsará os demônios”. O exorcismo, além disso, é um comando direto ao demônio, enquanto a oração de libertação é uma súplica a Deus ou à Virgem Santíssima, para que ela intervenha.
             Quantas pessoas que procuraram o senhor estavam realmente possuídas?
             Pe. Truqui: Pouquíssimas.
             E por que elas acham que estão possuídas?
          Pe. Truqui: Entre as pessoas que vêm até mim, eu distingo três casos: o verdadeiro possuído, o não possuído e o caso problemático. O primeiro e o último são os mais fáceis: você sabe que se trata de um verdadeiro possuído porque ele manifesta os quatro sinais e porque, quando você faz as orações, a pessoa entra em transe e reage de um modo que o exorcista conhece. Poderia ser fingimento, mas é difícil. No segundo caso, com a experiência de sacerdote e confessor, você percebe quando há problemas espirituais ou psicológicos e pode descartar a influência diabólica. O problema é quando você encontra alguém que parece realmente possuído, mas não está, porque existem traumas profundos acompanhados de comportamentos de risco, tais como participar de sessões espíritas ou recorrer a cartomantes. Eu conheci uma moça que foi estuprada por um homem que se dizia “mago latino-americano” e que tinha se apaixonado por ela. Um dia ele deu a ela um café com alguma droga e a violentou: ela estava consciente, mas não conseguia reagir. Esse trauma enorme a fez pensar na possessão diabólica por meio da droga ingerida e da violência sofrida. Eu pensei que ela estivesse mesmo possuída. Mas quando orei e lhe impus as mãos durante o exorcismo, ela nunca entrou em transe, nem havia traço de outros fenômenos. Então eu percebi que a causa era outra. É por isso que, nos cursos para exorcistas, abordamos quadros médicos e psiquiátricos que podem entrar em jogo nessas situações.
             As pessoas realmente possuídas, como elas vivem?
        Pe. Truqui: Elas vivem de maneira comum. O diabo não age continuamente nelas. Vou fazer uma comparação paradoxal para tentar explicar: se uma pessoa compra um carro, aquele carro fica à disposição dela, ela o usa quando quer. Acontece o mesmo com a pessoa possuída. Há momentos em que o diabo age: ele entra no carro e dirige do jeito que quer. E há outros momentos em que não. O carro tem um dono, mas o dono não o usa o tempo todo.
              Quando é preciso procurar um exorcista?
            Pe. Truqui: Quando o que acontece com você escapa do normal. Eu conheci uma senhora em Roma que era ateia, uma católica só batizada, que não acreditava em nada. Ela foi possuída, não sei em que circunstâncias. Começou a ouvir vozes continuamente, que a incitavam a matar o marido e o filho e depois tirar a própria vida. Ela pensou que estava louca e foi procurar um psiquiatra, mas ele se viu diante de uma pessoa muito inteligente, coerente e com muita clareza de ideias. O psiquiatra não pôde curá-la. Um dia, as traças tinham comido todas as roupas daquela mulher, mas sem tocar nas do marido, que estavam no mesmo armário, nem nas do filho. E não foi encontrada traça nenhuma na casa. Algo inexplicável. Uma amiga aconselhou a mulher a procurar o padre Amorth e ele descobriu que ela estava possuída. Mas ela não acreditava nem nos anjos nem nos demônios. Agora ela é uma cristã praticante. Por que Deus permite isso? Também para o bem das pessoas.
             O senhor teve a oportunidade de perguntar a alguém quais foram as suas sensações durante o exorcismo?
          Pe. Truqui: Eu perguntei àquele senhor francês, de quem já falamos, o que ele tinha sentido durante o exorcismo e ele me disse que sentia como se dentro dele houvesse um campo de batalha. De um lado, ele sentia os demônios correrem desesperados e falarem entre si; por outro, quando o padre rezava, ele sentia a luz de Deus que os varria para fora, mas, em seguida, eles voltavam de novo.
             Qual foi o caso que mais o impressionou?
             Pe. Truqui: A experiência de um demônio mudo. Jesus fala disso no Evangelho e diz que eles são os mais difíceis de expulsar e que eles só saem com a oração e o jejum. É uma raridade um demônio mudo. Em 12 anos de exorcismo, só me aconteceu uma vez.
             O senhor nunca tem medo?
         Pe. Truqui: No início, eu tinha. Depois você fica habituado também a certas manifestações e não se surpreende mais ao ouvir uma voz que muda: uma mulher que começa a falar com voz fina e de repente passa para um tom cavernoso. É preciso ficar atento para não cair na obsessão pelo maligno. O exorcista sabe que o diabo existe, mas também que ele não está em todos os lugares. Eu entendi, acima de tudo, que o exorcismo é um ministério de misericórdia: um ato de amor por uma pessoa que sofre. Só isso.


Fonte: Aleteia

Objetos étnicos amaldiçoados: atenção com máscaras e amuletos



As máscaras africanas podem produzir efeitos espirituais negativos


Por Stefano Stimamiglio

Padre Gabriele Amorth, uma pergunta que para alguns pode parecer excessiva: certos objetos africanos e orientais, como máscaras ou amuletos, podem “esconder” alguma influência maléfica?

É um tema interessante ao qual não se pode responder de maneira absoluta. O risco, porém, existe e é preciso ter consciência, porque sobre estes objetos pode ter sido realizado um rito de magia. Desejo fazer uma ampla premissa para recordar que a magia - que tem uma origem pagã e da qual a história tem suas raízes bem antes da Revelação, há mais de três mil anos - é o apelo às forças do demônio para influenciar os acontecimentos humanos em detrimento de alguém, ou para sua vantagem. Quem a pratica, do mago ao seu “cliente”, confia-se ao diabo: por isso é um pecado muito grave que deve ser confessado.

