Som de Guerra

domingo, 10 de janeiro de 2016

Líder satânico promete inaugurar um templo de adoração a Lúcifer na Colômbia

Problemas legais adiaram a abertura, mas a capela demoníaca pode entrar em funcionamento em breve

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No final de 2015, uma notícia gerou alarde no departamento* colombiano de Quindío: foi anunciado que já está pronto na região um templo dedicado à adoração de Lúcifer; o local, no entanto, não pôde ser inaugurado na data prevista, 27 de dezembro, devido a problemas legais.
As imagens do templo veiculadas pela mídia do país mostram um salão com bancos vermelhos e um cenário adornado com mantos da mesma cor, em cujo centro há uma imagem dourada do diabo, sentado ao lado de um púlpito com a cruz invertida. Chama a atenção, logo de cara, a paródia aos espaços cristãos de celebração, além do uso predominante das cores preta e vermelha.
A fachada do templo tem três vitrais com imagens de cruzes invertidas e uma porta de aço com aldravas nas quais aparece talhado o rosto do diabo. Na parte traseira da edificação, mais um vitral com a estrela de cinco pontas e a figura de um bode no centro.
Reação da Igreja
Dom Pablo Emiro Salas manifestou a sua rejeição à ideia de um templo satânico dentro do território abrangido pela diocese de Armenia, da qual é bispo desde 2014. Várias paróquias católicas já celebraram vigílias de oração pedindo a proteção de Deus. Comunidades evangélicas também incluíram esta intenção em seus cultos.
Preocupação civil
A mídia colombiana relatou a preocupação dos vizinhos com a abertura do “templo” – ou “capela”, como também vem sendo chamado devido às proporções pequenas do edifício. As autoridades observam a novidade com atenção. Um delegado local, Ricardo Suárez, afirmou que “o país respeita a liberdade de culto”, mas observou que essa liberdade é regulada pela legislação e ressaltou que as autoridades deverão exigir que o local cumpra todas as leis pertinentes.
A quem os adeptos adoram?
O promotor da capela satânica é Víctor Damián Rozo, que, em declarações à rádio Blu, procurou apresentar diferenças entre Satanás e Lúcifer: “Nós não adoramos Satanás nem fazemos sacrifícios. Nós veneramos Lúcifer, que, para nós, é deus. Isso não tem absolutamente nada a ver com o diabo, como alguns creem”.
Apesar do jogo de linguagem com os diversos nomes dados pela fé cristã ao diabo, ainda fica claro de quem ele se declara seguidor: “Simplesmente adoramos Lúcifer, que é o nosso ‘anjo de luz’, aquele que se rebelou contra o grande ditador, que é Deus”. Víctor Damián Rozo também explica que os rituais previstos em seu templo consistem no “agradecimento ao anjo de luz pelos favores recebidos”.
O líder do templo satânico da Colômbia afirma ainda que “as autoridades já tentaram muitas vezes nos fechar, mas todos os nossos papéis estão em ordem e eles não podem fazer nada”. Não só isso: ele aproveita suas aparições na mídia para fazer um provocativo proselitismo, sugerindo que as autoridades “deveriam tentar adorar Lúcifer para ver como ele muda a sua vida”.
Quem é Víctor Damián Rozo Villarreal?
Existem 13 páginas e 14 perfis pessoais de Víctor no Facebook. Nem todos estão atualizados, mas todos apresentam a mesma estética ocultista e mensagens semelhantes. Se contarmos os seus blogs, a lista ultrapassa 160, abordando temas como feitiços, vodu, pactos com o diabo e magia negra. Víctor também publica vídeos no YouTube e mantém um site com “instruções” para quem quiser fazer um pacto com o diabo.
A finalidade de tal pacto, apresentada entre abundantes erros de ortografia, é “contribuir para o crescimento material de todas as pessoas do mundo por meio de uma assessoria eficaz para fazer um pacto com o diabo, com resultados 100 % efetivos, ficando satisfeitos e comprazidos todo aquele que quiser saber como se faz um pacto com Satanás”.
Pois é: Víctor se esqueceu, aqui, da sua própria diferenciação entre Satanás e Lúcifer…
