Som de Guerra

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O destino humano


Morte e Juízo Particular
A Igreja acredita em dois destinos finais - um para os indivíduos e outro para a humanidade como um todo.
O que você pode esperar na morte está expresso no Novo Testamento, na Carta aos Hebreus: "Está determinado que os homens morram uma só vez, depois do que vem o julgamento..." (Hb 9,27). Sua vida como peregrino na terra atinge o ponto de chegada no momento da morte. Tendo transposto o limite deste mundo de tempo e mudança, você não pode mais escolher uma realidade diferente como o máximo amor de sua vida. Se sua opção fundamental de amor no momento da morte foi o Bem absoluto que chamamos Deus, Deus permanece sua posse eterna. Esta posse eterna de Deus chama-se céu. Se sua definitiva opção de amor no momento da morte foi algo inferior a Deus, você experimenta o vazio radical de não possuir o Bem absoluto. Esta ruína eterna chama-se inferno. O julgamento no instante da morte consiste numa revelação
límpida da sua condição imutável e livremente escolhida: a eterna união com Deus ou a eterna alienação.


O Purgatório e a Comunhão dos Santos
Se você morre no amor de Deus mas está com "manchas de pecado", estas manchas são eliminadas num processo de purificação chamado purgatório. Tais manchas de pecado são principalmente as penas temporais devidas aos pecados veniais ou mortais já perdoados, mas para os quais não foi feita expiação suficiente durante sua vida. Esta doutrina do purgatório, contida na Escritura e explanada na tradição, foi claramente expressa no li Concílio de Lião (l274 d.C.). Tendo passado pelo purgatório, você estará plenamente livre do egoísmo e será capaz do amor perfeito. Seu eu egoísta, aquela parte de você que sem cessar procurava autosatisfação,terá morrido para sempre. O seu "novo eu" será sua - mesma pessoa íntima, transformada epurificado pela intensidade do amor de Deus por você.
Além de ensinar a realidade do Purgatório, o 11 Concílio de Lião afirmou também que "os fiéis na terra podem ser de grande ajuda" para os que sofrem o purgatório, oferecendo por eles "o Sacrifício da Missa, orações, esmolas e outros atos religiosos". Está incluído nesta doutrina o laço de unidade - chamado Comunhão dos Santos - que existe entre o Povo de Deus na terra, e os que partiram à nossa frente. O Vaticano li, refere-se a este vínculo de união dizendo que "recebe com grande respeito aquela venerável fé de nossos antepassados sobre o consórcio vital com os irmãos que estão na glória celeste ou ainda se purificam após a morte" (Lumen Gentium, nº 51). A Comunhão dos santos é uma rua de mão dupla: no trecho acima citado, o Vaticano II afirma que, assim como você na terra pode ajudar aqueles que sofrem o purgatório, assim os que estão no céu podem ajudá-lo na sua peregrinação, intercedendo por você junto de Deus.


O Inferno
Deus, que é infinito amor e misericórdia, é também justiça infinita. Por causa da justiça de Deus e também por causa do seu total respeito pela liberdade humana, o inferno é uma possibilidade real como destino eterno de uma pessoa. É difícil para nós entender este aspecto do mistério de Deus. Mas o próprio Cristo o ensinou etambém a Igreja o ensina. A doutrina do inferno está claramente na Escritura. No Evangelho de Mateus Cristo diz aos justos: "Vinde, benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a
fundação do mundo". Mas aos ímpios Ele dirá: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e para os seus anjos" (Mt25,34.41). Em outro lugar se recorda que Jesus disse: "É melhor entrares mutilado para a Vida do que, tendo as duas mãos, ires para a geena, para o fogo inextinguível" (Mc 9,43). Um ponto que se destaca claramente desta doutrina é a realidade da liberdade humana. Você é livre para buscar a Deus e servi-lo. E é livre para fazer o contrário. Em ambos os casos, você é responsável pelas
consequências. A vida é um assunto sério. O modo como você a vive faz uma grave diferença. Você é livre, radicalmente livre, para buscar a Deus. E é livre, radicalmente livre, para escolher a dor inexprimível de sua ausência.