A magia pode ser “imitação”, ou “contagio”. A primeira se baseia na similaridade da forma do objeto sobre o qual se realiza o rito: por exemplo espetar com um prego ou agulha num boneco para atingir a pessoa que o boneco representa. Aqui acontece uma espécie de transferência do objeto para a pessoa. Mas a magia pode ser também de tipo “contagioso”, ou “infecciosa”, ou seja, “por contato”, passado ou presente. Neste caso, o rito acontece sobre partes do corpo da pessoa a serem atingidas - como cabelos, unhas ou dentes - ou até mesmo sobre objetos que pertenceram ou pertencem à pessoa: artigos de vestuário, tais como meias ou lingerie, calças, camisas, cobertores etc, ou até mesmo utensílios da casa, como certos objetos. Estes, se foram amaldiçoados, transferem o seu potencial negativo para a pessoa. O que quero enfatizar, em todo o caso, é que, assim como se levam objetos para os sacerdotes abençoarem, da mesma forma pode-se também amaldiçoar com os magos. É preciso ter atenção.

Ou seja, uma máscara africana, por exemplo, pode esconder um efeito negativo similar?

Pode, não necessariamente tem. É um risco e perigo por parte de cada um o fato de aceitar, ou comprá-la. Eu certamente não a colocaria nas minhas coisas. Os efeitos negativos em todo caso, reconheço que existem, podem ser a aversão ao sagrado, a presença insistente de distúrbios locais como cheiros enjoativos ou barulhos fora do normal, a persistência de sintomas físicos negativos sobre as pessoas, ou de situações de trabalho ou afetivas particularmente infelizes.

É oportuno abençoar estes objetos?

Certamente é uma coisa boa abençoar. Todavia a melhor coisa a se fazer, no caso de grave dúvida, é livrar-se do objeto e se possível queimá-lo junto a uma oração de exorcismo.

VEJA BEM O QUE VOCÊ LEVA PARA DENTRO DE SUA CASA!



Muitas destas máscaras foram usadas em rituais satânicos, nunca leve nada assim para dentro de sua casa



Nada de folclore, muitos objetos são amaldiçoados. Livre-se deles!



Fonte: http://www.aleteia.org/

Ex-Satanista Mexicano retorna a Igreja e testemunha: o terço é poderoso




"Quando alguém reza o terço, o mal fica irritado!”, afirma o homem que tinha passado quatro longos e obscuros anos em uma seita satânica

David Arias nasceu na Cidade do México, mas, aos 16 anos, se mudou para a Califórnia, onde colegas de escola o apresentaram ao famigerado jogo ocultista da ouija – e o convidaram a usá-lo em um cemitério para contatar demônios.

Embora tivesse crescido numa família “culturalmente católica”, David relata que tinha muitas discussões com os pais e familiares. Ele descreve a si mesmo como um “perturbador”. De bases frágeis na fé, não foi difícil que os novos amigos californianos o convencessem a participar de festas secretas que incluíam todo tipo de promiscuidade sexual e consumo ilimitado de álcool e drogas. Também não tardou para que eles o convidassem a fazer parte de um grupo fechado que denominavam “a igreja de Satanás”.

Naquele grupo havia gente de todas as idades, etnias e classes sociais, desde aqueles que só andam vestidos de preto e que pintam de preto os olhos e lábios até outros que, segundo David, “pareciam autoridades“: médicos, advogados, engenheiros… Com 16 anos de idade, David era um dos mais jovens. O grupo tomava cuidados para evitar a polícia e ameaçava matar qualquer membro que divulgasse as práticas internas.

Foram longos quatro anos participando da seita. Mas aquilo que o próprio David define como “um vazio interior” o fez renunciar àquele estilo macabro de vida e a voltar-se para Deus e para a sua fé católica original. Depois que reempreendeu o caminho de volta, David se casou, teve filhos e passou a participar ativamente da vida paroquial, compartilhando com todos a obscura história do seu passado, em especialmente na comunidade hispânica da Califórnia.

Hoje David insiste para que os pais acompanhem muito conscientemente os seus filhos, já que as crianças “têm acesso muito fácil a muitas coisas bastante prejudiciais”.

Além disso, ele recomenda participar sempre da Santa Missa, confessar-se com regularidade e rezar o rosário. Aliás, ele enfatiza:

“O rosário é poderoso. Quando alguém reza o terço, o mal fica muito irritado!”.


Fonte: www.aleteia.org

Impactante: Entrevista com um Padre católico que era muçulmano



Muitas pessoas deixam o islamismo e abraçam o cristianismo, declara o sacerdote, ele próprio convertido do islã para Cristo. Mas o preço...

O Padre Paul-Elie Cheknoun esteve em Roma no dia 19 de março deste ano, festa de São José, para participar da Noite de Testemunhos organizada pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).


De família muçulmana da Argélia, o pe. Cheknoun se converteu ao cristianismo na década de 1990 e foi ordenado sacerdote nos anos 2000, fazendo parte da Fraternidade Missionária João Paulo II e trabalhando atualmente em seu próprio país natal. Ao falar sobre os seus compatriotas, ele conta que muitos muçulmanos, tanto na Argélia quanto entre os que migram de lá para a França, continuam se convertendo a Cristo até hoje, apesar das dificuldades persistentes e desafiadoras – entre elas, o risco de morte.

A entrevista

Você deu um passo corajoso ao se converter ao cristianismo, em meio a muitas dificuldades. O seu caso é isolado?