O líder satânico espera “contar em 2024 com 10 milhões de afilhados ao redor do mundo, que possam dar fé e testemunho de que fazer um pacto com Lúcifer nada mais é do que mudar de doutrina e ter encontrado a felicidade integral ao fazer um pacto com o diabo”.
Ele afirma já ter mais de 4.000 “afilhados”. Sua nova capela, chamada por ele de “Sementes de Luz”, teria hoje 200 “fiéis”.
O pacto com o diabo
Ao explicar melhor o tal pacto que “nada mais é que mudar de doutrina, mudar de deus”, Víctor informa que ele consiste, na prática, em fazer a própria vontade sem normas religiosas nem morais. Quem impede essa postura é a Igreja católica, “a grande rameira” que impõe aos seus membros uma doutrina da qual Víctor quer “libertá-los”. Diz ele: Os católicos “criaram um tabu sobre Lúcifer para fazer você acreditar que ele é mentiroso e mau e levaram você para onde eles queriam. E tudo isso para enriquecer o próprio bolso e para manter o povo submisso ao seu poder”.
A finalidade do pacto satânico, segundo o fundador do templo, é o “êxito financeiro”, apelo certamente chamativo para muita gente. Víctor vai além: “Ele não vai dar só dinheiro; vai dar tudo o que você pedir”.
O que o líder satânico chama de “processo” para a realização do pacto dura 25 dias e, segundo ele, “não tem consequências negativas para quem faz o pacto nem para a sua família”. Não haverá sequer “possessões demoníacas”, promete Víctor. Depois do pacto, será possível “levar uma vida normal. Isto significa que você vai poder assistir a cerimônias religiosas como casamentos, batizados, sem importar a religião. Mas você, no íntimo, vai saber quem é o seu deus”.
Chegamos então ao ponto crucial desta história: Víctor afirma que o adepto do seu templo “não terá que fazer nenhum tipo de sacrifício nem ritual satânico. O sacrifício sou eu que faço”. Ele estabelece para os seus seguidores uma relação pessoal de dependência dele próprio. E é bem claro: “Você vai seguir as minhas instruções ao pé da letra. Eu vou dar as instruções diariamente por e-mail ou por telefone”.
E dá até um exemplo: “Se eu mando uma oração para você fazer às 11h, é nessa hora que você tem que fazer, não antes nem depois, porque temos que estar coordenados. Na hora em que você estiver fazendo a oração, eu vou estar trabalhando no meu altar com a sua fotografia e com os seus dados”.
A reação do bispo de Armenia
Dom Pablo Emiro Salas reagiu com rapidez à notícia da abertura do templo satânico. Num comunicado detalhado, ele resume a doutrina católica sobre o diabo: ele “existe, não é um mito”, conforme testemunham a Sagrada Escritura, as palavras do próprio Jesus, o magistério da Igreja, o catecismo e as frequentes alusões do papa Francisco.
O bispo faz um discernimento cristão do culto satânico observando que se trata de “uma forma de idolatria; um autêntico pecado mortal. Qualquer forma de culto satânico é uma opção pelo diabo em vez da fé em Deus”.
Dom Pablo se dirige ao seu clero e aos fiéis para esclarecer a reação adequada dos crentes: “Vivamos com autenticidade a nossa fé e rejeitemos toda forma de sedução enganosa do diabo. A vida cristã é um combate, uma permanente luta contra o mal; estaremos sempre combatendo o inimigo que quer nos separar de Deus”. A oportunidade, ressalta, é de “evangelizar com seriedade”.
“Não sejamos ingênuos nem covardes. O culto a Satanás será sempre um desafio não só para a fé, mas também para a sociedade, para a moral pública, para as famílias, para os nossos filhos, para a ordem institucional”, já que o satanismo gera “situações muito dramáticas que põem em risco a integridade das pessoas que o praticam e que, em muitos casos, ainda constituem delitos perante as leis do país”. Por fim, o bispo de Armenia pede às autoridades que zelem “pela integridade das pessoas, especialmente das crianças, adolescentes e jovens de Quindío”.
* Um “departamento”, na Colômbia, equivale a um Estado no Brasil, a um distrito em Portugal ou a uma província em Angola e Moçambique.