O Céu
A graça, presença de Deus dentro de você, é como uma semente, uma semente vital, que cresce, e está destinada, um dia, a desabrochar na sua plenitude. Deus se deu a você, mas dum modo escondido. No tempo presente, você o procura mesmo se já o possui. Mas chegará o tempo em que sua procura vai terminar. Você
então verá e possuirá a Deus completamente. Isto é o que foi revelado. Na sua primeira carta, São João nos diz: "Caríssimos, desde já somos filhos de Deus; mas o que nós seremos ainda não se. manifestou. Sabemos que por ocasião desta manifestação seremos semelhantes a Ele, porque o veremos tal como Ele é" (l Jo 3,2).
E, na sua primeira carta aos Coríntios, São Paulo escreve: "Agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas depois conhecerei totalmente, como sou conhecido" (I Cor 13,12). Isto é o céu: a direta visão de Deus face a face como Ele é Pai, Filho e Espírito Santo; união perfeita e total com Deus, um êxtase de contentamento que vai além de toda imaginação humana; o "agora" da eternidade no qual tudo é sempre novo, aprazível e presente para você; a torrente calorosa de alegria na companhia de Jesus, de sua Mãe e de todos os que você amou e conheceu; a ausência total de dor, de pesar, de más recordações; o gozo perfeito de todos os poderes da mente e (após a ressurreição no Dia do Juízo) do corpo. O céu é isto. Quer dizer, isto é uma descrição pálida e humana daquilo que Deus prometeu aos que o amam, daquilo que Cristo conquistou para nós com sua morte e Ressurreição.


Um novo céu e uma nova terra
A fé no juízo final no último dia está claramente expressa nos credos da Igreja. Naquele dia, todos os mortos ressuscitarão. Pelo poder divino, todos estaremos presentes diante de Deus como seres humanos corpóreos. Então Deus, Senhor absoluto da história, presidirás um panorâmico julgamento de tudo o que a
humanidade fez e suportou através dos longos séculos nos quais o Espírito atuou para nos gerar como um povo. Quando chegará este dia? Numa passagem notável, repleta da esperança em todas as coisas humanas, o Vaticano II, faz essa pergunta e expressa a visão da Igreja: "Nós ignoramos o tempo da consumação da terra e da humanidade e desconhecemos a maneira da transformação do universo. Passa certamente a figura destemundo deformada pelo pecado, mas aprendemos que Deus prepara morada nova e terra nova. Nela habita a justiça e sua felicidade irá satisfazer e superar todos os desejos da paz que sobem nos corações dos homens".
Enquanto isso, durante o tempo que nos resta, "cresce aqui o corpo de uma nova família humana, que já pode apresentar algum esboço do novo século".
Depois que "propagarmos na terra os valores da dignidade humana, da comunidade fraterna e da liberdade, todos estes bons frutos da natureza e do nosso trabalho, nós os encontraremos novamente, limpos contudo de toda impureza, iluminados e transfigurados... O Reino já está presente em mistério aqui na terra. Chegando o
Senhor, ele se consumará" (Gaudium et Spes, nº 39). Este reino já está presente em mistério. Já raiou o dia em que Deus "enxugará toda lágrima dos seus olhos, e nunca mais haverá morte". Já raiou o dia em que Ele diz a todos os seres vivos: "Eis que eu faço novas todas as coisas... Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim" (Apoc 21,4.5.6). Entrementes, trabalhamos e rezamos para o pleno florescimento deste reino vindouro. Com os primeiros cristãos, exclamamos: Marana tha! Vem, Senhor Jesus! Nós te buscamos
Autor do planejamento: Lúcia



ARQUIDIOCESE DE BRASÍLIA
PARÓQUIA SÃO JOSÉ
CATEQUESE DE CRISMA
Apostila do Catequista

domingo, 22 de fevereiro de 2015

AS ARMAS CONTRA O MAL

O que são as armas defensivas e ofensivas da alma?
São dons potentíssimos com os quais Deus nos dotou
para enfrentarmos o inimigo de nossa salvação...
A começar: precisamos ficar atentos
aos apelos instintivos dos nossos sentidos...
E depois ouvirmos...
E ouvirmos...
As moções do Espírito Santo em nós...
para calarmos as vozes dos nossos impulsos carnais...

Essa potencialidade que Deus nos deu...
é a chave do segredo de nossa liberdade...
Nenhum veneno diabólico penetra em nós
se não o permitimos...
Por vontade de Deus nada de mal nos acontece
quando nos conservamos em estado de graça...

O pecado é o nosso pior inimigo...
Porque é ele quem nos expõe ao perigo
de sermos tragados pelo mal...
Todo pecado, seja ele de que natureza for,
se constitui em ninho infernal
onde o mal deposita o joio da confusão...
Da discórdia e divisão...
Da violência e do medo...
Da impureza e perversão...
Das doenças psicossomáticas...
Que em muito nos enfraquece na luta contra ele...

Jesus nos ensina: “Em verdade, em verdade vos digo:
todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo”. (Jo 8,34).
Assim, só é possível vencermos o mal
se eliminarmos o meio que ele utiliza para nos atingir...
Ou seja, se eliminarmos o pecado...
E só é possível isso por meio de Jesus,
o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo...(Cf. Jo 1,29)
Desse nosso mundo interior e exterior...