Pe. Cheknoun – Não. Muitos muçulmanos se tornam cristãos, na Argélia, que é terra islâmica, e na França também [nota: a França é o país europeu que mais recebe imigrante argelinos]. Só na Argélia são estimadas dezenas de milhares de conversões desde os anos 90, especialmente na minha região natal, a Cabília. São principalmente novos evangélicos, bem ativos na evangelização, mas também há conversões ao catolicismo [nota: inclusive por parte dos evangélicos].

A conversão é um risco muito alto para quem quer sair do islã?

Pe. Cheknoun – Quem se converte é espancado e perseguido. Não é incomum ser marginalizado pela própria família, pelos vizinhos. O islã condena a conversão com a pena de morte, porque a considera como apostasia, mas, às vezes, para não matar muçulmanos, eles colocam os apóstatas “em quarentena”, digamos assim, afastando-os fisicamente. Muitos convertidos ficam sem teto, pelas ruas. Eu tive a graça de ter um pai muito aberto, que aceitou a minha escolha. Mas os meus pais são uma exceção. É por isso que muitos são forçados a esconder da família a sua conversão.

Como é a sua vida na Argélia?

Pe. Cheknoun – Em terra islâmica, eu procuro passar despercebido. Não ando de batina nem com a cruz, nunca. Não uso nenhum sinal distintivo. Coloco o colarinho clerical só quando estou numa igreja ou num lugar cristão. É assim com todos os convertidos. No contexto muçulmano, temos que ser esquecidos: o islã não nos suporta. Nós todos vivemos a nossa fé com total discrição.

Vocês acolhem pessoas convertidas em Argel?

Pe. Cheknoun – Em 2006, o parlamento argelino aprovou uma lei para moderar as religiões não-muçulmanas. Na realidade, ela serve para frear a evangelização e as conversões. A lei pune com cinco anos de prisão e uma multa pesada qualquer pessoa que seja pega com textos cristãos, ou que tente converter um muçulmano, ou que critique o islã ou Maomé. Isso nos impede de viver com tranquilidade e, é claro, também nos impede de evangelizar nas ruas. Então nos limitamos a acolher as pessoas que vêm espontaneamente até a igreja e as acompanhamos. Só que até isso leva um tempo longo: para batizar alguém, nós temos que discernir se é uma conversão verdadeira e se a pessoa está bem ciente do tamanho do compromisso.


Qual é a diferença fundamental entre a Igreja e o islã? A diferença que fez o senhor mudar de religião.

Pe. Cheknoun – A razão de ser do islã é antitrinitária e, portanto, anticristã. Os muçulmanos rejeitam a Encarnação e pretendem “corrigir os erros do cristianismo”. Os muçulmanos rezam cinco vezes por dia e sempre terminam orando pela condenação dos judeus e dos cristãos. Dizem que os cristãos são “perdidos” e os judeus “condenados”. Numerosos versículos [do alcorão] convidam a matar os cristãos e os judeus, porque eles teriam falsificado as suas escrituras, matado os seus profetas, e porque não reconhecem Maomé. Os jihadistas não inventam nada: esse terrorismo está escrito no alcorão.

O que lhe inspiram os mártires argelinos que em breve serão beatificados?

[Nota: esta pergunta diz respeito aos monges assassinados de que falamos neste outro artigo]

Pe. Cheknoun – Como ex-muçulmano, eu os vejo como um exemplo. Na minha pequena cidade na Cabília, quatro Padres Brancos foram mortos. Na época, eu tinha lido sobre a morte deles nos jornais e achei que tinham sido mais vítimas do terrorismo. Eu não fui ao funeral, mas sei que muitíssima gente foi, muitos consternados com a morte deles. Mas não foi uma surpresa. Os terroristas tinham ordenado que todos os cristãos deixassem a Argélia. Aqueles que ficaram estavam condenados.


Fonte: www.aleteia.org

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Confissões do Padre Condenado ao Inferno - Verdi Garandieu

Levi L. O. Sousa

Boa noite James, irmãos!
Que a Paz do Senhor JESUS, o amor de Maria e a justiça de Jose estejam convosco.


NOTA:

Esse texto confessional, colhido através de um ritual de exorcismo, possui um valor incomensurável para toda a humanidade, especialmente para nós leigos e inveterados pecadores que somos. O SENHOR NOSSO DEUS, nos concede estes atos de misericórdia para que possamos acordar e entender definitivamente, que precisamos viver segundo os preceitos do SENHOR JESUS CRISTO. A humanidade tem vivido como bem quer, realizando todos os seus caprichos, desejos e prazeres independente de limites, pois a regra do mundão é ser feliz e curtir de tudo e à qualquer custo. Estamos vivendo o grande Tempo da MISERICORDIA, concedida pelo NOSSO PAI CELESTE, afim de que nós possamos mudar de vida, conscientizarmos e convertermo-nos enquanto ainda resta um tempo a nosso favor. Pois haverá um determinado “DIA” que se encerrará a piedade, a misericórdia, o perdão, a tolerância e o amor, e aí virá sobre todos nós a GRANDE JUSTIÇA DIVINA à qual nenhum de nós somos dignos de ser provados. Despertai ... todos meus irmãos e procureis viver a Palavra do SENHOR, arrependam-se e convertam-se enquanto o tempo nos é favorável !