http://pt.aleteia.org/2016/01/08/lider-satanico-promete-inaugurar-um-templo-de-adoracao-a-lucifer-na-colombia/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-

O que diz a Igreja sobre as sociedades secretas como a Maçonaria e outras do mesmo gênero?

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I. O Código Pio-Beneditino previa, no seu cânon 2335, explicitamente, excomunhão automática, reservada à Sé Apostólica, para quem aderisse à maçonaria:
Can. 2335Nomen dantes sectae massonicae aliisve eiusdem generis associationibus quae contra Ecclesiam vel legitimas civiles potestates machinantur, contrahunt ipso facto excommunicationem Sedi Apostolicae simpliciter reservatam. [“Quem inscrever seu nome na seita maçônica ou em outras associações, do mesmo gênero, que conspiram contra a Igreja ou contra as legítimas autoridades civis, incorre ipso factoem excomunhão reservada à Sé Apostólica” — tradução livre minha.]
II. Em 1981, antes da entrada em vigor do novo Código, a Congregação para a Doutrina da Fé emitiu uma declaração onde dizia que «não foi modificada de algum modo a atual disciplina canónica» e, portanto, que não foi tampouco «ab-rogada a excomunhão nem as outras penas previstas». O antigo cânon, então, «veta[va] aos católicos, sob pena de excomunhão, inscreverem-se nas associações maçônicas e outras semelhantes».
Ou seja: nesta época, embora houvesse um cuidado (que se pode dizer pastoral) para distinguir as responsabilidades individuais em cada caso concreto, a Igreja absolutamente não mudara nem estava em vias de mudar o seu «juízo de carácter geral sobre a natureza das associações maçônicas», que permanecia negativo.
III. No final de 1983, no ano em que foi publicado o novo Código de Direito Canônico, a mesma Congregação para a Doutrina da Fé emitiu uma segunda declaração onde dizia que continuava «imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas». Ainda, acrescentou que os «fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão».
Há aqui uma mudança de direito eclesiástico: ab-rogado o antigo cânon 2335 sem que se lhe tenha colocado no novo Codex dispositivo correspondente, permanecia contudo a proibição aos católicos de ingressarem na maçonaria, sob pena não mais deexcomunhão, mas de pecado grave.
Continuava e ainda continua vigente, não obstante, o cânon que prevê excomunhão automática para «o apóstata da Fé, o herege e o cismático» (CIC 1364). Portanto, se a adesão a uma loja maçônica ou a qualquer outra associação análoga importar em um pecado contra a Fé, o sujeito queda excomungado automaticamente: não mais pela inscrição na maçonaria (pena do antigo cânon 2335), mas pelo pecado contra a Fé Católica (pena do atual cânon 1364). É o mesmo raciocínio aplicável à questão da excomunhão dos comunistas.
IV. Pouco depois de um ano, em 1985, foi emitida pela CDF uma terceira declaração, mais longa que as anteriores. Esta é muito interessante e vale uma leitura na íntegra, porque distingue bem as questões morais(aquilo que é pecado) das penais (o subconjunto dos pecados ao qual são impostas determinadas penas pelo Direito Canônico). Além disso, explica detalhadamente os princípios que norteiam o parecer negativo da Igreja sobre a maçonaria:
Mesmo quando, como já se disse, não houvesse uma obrigação explícita de professar o relativismo como doutrina, todavia a força “relativizante” de uma tal fraternidade, pela sua mesma lógica intrínseca[,] tem em si a capacidade de transformar a estrutura do ato de fé de modo tão radical que não é aceitável por parte de um cristão, “ao qual é cara a sua fé” (Leão XIII).
Esta solução canônica, conclua-se, é a que está atualmente vigente: participar da maçonaria ou de outras sociedades secretas é pecado grave e, na medida em que esta participação leve a um pecado contra a Fé, conduz à excomunhão por heresia, apostasia ou cisma do cânon 1364.
V. Para fins informativos — pois os aspectos normativos vigentes são os que foram acima expostos — é interessante anotar o seguinte: um recente “questionário sobre a descrença” coloca a maçonaria (cf. q. 3.4) entre os «fenômenos ou movimentos para-religiosos»; e o Papa Francisco, quando esteve em Turim no ano passado, fez uma referência bem pouco positiva aos maçons:
[E]m finais do século xix a juventude crescia nas piores condições: a maçonaria estava no auge, até a Igreja nada podia fazer, havia o anticlericalismo, o satanismo… Era um dos momentos mais obscuros e um dos lugares mais tristes da história da Itália
VI. Em resumo, é possível sintetizar o que segue:
  • mera inscrição na maçonaria ou em outras sociedades secretas não implica mais em uma pena de excomunhão automática.
  • Todavia, mesmo a mera inscrição é matéria de pecado grave, conforme reiteradas manifestações da Congregação para a Doutrina da Fé o afirmam (naturalmente, aplicam-se aqui os critérios morais genéricos dos pecados mortais, para cuja concretização exige-se conhecimento e livre consentimento).
  • Os princípios da maçonaria são irreconciliáveis com os da Fé Católica, de tal sorte que a adesão àqueles «tem em si a capacidade de transformar a estrutura do acto de fé» católico.
  • Na medida em que o católico inscrito na maçonaria tenha a sua fé deturpada,aplica-se-lhe a pena de excomunhão do cânon 1364 — não mais pelo mero ingresso na loja maçônica, mas sim pela deturpação da sua fé provocada por ela.
http://blog.comshalom.org/carmadelio/49284-o-que-diz-a-igreja-sobre-as-sociedades-secretas?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

sábado, 2 de janeiro de 2016

Inaugurado primeiro templo de “adoração a Lúcifer ” na America do Sul.