O pecado é uma ofensa de origem espiritual
que nos afasta de Deus...
Ele gera a incredulidade e o desamor...
a indiferença, a impaciência e o torpor da alma...
Pois ele nos priva da graça do Senhor que nos protege...
nos expondo aos caprichos do inferno,
tornando-nos inimigos de Deus...

O meio mais fácil de se atingir e destruir a alma humana
é mantê-la escrava da mentira...
Porque a mentira é a porta voz
de todas as escravidões do humano...
Disse Jesus: “Vós [que mentis] tendes como pai o demônio
e quereis fazer os desejos de vosso pai.
Ele era homicida desde o princípio
e não permaneceu na verdade,
porque a verdade não está nele.
Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio,
porque é mentiroso e pai da mentira”. (Jo 8,44).

Por outro lado,
a verdade é a fonte perene e segura de nossa liberdade...
“E Jesus dizia aos [...] que nele creram:
Se permanecerdes na minha palavra,
sereis meus verdadeiros discípulos;
conhecereis a verdade e a verdade vos livrará”. (Jo 8,31-32).

Portanto, quem permanece na verdade
pode até sofrer perseguição, injustiça e calúnia...
mas nunca perde a batalha...
porque a injustiça e a calúnia quando se apresentam
já se apresentam derrotadas...
porque não passam do que são: injustiça e calúnia...

Vejamos, então, os dons do Senhor
que nos mantém no seu amor, na sua proteção...
Essas são as armas defensivas e ofensivas
na luta contra o mal...

Armas Defensivas:
Obediência aos mandamentos...
Vida de oração...
Vivência dos Sacramentos...
Prática das Virtudes do Espírito Santo:
amor, alegria, paz, paciência, afabilidade,
bondade, fidelidade, brandura, temperança. (Cf. Gal 5,22-23).
Penitência...
Perdão...

Armas Ofensivas:
Exorcismos...
Não consentir nas tentações...
Invocação do Nome de Jesus...
Invocação do Sangue de Jesus...
Intercessão da Virgem Maria:
oração do terço, Novena, Ofício de Nossa Senhora...
Intercessão dos Santos...
Uso dos sacramentais:
medalhas, escapulários, Terço dos Anjos,
água benta,consagração e bençãos...

Atenção...
Nunca confundir Sacramentais com superstições...
Os Sacramentais são sinais de fé
que nos conferem graças atuais...
que são estímulos especiais para evitarmos o pecado
e nos mantemos em conformidade com a vontade de Deus...

As superstições são crendices populares
onde se atribui poderes mágicos ou proteção
à objetos, palavras ou gestos...
Decorrendo daí os desvios de fé...
Ou seja, deixa-se de confiar em Deus
para pôr confiança em coisas, pessoas ou palavras...

Os Sacramentais foram instituídos pela Igreja
com a autoridade que o Senhor lhe conferiu na pessoa de Pedro:
“Eu te darei as chaves do Reino dos céus:
tudo o que ligares na terra será ligado nos céus,
e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. (Cf. Mt 16,17-19).
Eles ajudam a manter-nos em comunhão com o Espírito do Senhor...

Já as Superstições têm sua origem no espírito das trevas,
do qual brotam todos os embustes e enganos deste mundo...
“Ora, as obras da carne são estas:
fornicação, impureza, libertinagem,
idolatria, superstição, inimizades,
brigas, ciúmes, ódio, ambição,
discórdias, partidos, invejas, bebedeiras,
orgias e outras coisas semelhantes.
Dessas coisas vos previno, como já vos preveni:
os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!” (Gal. 5,19-21).

Destarte, não tenhamos medo,
Digamos, pois, com o salmista:

Salmo 120

Para os montes levanto os olhos:
de onde me virá socorro?
O meu socorro virá do Senhor,
criador do céu e da terra.
Ele não permitirá que teus pés resvalem;
não dormirá aquele que te guarda.
Não, não há de dormir,
nem adormecer o guarda de Israel.

O Senhor é teu guarda,
o Senhor é teu abrigo, sempre ao teu lado.
De dia, o sol não te fará mal;
nem a lua durante a noite.
O Senhor te resguardará de todo o mal;
ele velará sobre tua alma.
O Senhor guardará os teus passos,
agora e para todo o sempre.

Paz e Bem!

http://ossoldadoscatolicos.blogspot.com.br/2012/01/as-armas-contra-o-mal.html

Postagem em destaque

Inaugurado primeiro templo de “adoração a Lúcifer ” na America do Sul.

Embora ao longo dos séculos o satanismo tenha existido com diferentes nomes, sua versão moderna é uma criação do norte-americano Anton...