Antes de vir como justo Juiz, venho como Rei da Misericórdia. Escreve isto:


"Antes de vir como justo Juiz, venho como Rei da Misericórdia. Antes de vir o dia da justiça, nos céus será dado aos homens este sinal: Toda luz se apagará no céu e haverá uma grande escuridão sobre a terra. Então aparecerá o sinal da Cruz no céu, e dos orifícios onde foram pregadas as mãos e os pés do Salvador sairão grandes luzes que, por algum tempo, iluminarão a terra. Isso acontecerá pouco antes do último dia. "- Diário 83



Confissões do Padre Condenado Verdi Garandieu

A partir de 1975, logo após a possessão ter sido constatada por um conhecido exorcista, além de certo número de demônios humanos e angelicais (condenados e demônios) foi constrangido a manifestar-se também Verdi Garandieu. Ele teria exercido seu ministério sacerdotal no século XVll, num povoado dos Pirineus. O que sabemos de sua vida nos é dado pela revelação que ele teve de fazer durante um exorcismo no dia 5 de abril de 1978.

Escolheu-se o dia 5 de abril porque naquele ano (1978) a Igreja celebrava a Anunciação, deslocada para depois do sábado Santo. A Experiência demonstrou que as festas da Santa Virgem são dias particularmente ricos na luta contra os tormentos dos demônios.

E = Exorcista (Gere Ernest Fischer, missionário aposentado, Gossau (São-fel, Suíça.) 

V = Verdi Garandieu



Exorcista (Gere Ernest Fischer)



Exorcismo de 5 de abril de 1978

E : Deve falar, para a glória de Deus e salvação das almas!

V : A minha vida foi… Na minha juventude eu ainda era bom (quase chorando). Correspondi à graça naquele tempo, mas depois me tornei tíbio. Entrei cada vez mais no caminho largo, abandonei a estrada da virtude e não mais correspondi a graça. Então, cai sempre mais para o fundo, no início, talvez me confessei novamente, queria me converter, mais de uma vez quis voltar atrás e combater meus defeitos mas…

E : Diga a verdade em nome de Jesus Cristo, para a glória de Deus!

V : …mas, não conseguia mais, porque eu rezava muito pouco…Rezei pouco e muito pouco correspondi à graça, era frio quando deveria ser quente, ardente ( na oração ) Mas tendes agora milhares de padres que são como eu, tíbios e frios.

E : Diga a verdade!

V : …e não correspondem mais à graça, o que acontecerá a eles, não será melhor daquilo que aconteceu comigo se não se converterem, não acolherem totalmente o fogo do Espírito Santo e não o deixarem agir. Sou muito infeliz no inferno, gostaria de nunca ter vivido, acima de tudo quereria voltar atrás e poder agir melhor. Como gostaria de fazer melhor ! Como quereria ficar de joelhos dia e noite orando ÁQUELE LÁ DE CIMA (gesto para o alto) e pedir perdão, chamaria em meu auxílio todos os Anjos e todos os Santos para não seguir novamente o caminho da perdição. Mas eu, (lamentos) eu não posso mais voltar atrás (gritando) ESTOU CONDENADO !

E : Diga a verdade em nome de Jesus…

V : Os padres não sabem o que significa estar condenado, Eles não sabem o que é o inferno ! Quase todos seguem, atualmente o caminho da menor resistência. Pensam em viver felizes, em gozar enquanto podem a vida, pensam que hoje não se pode mudar a humanidade e o modernismo e que se deve caminhar de acordo com o tempo, os superiores, os bispos, os cardeais e os padres não dão melhor exemplo. Cristo sofreu fome muito mais do que se pensa, a Sagrada Família e os Apóstolos sofreram a fome e jejuaram, caso contrário, não teriam recebido as graças que lhes foram concedidas. Cristo deu o exemplo no mais alto grau, o melhor e o mais perfeito, mas para que serviu? Hoje, os padres comem às mesas mais ricamente servidas com sobremesa, vinho e todos os condimentos. Às vezes fazem uma comilança mais do que sua saúde o permite e pensam que é normal. Mas eles se esquecem que isso não é imitar Cristo, seria melhor para tais cozinheiras fizessem notar aos bispos e padres que Cristo deu exemplo de pobreza, da pobreza e da virtude, ELE LÁ EM CIMA (gesto para o alto) quer que se imite Cristo e o que se faz hoje é tudo, menos a imitação. É a ostentação, a comilança, a boa vida e o luxo até o pecado. O pecado não começa quando acontece realmente, ele começa já quando não se ensina a renúncia e quando não mais se a pratica. O pecado começa quando o homem pode renunciar mas não o faz. Não é claro, o pecado completo no seu verdadeiro sentido. Mas o caminho da menor resistência, então o caminho que conduz ao primeiro pecado, quer seja venial, quer chegue ao pecado mortal, não é muito longo, porque nós do inferno temos um imenso poder e fazemos sempre quando podemos. Nós demônios humanos somos muito bem instruídos e guiados, de maneira, ou de modo melhor, mas quando alguém não seguiu realmente bem…

E : Diga a verdade em nome de Jesus Cristo e somente a verdade!

As etapas da queda

V: … quando alguém não segue realmente bem, perfeitamente, o caminho de Cristo em sua pobreza e virtude, o caminho da oração, da cruz, da renúncia, do sacrifício, da virtude, quando omite uma só destas coisas ou a desleixa totalmente, nós procuramos, então, prendê-lo neste ponto. Se é apenas uma fibra de seu hábito, é já uma fibra e com o tempo podemos envenenar toda sua veste (lamentos). Não quero mais falar.




E: Diga a verdade, Verdi Garandieu, para a glória de Deus, a respeito de sua vida, da vida de padre, de como deve ser ela! Diga a verdade para a glória de Deus!