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Embora ao longo dos séculos o satanismo tenha existido com diferentes nomes, sua versão moderna é uma criação do norte-americano Antony LeVey (1930-1997), que escreveu a “Bíblia Satânica” e criou uma religião que na essência seria ateísta, pois servir a Satanás para eles seria basicamente viver sem um deus, mas fazer o que determina sua consciência.
O uso do nome satanismo seria apenas uma maneira de simbolizar tudo que se opõe a Deus e sua lei moral.
Recentemente conseguiu ser reconhecido como religião nos EUA com os mesmos direitos do cristianismo. Isso inclui cerimônias públicas e a divulgação da sua fé em lugares públicos.
Agora, esse tipo de manifestação religiosa inaugura seu primeiro templo oficial num país da América do Sul e fala em se espalhar pelo continente. Liderado pelo satanista Damian Victor Rozo, que se intitula “pastor luceferiano”, foi inaugurado dia 27 de dezembro o templo “Sementes da Luz e de Adoração ao Diabo” na cidade de Quindio, Colômbia.
Em seus perfis nas redes sociais, Rozo se apresenta como “feiticeiro, espiritualista, bruxo de magia negra, vodu e macumba”. Explica ainda que ensina adoração a Lúcifer porque “é o nosso anjo de luz, que se rebelou contra o grande ditador que para nós é Deus”.
Além de oferecer trabalhos de magia negra, afirma que pode ensinar as pessoas como venderem sua alma a Satanás em troca de riquezas.
A inauguração do templo, que segundo ele foi construído com doações de satanistas do mundo inteiro, gerou grande polêmica na Colômbia. Contudo, uma vez que a igreja satânica cumpriu todos os requisitos legais, não pode ser impedida de atuar pois a constituição colombiana garante liberdade de culto.
Em declarações à imprensa, o pastor satanista salientou que “Lúcifer não tem absolutamente nada a ver com a figura do diabo que os cristãos acreditam”. Negou ainda que faça sacrifícios de animais ou humanos. Comparou a prática de sua igreja com os cultos cristãos, onde se canta louvores, fazem orações, pedidos, ensina-se a doutrina e desejam conquistar mais almas.
A Igreja católica da Colômbia emitiu um comunicado rejeitando esse tipo de culto. Em uma carta aberta, assinada pelo bispo Pablo Salas Anteliz Emiro e divulgada pela imprensa, pediu que os fiéis “vivam autenticamente a nossa fé e rejeitem qualquer forma de pecado e seduções enganosas do diabo”.
Também afirma estar preocupada com “a integridade das pessoas e especialmente as crianças, adolescentes e jovens de Quindio”. Ressalta que já pediu providências às autoridades, uma vez que a lei que regula a liberdade de religião na Colômbia, não inclui “atividades relacionadas ao estudo e experimentação de fenômenos psíquicos ou parapsicológicos e práticas mágicas ou supersticiosas”, como classificou o satanismo.

http://blog.comshalom.org/carmadelio/49222-49222

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Como é uma tentação? Como identificá-la e vencê-la?

Uma análise a partir do exemplo de Eva
Snow White princess with the famous red apple - pt

Pensemos em Jesus diante das tentações no deserto. Ele se livrou rapidamente do demônio. Não entrou em diálogo com o inimigo, mas lhe respondeu com convicção e de maneira decidida.


Pensemos agora em Eva. Analisemos as palavras do Gênesis sobre atentação original:


O demônio se aproxima e propõe um tema de conversa:


– É verdade que Deus vos proibiu comer do fruto de toda árvore do jardim?


E a mulher, em vez descartar seu interlocutor, começa um diálogo:


– Podemos comer do fruto das árvores do jardim. Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: Vós não comereis dele, nem o tocareis, para que não morrais.


Com este diálogo, a mulher se expôs a um grande perigo. A alma que sabe o que Deus proibiu não perde tempo com esta questão, não abre espaço para dúvidas, pensamentos inúteis, desejos ou atitudes que levam ao pecado.