V: O meu sacerdócio, eu … Talvez acreditava, então, de Ter a vocação, e queria… Claro, tinha a intenção de ser um bom padre, mas um padre não pode nunca esquecer, que está em perigo mais do que um leigo de ser seduzido por nós lá de baixo (do inferno). Talvez os leigos corram este perigo, principalmente as almas privilegiadas ou aqueles que ocupam um cargo importante. Mas um padre tem uma altíssima consagração. E porque tem essa altíssima consagração, e com ela pode prejudicar-nos lá embaixo (gesto para baixo) do modo mais devastador, lançamo-nos mais contra os padres do que contra os outros homens. É o que aconteceu (chorando), o que aconteceu comigo. Eu pensava.

E: Diga a verdade, Verdi, somente a verdade em nome de Jesus Cristo, para a glória de Deus, somente a verdade sobre sua vida.



Abandono da oração

V: … eu pensava: agora sou padre. Alcancei minha meta. No início até que exerci bem o meu ministério, mas depois, depois de certo tempo achava aquilo monótono. Comecei a deixar a oração do Breviário. No início não rezava mais a oração toda. Depois, pouco a pouco, comecei a não rezar mais, quando o dia era cansativo ou quando me parecia ser um dia cansativo. Justamente no início, adiava a oração e depois, pouco a pouco, cheguei a… Não quero falar.

E: Diga a verdade, Verdi, em nome de Jesus Cristo, para a glória de Deus! Diga a verdade sobre sua vida para advertir os padres! Diga a verdade, só a verdade!

V: … e depois, pouco a pouco, cheguei a pensar: “Ah! Estas insípidas orações do Breviário! São muito longas e exigem um tempo incrível”. Mas teria sido melhor não tê-lo pensado, porque a suspensão da oração do Breviário foi fatal para mim. Quando deixei de rezá-lo, caí, aos poucos, no pecado. Mas quando caí no pecado, o pecado da impureza, deixei, obviamente, de rezar a missa com devoção; não vivia mais no estado de graça. A Bíblia, e tudo o que nela se encontra, era para mim uma repreensão; os dez mandamentos e o Novo Testamento eram um chamamento à ordem, porque não os vivia mais no seu sentido verdadeiro. E visto que, tudo isso era para mim um alerta, não queria mais instruir as crianças como se deve e em profundidade; de fato, como poderia inculcar nelas o bem se eu mesmo não vivia bem, e por isso devo dizer… Não quero mais falar.

E: Em nome de Jesus Cristo, em nome do Santíssimo Sacramento do Altar, diga a verdade e só a verdade sobre a vida e a conduta do padre!

V: … Por isso devo dizer que como aconteceu comigo, assim acontece para a maior parte dos modernistas e humanistas, ou qualquer que sejam os nomes que têm. Como querem pregar às crianças e aos leigos as coisas que eles mesmos não vivem mais? Como pretendem dar ao mundo o que eles mesmos não têm mais, o que não está mais no íntimo deles? Deveriam mentir (lamentos). Não quero…

E: Diga a verdade e somente a verdade em nome de Jesus Cristo, em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho e do Espírito Santo, do Santíssimo Sacramento do Altar, só a verdade para a glória de Deus e para a orientação dos padres!

V: Seus corações se tornaram corrompidos, em muitos, em muitos mais do que se pensa. E quando não se tornaram ainda corrompidos, em todo caso, são já carcomidos. Mas, como maçã na qual está um verme, pode ficar, com o tempo, uma maça inteira, suculenta, intacta e difundir seu melhor perfume? Pode-o somente o padre que vive a virtude e dá o exemplo aos outros. Se os padres de hoje dessem exemplo de virtude à juventude e ao mundo, teríeis um mundo mil vezes melhor do que este. Como difundir o bem se não o tenho em mim? Como falarei do Espírito Santo, se eu mesmo fico contente de não escutá-lo, porque já deixei o caminho que…

E: Diga a verdade e somente a verdade em nome de Jesus Cristo, Verdi Garandieu!



Indiferença para com o Santo Sacrifício da Missa


V: … porque deixei a via que o Espírito Santo me traçara e prescrevera! É terrivelmente trágico, muito mais de quando vós, homens, possam pensar. É muito mais trágico, pois (chorando) um padre que não dá mais o bom exemplo e está para deixar o caminho da virtude, arrasta consigo um grupo de pessoas ou, em todo caso, várias pessoas, e isto começa durante a Missa. Do início ao fim da Missa o padre não a celebrará com profundidade e piedade se sua conduta sacerdotal não for adequada. Ele chegará até, como aconteceu comigo… (quase chorando).

E: Diga a verdade, Verdi Garandieu, somente a verdade em nome de Jesus Cristo e da Santíssima Virgem…!

V: … ele chegará até a sentir repugnância pela Missa, até a preferir que ela não existisse. E todavia, porque é sacerdote, celebra-a, deve celebrá-la ante o povo. Talvez no meu caso, a Santa Hóstia era ainda consagrada, e ainda o é, com milhares e milhares de padres que ainda crêem, porque Deus é misericordioso, porque os fiéis vêm com piedade no coração, e não podem saber o que existe no coração dos padres, mas (com voz exortante) ai, ai…

E: Diga a verdade e somente a verdade, Verdi Garandieu, em nome de Jesus Cristo, somente a verdade!



Padres modernos - Não se usa mais a batina.



Adaptação da Doutrina a uma vida fácil

V: …ai (com voz séria), ai dos padres que não dizem o que deveriam viver e ensinam aos fiéis seguirem falsos caminhos. Seria melhor… seria melhor que cada um deles dissesse publicamente no púlpito diante de todos os fiéis: “Perdoai-me, pequei! Não estou no caminho da virtude! Rezai por mim a fim de que eu retorne e de novo possa ensinar-vos o modo certo de viver no sentido mais vivo”. Seria melhor dizer isso. Seria um ato de humildade e nós não teríamos mais poder sobre eles, mesmo se um grupo de pessoas os desprezasse. Este grupo teria, malgrado tudo, no final, no mais profundo de si mesmo, alta estima por este padre. Contudo, seria um caminho melhor que o da hipocrisia e da perfídia (pronunciando as palavras com dificuldade).

Tem sentido ficar em pé, à frente, celebrar a Missa voltado para o povo e dizer: “Deus perdoará (respiração difícil), ide a ele. Ele vos compreenderá, ida ao Pai. Ele é Pai de Luz: se sois trevas, compreenderá e vos acolherá novamente na graça e no amor”.

Todos estes padres esquecem que são necessárias certas coisas para que este Pai de Luz tome de novo em seus braços os padres e os fiéis que pecaram. Aceita-os de novo, mas é necessário o arrependimento e não só, porque a reparação faz também parte do arrependimento e da confissão. Se quero melhorar, devo antes extirpar estes caminhos que conduzem ao pecado e que me são fatais. Devo antes começar no mais íntimo de mim mesmo, e só depois posso ser modelo para os outros, em toda profundidade desejada. Poder-se-ia dizer em poucas palavras, pregar à luz do Espírito Santo o que devo pregar, aquilo que sou encarregado de pregar, e tudo isso seria diante DAQUELE LÁ DE CIMA (gesto para o alto)… (respiração difícil).



Orar para obter perseverança

V: Por isso hoje se deveria rezar muito, é a perseverança para ficar firme até o fim.

Atualmente, seria preciso que cada padre gritasse em alto e bom tom, ao menos duas ou três vezes por mês: “Perseverai, segui profundamente o caminho, segui a estrada da cruz! Vede, Cristo teve parte melhor que vós?” Dever-se-ia gritar: “Vós que sois pobres e pouco tendes na vida, suportai isso com paciência, porque vossa recompensa será no céu”. E, contudo, não é como muitos santos o praticaram, por exemplo, um santo Cura d’Ars, que rezava e jejuava até o extremo. Dever-se-ia dizer ao leigos que vivem na pobreza: “Agradecei ao Senhor e louvai-o, porque vos concedeu o Dom da pobreza como imitação de Cristo, como também os apóstolos a praticaram. Agradecei ao Senhor, porque, se estais na pobreza, tendes muito menos tempo para a ociosidade. Porque deveis trabalhar mais e procurar o pão de cada dia”. A estes sobra pouco tempo para o ócio. O ócio é sempre o pai de todos os vícios.



A pobreza de numerosas famílias é uma grande bênção

V: Seria preciso dizer a quantos estão na necessidade, que têm muitos filhos e devem trabalhar bastante, de modo que não têm tempo para o luxo e para os excessos ou para os prazeres: “Louvai o Senhor três vezes ao dia, de joelhos e agradecei-lhe por Ter vos dado o trabalho, e também os vossos filhos para que os crieis e façais deles os próximos cidadãos do céu, porque, através de cada um de vossos filhos conquistareis mais graças”. Em vez disso, eles dizem, às vezes dizem também, e até padres, que se… Não quero falar!

E: Em nome de Jesus Cristo, diga a verdade, somente a verdade, Verdi Garandieu, para a glória de Deus, a respeito do sacerdócio.

V: … ao invés disso, quando uma mulher ou homem vem dizer-lhes: “Não fica bem para nós; tivemos um terceiro ou quarto filho ou apenas um segundo, depende. Temos problema de lugar. Temos tal problema ou um outro…” Então, o padre, ao invés de dizer-lhes: “Resistam, vivam neste velho apartamento e nestas salas com a graça de Deus (chorando); rezem todos os dias e agradeçam-no pelo que têm!”, ao invés disso (chorando)… Não quero falar!

E: Em nome de Jesus Cristo, continue, Verdi Garandieu, diga somente a verdade, para a glória de Deus!



A oração diária do Breviário salva os padres

V: Devo dizer que as mulheres constituem hoje a desgraça de milhares de padres. Não aconteceria se eles ainda rezassem como deveriam rezar, se tomassem nas mãos diariamente seu Breviário e se acreditassem no que os nossos Padres da Igreja ensinavam uma vez e que, com certeza, não inventaram. O que diziam era experimentando e se realizou, mostrou ser na vida o que é melhor para vós, e que dever ser mantido. Se tivesse sido mantido ainda hoje, não teríeis este caos, porque milhares de padres, mais de um milhão… vivem, não vivem, não vivem, não vivem…

E: A verdade e somente a verdade!

V: … na graça, devo dizê-lo. Milhares não vivem na graça, porque não rezam mais o Breviário… Como eu fazia e deixei de fazer. Se tivesse rezado (gritos de desespero, urro, pranto), se tivesse rezado, teria permanecido no caminho da virtude. Teria vindo meu anjo e me teria ajudado, mas nem mesmo o invoquei, descuidei e deixei rolar tudo. Desleixei também a juventude que me fora confiada há tantos anos, como o fazem os padres atuais. Posso dizer que não abandonei a juventude assim como hoje fazem muitos padres. Não a desleixei tanto.