Voltemos a Eva: o demônio, astuto como é e, além disso, pai da mentira, poderia fazê-la sucumbir, pois o anjo – anjo caído, mas que não deixa de ser anjo, com poderes angélicos muito superiores às qualidades humanas.


De fato, sabemos o que aconteceu: já iniciado o diálogo, já enfraquecido o entendimento da mulher, o demônio passou a fazer uma proposição direta ao pecado, uma mentira, pintando-lhe um panorama maravilhoso: ser como Deus.


– Oh, não! – tornou a serpente – vós não morrereis! Mas Deusbem sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal.


O demônio também pode oferecer uma felicidade oculta por trás dopecado, insinuando, além disso, que nada de ruim nos acontecerá; que podemos nos arrepender e que Deus é misericordioso. A essa altura da tentação, a alma ainda está em capacidade de parar, pois a vontade ainda não consentiu. Mas, se não corta imediatamente, as forças vão se enfraquecendo e a tentação vai tomando mais força.


Depois vem o momento do vacilo:


– A mulher viu que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência.


Vencer a tentação neste ponto é muito difícil, mas não impossível. No entanto, a alma já está muito enfraquecida diante do panorama tão atraente que lhe foi apresentado.


“Tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente.” E o que é pior: fez outro cair. Cometeu umpecado duplo: o seu e o de escândalo, fazendo que outro pecasse.


Depois vem o momento da desilusão: onde está o maravilhoso panorama sugerido pelo inimigo? “Então os seus olhos abriram-se; e, vendo que estavam nus, tomaram folhas de figueira, ligaram-nas e fizeram cinturas para si.” A alma percebe que ficou nua diante deDeus e que perdeu a graça santificante: Deus já não habita nela.


Depois da desilusão, vem o remordimento. Diante deste apelo da consciência, a pessoa pode tentar se esconder, rejeitando a voz deDeus, ou arrepender-se e pedir perdão ao Senhor no sacramento da confissão.


“E eis que ouviram o barulho (dos passos) do Senhor Deus que passeava no jardim, à hora da brisa da tarde. O homem e sua mulher esconderam-se da face do Senhor Deus, no meio das árvores do jardim. Mas o Senhor Deus chamou o homem, e disse-lhe: ‘Onde estás?’”


Como lutar contra as tentações?


A oração é o principal meio na luta contra as tentações e a melhor forma de vigiar. “Vigiar e orai para não cair em tentação” (Mt 26, 41). “Quem ora se salva, quem não ora se condena”, ensinava Santo Afonso Maria de Ligório.


O que fazer diante da tentação? Acabar com ela imediatamente. Como? Também orando, pedindo ao Senhor a força para não cair. O Catecismo nos diz que este combate e esta vitória só são possível com a oração (n. 2849).



“Não nos deixeis cair em tentação”, ensinou Jesus no Pai-Nosso. A oração impede que o demônio tome mais força e acaba mandando o demônio embora. Sabemos que temos todas as graças para ganhar a batalha, porque, “se Deus está conosco, quem estará contra nós?” (cf. Rom 8, 31).


E depois da tentação, o que fazer?


Se vencemos, precisamos atribuir o triunfo a quem ele pertence:Deus, que não nos deixa cair na tentação; agradecer-lhe e pedir seu auxílio para futuras tentações. Se caímos, saber que Deus nos perdoa quantas vezes tivermos pecado e, arrependidos e com desejo de não voltar a pecar, voltarmos a ele por meio do sacramento da Confissão.


(Artigo publicado originalmente por Catoliscopio.com)

As estratégias ocultas que o demônio usa contra você


Conheça as armadilhas do inimigo e saiba como se defender


Pixabay CC
O demônio pode nos atormentar no corpo e na mente. Ele nos tenta até cairmos no pecado, e então nos faz pensar que nossa situação é irremediável. Busca, assim, que duvidemos da misericórdia de Deus e caiamos no desespero.

Os planos estratégicos de Satanás

Satanás fez uma convenção universal de demônios. Em seu discurso de abertura, disse:

Não podemos evitar diretamente que os cristãos vão à igreja nem que leiam suas Bíblias e conheçam a verdade. Se tentarmos tirar isso deles diretamente, seremos expostos. Tampouco podemos evitar diretamente que se entreguem a uma relação íntima com seu Salvador. Ao mesmo tempo, sabemos que, se chegarem a isso, nosso poder sobre eles acabará.