Sem as almas expiadoras muitos padres iriam para o inferno

V: Isto sirva de advertência, para vós que ainda viveis na terra. Sirva de terrível advertência aos padres de hoje, recordando-lhes que não entrem no caminho fácil, porque entre eles havia ainda, pouco tempo faz, ou relativamente pouco tempo, bons padres como eu ou ao menos, de certo modo, bons padres, e que agora já estão no caminho largo que conduz à perdição. Se não receberem uma graça particular, levando um leigo ou uma alma reparadora, aos quais se dissesse (a situação dos padres), a expiar e rezar por eles, tais padres se perderão. Esta situação é terrível, assustadoramente trágica. Nada posso. Devo dizer as coisas tais quais são, tais e quais aconteceram a mim mesmo. Não se pode nada. Deus não é um personagem água-de-rosa que muda de uma só vez todas as leis segundo o desejo dos homens de hoje. Não lhes dá açúcar quando desejam açúcar. Ele permanece o mesmo, sempre. Desde o princípio ele era o mesmo. Desde sempre e ate’agora foi o mesmo e permanecerá sempre o mesmo. É terrivelmente trágico. Isso não poder ser mudado, malgrado o grande desejo dos homens de hoje, e sobretudo do clero, de mudá-lo. É terrivelmente trágico que não possa ser mudado, que o homem deva mudar a si mesmo logo, converter-se sem demora e começar em si, no mais íntimo de si mesmo. Cristo não disse; “Se teu olho é uma ocasião de queda, arranca-o e lança-o longe de ti?” (chorando).

E: Em nome de Jesus diga a verdade e somente a verdade!

V: Não eram palavras vãs. É completamente, totalmente verdade. Foi a desgraça de muitos padres. Os olhos… vêem muitas coisas e cheiram muitas coisas que não deveriam nem ver nem acolher. Começa com a televisão e continua até às…

E: Diga a verdade e somente a verdade, Verdi Garandieu!

V: … até às mulheres que infelizmente, agora têm o direito de permanecerem no presbitério. Isso diz respeito a tudo que se possa levar à tentação. Vale particularmente para hoje. Judas foi constrangido a dizê-lo: Antes as mulheres usavam o véu, especialmente durante a Missa; agora não usam mais. Mas deveriam usá-lo novamente e se não o fazem, o altar não deveria estar voltado para o povo, porque eu, Verdi Garandieu, celebrava a Missa voltado para o altar e não voltado para o povo. Todavia, cedi à tentação. Quanto mais os padres atuais,… cujo…

E: Diga a verdade, Garandieu, somente a verdade em nome de Jesus Cristo.


Seu tua mão é para ti ocasião de pecado, corta-a

V: … cujo olhar está à mercê de tudo, acolhe tudo o que não deveria acolher. Cristo disse também: “Se tua mão é para ti uma ocasião de queda, corta-a e lança-a para longe de ti, porque é melhor entrar na vida eterna com uma mão ou mesmo sem as duas, antes que ser lançado no horrível fogo que não termina jamais (com desespero) com as tuas duas mãos, teus dois olhos e teus dois pés”.

E: Diga a verdade e só a verdade em nome de Jesus!

V: Devo dizê-lo. Os padres atuais crêem que o Evangelho não existe mais; que o Evangelho pode ser interpretado e mudado como lhes convém! Crêem, por isso, que Cristo tenha falado só para o seu tempo e para seus apóstolos e para aqueles que viviam naquele tempo. Não acreditais que ele tenha falado muito mais para o tempo atual, que está em grande perigo de perder-se, onde tudo se tornou insípido pela técnica e pelo modo de viver da época, na qual tudo é vítima de tão terríveis tentações e onde não há ninguém para dar um basta a tudo isso? É como um tremendo fogo, poder-se-ia dizer, como bombas que explodem assustadoramente e espalham à sua volta mares de fogos, um fogo que não pode mais ser apagado pela pouca água, ainda derramada pelos bons padres, pelos rios de graça por eles espalhados.

E: Diga a verdade, Verdi Garandieu, somente a verdade, em nome de Jesus Cristo, para a glória de Deus, em nome da Santíssima Trindade!

V: O próprio demônio deveria aparecer para que eles acreditassem. ELE LÁ EM CIMA (gesto para o alto) permite certas coisas, mas todos recebem a graça, a todos são concedidas certas horas de graça, mas se não se quer… Cada um tem sua vontade livre.

Deve-se ler mais a Bíblia e o Evangelho. Há ainda mais a ser dito: no tempo atual aconteceram muitas revelações que podem ser consideradas vindas lá de cima (gesto para o alto). Mas, se não são levadas em consideração, e se deforma e interpreta até o Evangelho ao próprio gosto, então o Céu não pode… então… (respiração difícil).

E: Verdi, só a verdade, só a verdade! Continua a falar em nome de Jesus Cristo, diga a verdade e somente a verdade!

V: …então, o Céu não pode sequer ajudar-nos. Fez todo o possível e fez descer sua misericórdia sobre a humanidade.

Mas, se não se dá importância a estas graças de misericórdia e a estas tentativas de misericórdia, que Deus na sua grande clemência deseja oferecer-vos, como se pode… como…

E: Diga a verdade, Verdi Garandieu, diga a verdade em nome de Jesus Cristo, em nome da Santa Cruz! Diga a verdade e somente a verdade sobre o sacerdócio!



Também hoje Cristo seria rejeitado como agitador público

V: Se Cristo retornasse à terra e pregasse a mesma coisa, haveria também hoje milhares e milhares de pessoas que o considerariam um agitador e um louco, como agora, milhares e milhares de pessoas consideram os bons sacerdotes, as verdadeiras almas privilegiadas, os homens que ainda têm boas intenções, como loucos, perdidos em falsos caminhos, oriundos de famílias modestas. Ao invés de subir desce-se porque é mais fácil. Muitos padres, como eu já disse, não pregam em profundidade, não vão mais a fundo nas coisas, só porque seria uma reprovação para eles mesmos, que não o querem e pensam não poder fazê-lo. Se eles mesmos seguissem o caminho da virtude, poderiam aprofundar perfeitamente as coisas nas suas pregações mas o que não vivo e não quero, penso que nem mesmos os outros o possam e o queiram. Não posso mais, enquanto padre, exigir de meus leigos o que eu mesmo não vivo e não faço. É terrivelmente trágico o que acontece hoje nos vossos templos católicos. Isto vale também para os padres até para os cardeais de Roma. Se vivessem como Cristo e os apóstolos deram o exemplo, mostrariam também aos fiéis outro caminho, um caminho bem diferente, muito mais profundo, mais claro, mais estreito, um caminho que conduz ao céu. Esta é a causa. É a coisa mais trágica, porque eles mesmos não fazem penitência e não querem se converter, como já pregava João Batista, e como Jesus mesmo disse uma vez às pessoas e aos apóstolos nos seus repetidos sermões, então… (respiração fadigosa).