Mas há algo que podemos fazer e que sempre nos deu resultado.

Deixemos que eles acreditem que são bons cristãos. Deixemos que façam coisas por Cristo quando sentirem vontade, mas roubemos seu tempo. Isso é o que quero que façam: distraiam-nos durante o dia inteiro, para que não mantenham sua conexão com seu Senhor.

Mas como fazer isso?

Mantenham-nos ocupados em trivialidades da vida e inventem inúmeras estratégias para ocupar suas mentes. Façam que eles gastem, gastem, gastem. Convençam-nos a trabalhar por longas horas todos os dias, 10, 12 horas por dia, para que mantenham esse estilo vazio de vida. Evitem que passem tempo com os filhos.

Sobrecarreguem suas mentes, para que não consigam ouvir aquela calma voz de Deus. Façam que escutem muito rádio e músicas o tempo todo, que mantenham os aparelhos ligados constantemente, seja TV, computadores, celulares… O importante é mantê-los distraídos com as nossas seduções. Eles nem perceberão que estão sendo tentados.

Com isso, eles viverão ocupados e ansiosos; não conseguirão escutar Deus, e muito menos deixar-se guiar por Ele. Encham as mesas com revistas, bombardeiem-nos com notícias da atualidade o tempo todo, invadam as ruas com anúncios publicitários, inundem-nos de propagandas inúteis, que ofereçam produtos gratuitos, serviços e falsas esperanças.

Apresentem lindas e magras modelos nas revistas, filmes e televisão, para que pensem que a beleza exterior é o mais importante, e fiquem insatisfeitos consigo mesmos e com seus cônjuges.

Substituam as festas religiosas por costumes pagãos: ao invés de Natal, Papai Noel; ao invés de Todos os Santos, Halloween; ao invés de quaresma, prolonguem o carnaval e as festas sensuais. Eles cairão facilmente.

Que nem se fale em morte, pecado nem nada disso. Que não se lembrem dessas realidades. Ofereçam coelhinhos e chocolates na Páscoa.

Mesmo em seu tempo livre, é preciso mantê-los muito ocupados, tentando fazer mil coisas; que não consigam contemplar o reflexo de Deus na natureza; que, quando voltem para casa, estejam exaustos. Mantenham-nos ocupados, ocupados, ocupados.

Encham suas vidas com coisas, ainda que sejam boas, para que não tenham tempo para a oração. Assim, em pouco tempo, eles estarão trabalhando com suas próprias forças somente, sacrificarão sua saúde e sua família.

Quando forem para alguma reunião ou atividade espiritual, que estejam atentos às fofocas e ao que acontece o redor deles, e não consigam prestar atenção no essencial.

Sigam estas ordens e eles serão seduzidos por nós. E se esquecerão da presença e do amor de Deus, caindo em nossas armadilhas.

http://pt.aleteia.org/2015/11/27/as-estrategias-ocultas-que-o-demonio-usa-contra-voce/

sábado, 5 de dezembro de 2015

Ruínas de Sodoma desvendadas: lições para o presente e para o futuro

A destruição de Sodoma, Benjamin West  (1738 – 1820)
A destruição de Sodoma, Benjamin West  (1738 – 1820)
Sodoma e Gomorra nas Sagradas Escrituras


Após décadas de escavações, uma equipe de arqueólogos tem certeza de que finalmente achou as ruínas de Sodoma, a cidade bíblica de espantosa memória, noticiou o jornal britânico“Daily Mail”

A equipe de arqueólogos leva adiante o Tall el-Hammam Excavation Project.

O chefe da equipe é o Dr. Steven Collins, professor de Arqueologia na Trinity Southwestern University, de Albuquerque, New Mexico, EUA. 

Os especialistas vinham cavoucando há muito tempo na localidade de Tall el-Hammam, no vale do Jordão (Jordânia), os restos de uma cidade de tamanho colossal da Idade do Bronze. 

Segundo ele, tratou-se de uma cidade “monstruosa” – uma megalópole – se comparada com as outras da região no mesmo período histórico.

As peculiaridades das ruínas apontavam impressionantes analogias com a descrição que faz a Bíblia da cidade de Sodoma, destruída por Deus.

Os restos correspondiam à maior cidade da região, como também diz a Bíblia de Sodoma, e estão situados ao leste do rio Jordão, numa área verde perto do Mar Morto. 

A cidade existiu entre os anos 3500 e 1540 antes de Cristo, data em que foi súbita e inexplicavelmente abandonada.

A destruição de Sodoma, junto com sua aliada Gomorra, está mencionada em numerosas partes do Antigo Testamento, inclusive no mais antigo livro que é o Gênesis. Mas também está referida no Novo Testamento.

O Antigo Testamento diz que Sodoma foi destruída pelo vício e pela homossexualidade que a tinham dominado. 
“Os habitantes de Sodoma eram perversos, e grandes pecadores diante do Senhor”. (Gênesis 13, 13)

Foi assim que, quando os dois anjos enviados por Deus entraram na casa de Lot:

“os homens da cidade, os homens de Sodoma, se agruparam em torno da casa, desde os jovens até os velhos, toda a população. E chamaram Lot: ‘Onde estão, disseram-lhe, os homens que entraram esta noite em tua casa? Conduze-os a nós para que os conheçamos’. Saiu Lot a ter com eles no limiar da casa, fechou a porta atrás de si e disse-lhes: ‘Suplico-vos, meus irmãos, não cometais este crime’”. (Gen 19, 4-7).

Lot foge de Sodoma com suas filhas. Jan Harmensz. Muller (1571-1628)
Lot foge de Sodoma com suas filhas.
Jan Harmensz. Muller (1571-1628)
Mas a multidão, ávida de perversão, fez violência contra Lot e avançou para derrubar a porta de sua casa e se apoderar dos jovens. 

Eles achavam que eram homens, mas na verdade eram anjos, que atingiram os homossexuais de cegueira. E a seguir anunciaram que destruiriam a cidade por ordem de Deus, e que Lot e sua família deviam partir naquela mesma noite. E assim só Lot e os seus se salvaram.
23. O sol levantava-se sobre a terra quando Lot entrou em Segor.

24. O Senhor fez então cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo, vinda do Senhor, do céu.

25. E destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo.

26. A mulher de Lot, tendo olhado para trás, transformou-se numa coluna de sal.

27. Abraão levantou-se muito cedo e foi ao lugar onde tinha estado antes com o Senhor.

28. Voltando os olhos para o lado de Sodoma e Gomorra e sobre toda a extensão da planície, viu subir da terra um fumo espesso como a fumaça de uma grande fornalha.

29. Quando Deus destruiu as cidades da planície, lembrou-se de Abraão e livrou Lot do flagelo com que destruiu as cidades onde ele habitava. (Gen 19, 23-29)

O episódio ficou como uma lição divina para a História. Sodoma e Gomorra (aliada de Sodoma na política e no vício) ficaram simbolizando a maldição e o repúdio de Deus aos pecados que bradam aos céus e pedem vingança. 
Moisés, vitral da catedral de Edinburgo, Escócia.
Moisés, vitral da catedral de Edinburgo, Escócia.
Por isso Moisés, após abençoar Israel, amaldiçoou-o, se no futuro viesse a abandonar a fidelidade a Deus, relembrando o castigo de Sodoma e Gomorra: 
“A geração vindoura, vossos filhos, que nascerem depois de vós, e o estrangeiro que vier de uma terra distante perguntarão, à vista dos flagelos e das calamidades com que o Senhor tiver afligido esta terra, à vista do enxofre e do sal, e deste solo abrasado, inculto e estéril, onde não cresce erva alguma - à semelhança da destruição de Sodoma e Gomorra de Adama e de Seboim, que o Senhor; devastou em sua cólera e em seu furor” (Deuteronômio 29, 23)

E sentindo-se já muito velho, Moisés entoou antes de morrer um cântico renovando as promessas ao povo eleito. E também as advertências divinas do que lhe aconteceria se prevaricasse: 
“Suas videiras são das plantações de Sodoma e dos terrenos de Gomorra; suas uvas são venenosas, seus cachos, amargosos. o seu vinho é veneno de serpente, o mais terrível veneno de cobra! 34. Eis uma coisa que está guardada comigo, consignada nos meus segredos: 35. a mim me pertencem a vingança e as represálias, para o instante em que o seu pé resvalar. Porque está próximo o dia da sua ruína e o seu destino se precipita”. (Deuteronômio 32, 32-35)

Com fundamento em Moisés, o profeta Isaías increpou o povo de Israel, que se afastava da Lei: 
“Ouvi a palavra do Senhor, príncipes de Sodoma; escuta a lição de nosso Deus, povo de Gomorra” (Isaías 1, 10)