E: Diga a verdade, só a verdade, Garandieu, em nome de Jesus Cristo, só a verdade!

V: (Respiração difícil).

E: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Verdi Garandieu, diga a verdade e somente a verdade sobre o sacerdócio, porque é vontade de Deus.



Coração Frio



Iluminar os padres com tato

V: A maior parte dos padres que combatem o que é profundo, verdadeiro e bom, fazem-no porque eles mesmos não vivem mais, porque seus corações já se tornaram um lugar corrompido ou porque seguem a estrada larga do povo. Dever-se-ia ter coragem (a voz baixa)… Não quero falar.

E: Diga a verdade, para a glória de Deus, em nome de Jesus Cristo, em nome da Santíssima Virgem Maria, da Imaculada, a verdade sobre o sacerdócio!

V: … para muitos seria melhor Ter a coragem, quando derrubam tal ou tal coisa e preferem críticas, falar-lhes com franqueza, não de maneira ofensiva, mas que os edifique, mostrando-lhes que tão somente se deseja ajudá-los. Dever-se-ia aprender a psicologia.

E: Diga a verdade, somente a verdade!

V: Ou seja, a psicologia atual não é boa, porque precipita muitos na perdição, mas quando falo de psicologia entendo uma sã psicologia onde não se diz diretamente: “És mau, és horrível, por isso não queres”. Mas deveria dizê-lo com as palavras; precisaria poder dizer: “Não o vivendo mais no profundo de si mesmos, não o pregam, não ousam mais pregá-lo? A graça já os abandonou? Sabemos que os demônios, mais do que nunca, se lançam sobre a terra. Talvez precisem de oração… e eles rezam? Devem retornar à verdadeira profundidade não falsificada, para poder conduzir adequadamente seu trabalho”. Para homens que poderiam ouvir isto e são de uma natureza decidida e dura poder-se-ia usar meios mais enérgicos ainda. Os homens são todos diferentes, como já dizia padre Pio. Ele considerou os homens de diferentes modos. Mas, em todo caso se deveria ter a coragem de tomá-los nestes pontos, porque a maior parte… há poucos os que podem agir por ignorância, mas a maior parte pregaria de modo diferente e conduziria diferentemente seu rebanho, se fossem eles mesmos dispostos a viver melhor e seguir o caminho da renúncia. É uma grande verdade que, se bem que agora eu esteja perdido e no inferno, não tenho o direito de calar porque ELES (com voz aflita) LÁ EM CIMA (gesto para o alto) o ordenam, e porque aconteceu a mim mesmo o que… (as palavras esmorecem).

E: Diga a verdade, Verdi Garandieu!

Milhares de padres seguem o caminho fácil da perdição

V: … o que (com desespero, chorando e urrando) não teria jamais pensado que aconteceria comigo. Como viveria de modo diferente se pudesse retornar! Como me arrastaria de joelhos, dia e noite, como pediria a ELES LÁ EM CIMA (gesto para o alto) pelo meu rebanho! Nada seria demais para mim, mesmo se fosse martirizado por isso, martirizado mais de uma vez, mesmo se tivesse de morrer mártir! Eu o faria (chorando de desespero)… Eu o faria de boa vontade se ainda o pudesse! Aceitaria de boa vontade, consentindo no sacrifício se ELE LÁ EM CIMA o quisesse, se fosse sua vontade. Aspiraria sobretudo à primeira virtude: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o coração”. Procuraria como amá-lo. Que posso fazer por ele? Que coisa ele espera de mim, nesta hora? Que diria desta coisa? Qual comportamento me aconselharia? Há um provérbio que diz: Na dúvida, escolher o mais difícil. Os padres e os leigos vivem de acordo com este provérbio? É apenas um provérbio que não foi dado por Deus, mas diz a verdade. Deve ser utilizado amplamente e também no Reino LÁ EM CIMA (gesto para o alto), porque milhares de padres… Não quero falar!

E: Verdi Garandieu, diga a verdade, só a verdade para a glória de Deus, só a verdade em nome de Jesus Cristo, da Santíssima Virgem Maria, só a verdade e só a verdade sobre o sacerdócio!

V: … milhares de padres seguem o caminho da perdição porque não escolhem o que é difícil, porque seguem o caminho da menor resistência e porque escolhem o que lhes parece melhor e mais adaptado a si mesmos. Mas, nem sempre o que parece melhor e mais adaptado ao leigo e ao padre é bom também diante DELE LÁ EM CIMA! Precisa examinar-se continuamente, São Paulo dizia: “Examinai e retende o que é bom”. É válido também nas questões de fé e de estados de alma.



FIM.

Fonte: PSQNT / Maria Mãe da Igreja.Net

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO - PARA SEMPRE SEJA LOUVADO.../ SALVE MARIA - SALVE MARIA ... / SALVE JOSE - SALVE JOSE ...

Grande abraço, 

Levi L.O. Sousa.

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