E usou o exemplo das cidades malditas para profetizar o fim da cidade símbolo dos filhos da iniquidade, a Babilônia dos caldeus:
“Então Babilônia, a pérola dos reinos, a joia de que os caldeus tanto se orgulham, será destruída por Deus, como Sodoma e Gomorra”. (Isaías 13, 19)

Idêntica imagem empregou o profeta Jeremias contra a cidade de Jerusalém e seus sacerdotes que haviam abandonado hipocritamente a Lei:
“entre os profetas de Jerusalém vejo coisas hediondas: adultério e hipocrisia. Encorajam os maus, para que nenhum se converta da maldade. A meus olhos são todos iguais a Sodoma e seus congêneres semelhantes a Gomorra”. (Jeremias 23, 14)

Os Apóstolos se despendem de Nossa Senhora antes de ir evangelizar, Très Riches Heures du Duc de Berry, Folio 122v, Limbourg brothers (1385-1416)
Os Apóstolos se despedem de Nossa Senhora antes de ir evangelizar.
Très Riches Heures du Duc de Berry, Folio 122v,
Limbourg brothers (1385-1416)
E o mesmo Jeremias profetizou ameaçando a cidade pagã de Edom com a cólera com que Deus extinguiu Sodoma e Gomorra: 
“Repetir-se-á a catástrofe de Sodoma e Gomorra, e das cidades vizinhas - oráculo do Senhor. Ninguém mais habitará lá e nenhum ser humano a povoará”. (Jeremias 49, 18

No Novo Testamento, ao enviar os Apóstolos para pregar a Boa Nova e disseminar o Evangelho, Nosso Senhor Jesus Cristo advertiu aqueles que os recusassem, dizendo:
“Se não vos receberem e não ouvirem vossas palavras, quando sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi até mesmo o pó de vossos pés. Em verdade vos digo: no dia do juízo haverá mais indulgência com Sodoma e Gomorra que com aquela cidade. (São Mateus 10, 14-15)

O Divino Mestre empregou boa parte de sua vida pública pregando sua doce palavra e fazendo alguns de seus mais maravilhosos milagres na cidade de Cafarnaum. Entretanto, observando a dureza dos corações, comparou o destino dessa cidade hoje em ruínas ao da própria Sodoma: 
“E tu, Cafarnaum, serás elevada até o céu? Não! Serás atirada até o inferno! Porque, se Sodoma tivesse visto os milagres que foram feitos dentro dos teus muros, subsistiria até este dia. Por isso te digo: no dia do juízo, haverá menor rigor para Sodoma do que para ti!” (São Mateus 11, 22-24) Também São Lucas 10, 12.

Mas o castigo de Sodoma ficou não só como um exemplo para o passado, mas também para o futuro. E, quiçá – por que não? – para os presentes dias.

Assim o dá a entender São Pedro, o Príncipe dos Apóstolos, em sua segunda Epístola:
“se condenou à destruição e reduziu à cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra para servir de exemplo para os ímpios do porvir” (II São Pedro 2, 6)

E São Judas nos repete em sua Epístola o mesmo grave ensinamento. Assim, ele adverte os primeiros cristãos: 
“certos homens ímpios se introduziram furtivamente entre nós, os quais desde muito tempo estão destinados para este julgamento; eles transformam em dissolução a graça de nosso Deus e negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor”. (São Judas 1, 7-8)

Apocalipse: a destruição de Babilônia, prefigurada pela destruição de Sodoma. Tapeçaria de Angers, França.
Apocalipse: a destruição de Babilônia, prefigurada pela destruição de Sodoma.
Tapeçaria de Angers, França.
E lhes anuncia o terrível juízo de Deus sobre esses que se infiltram nas fileiras sagradas do cristianismo e praticam o homossexualismo:
“Da mesma forma Sodoma, Gomorra e as cidades circunvizinhas, que praticaram as mesmas impurezas e se entregaram a vícios contra a natureza, jazem lá como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. Assim também estes homens, em seu louco desvario, contaminam igualmente a carne, desprezam a soberania e maldizem as glórias”. (São Judas 1, 7-8)

São João no Apocalipse apresenta Sodoma como prefigura espiritual da civilização antinatural que os homens construirão no fim dos tempos.

Nela, os dois enviados de Deus – Elias e Enoc, segundo conceituados exegetas – pregarão contra o anticristo, serão mortos e terão seus corpos expostos na praça pública:

“Seus cadáveres (jazerão) na rua da grande cidade que se chama espiritualmente Sodoma e Egito (onde o seu Senhor foi crucificado). (Apocalipse 11, 8)

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