Som de Guerra

domingo, 10 de julho de 2016

Guia prático de como ir para o inferno


mao cerrada

Existem vários caminhos possíveis, mas somente um tem garantia absoluta de sucesso

O inferno é, em essência, a completa ausência de Deus. E não é Deus quem condena alguém ao inferno: é o próprio pecador que, livre e conscientemente, rejeita Deus em sua vida. Todo pecado mortal nos afasta de Deus, mas Deus está sempre pronto para nos perdoar até as mais abomináveis e terríveis ofensas. Basta que nos deixemos perdoar por Ele!

Pense nos maiores pecadores confessos de toda a história da humanidade. Pense nas piores abominações já cometidas por um ser humano em qualquer época ou lugar. Pense nos piores e mais hediondos pecados que a sua mente puder imaginar e esteja certo de que todos eles, absolutamente todos eles, podem ser perdoados por Deus – todos, menos um: o pecado contra o Espírito Santo.

Quem nos afirma isto é ninguém menos que Jesus Cristo:

“Por isso, eu vos digo: todo pecado e toda blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não lhes será perdoada” (Mateus 12, 31).

Se Jesus Cristo falou, então está falado: Deus é capaz de perdoar as maiores e piores abominações, mas não pode perdoar a blasfêmia contra o Espírito santo.

E, afinal, em que consiste esse pecado que nem mesmo Deus, em toda a sua misericórdia, pode perdoar?

Simples: consiste precisamente em não deixar que Deus perdoe!

O Espírito Santo de Deus está sempre nos iluminando para que “enxerguemos” o Seu Amor e o aceitemos. Foi só para isso que Deus nos criou: para nos amar e nos oferecer o Seu Amor sem reservas! O pecado contra o Espírito Santo consiste em não aceitar a Sua Luz e o Seu Amor; consiste em fechar-se completamente, consiste em recusar radicalmente a Deus, em endurecer o coração de modo impenitente, empedernido, irrevogável, sem permitir que Deus entre nele de forma alguma. O pecado contra o Espírito Santo é o pecado pelo qual o homem se nega, livre e conscientemente, a receber o Amor, o Perdão, a Misericórdia de Deus.

Diante disso, o que é que Deus pode fazer? Respeitar a decisão do pecador.

O Amor de Deus é tão incompreensivelmente total, extremo e infinito que, mesmo podendo “forçar” qualquer criatura a submeter-se à Sua Vontade, Deus não o faz! Deus escolhe respeitar a liberdade das suas próprias criaturas! Deus não quer nos impor o Seu Amor: Ele apenas o oferece a nós, submetendo-Se à nossa liberdade de aceitá-Lo ou rejeitá-Lo!

E quando uma pessoa, livre e conscientemente, decide impedir que Deus faça parte da sua vida, ela “tira” de Deus até mesmo a possibilidade de perdoá-la – porque Deus não pode forçá-la nem sequer a ser perdoada se ela não quiser.

Qualquer pecado mortal, pela sua gravidade e por ter sido cometido com plena consciência e pleno consentimento, pode nos privar de Deus. Mas qualquer pecado mortal pode ser perdoado se permitirmos que Deus nos perdoe.

O único, absolutamente único jeito de “garantir” a viagem sem volta para o inferno é o pecado contra o Espírito Santo.

E, certamente, não é uma viagem que valha a pena.


http://pt.aleteia.org/2016/07/08/guia-pratico-de-como-ir-para-o-inferno/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Jul%2010,%202016%2007:02%20am

sábado, 14 de maio de 2016

Símbolos, cores e números do Apocalipse: o que significam?


Do trono ao cordeiro imolado, do branco ao escarlate, do 3,5 ao 144.000 - passando pelo famigerado 666
apocalipse números

Símbolos misteriosos, cores e números nunca escritos ao acaso. Quem fala deles é Ignacio Rojas Gálvez, autor do livro “I simboli dell’Apocalisse” (“Os símbolos do Apocalipse”, ainda sem tradução ao português).
Rojas afirma que, no livro do Apocalipse, São João usa os símbolos para nos fazer compreender alguns aspectos da Revelação divina. O autor do Apocalipse apresenta um mundo que foge à lógica e à experiência humana – e são incontáveis os estudos de exegetas que tentaram “traduzir” as mensagens do Apóstolo.
SÍMBOLOS
Entre os símbolos evocados por João, a dicotomia Céu-Terra indica espaços onde se desenvolve a liturgia e a luta entre o bem e o mal; o trono representa Deus; o Cordeiro em pé, imolado, é Cristo, morto e ressuscitado; os vinte e quatro anciãos são a totalidade que louva a Deus; um rolo com sete selos é o plano de Deus para a história e para a humanidade; o lago é um símbolo negativo: o lugar da rejeição de Deus.
ANIMAIS
Em Apocalipse 4,6-7, João cita quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por trás. O primeiro ser se assemelhava a um leão; o segundo, a um bezerro; o terceiro tinha aspecto como de homem; o quarto era semelhante a uma águia que voa. Os quatro seres viventes têm seis asas cada um e, ao seu redor e por dentro, são constelados de olhos. Estes seres vivos representam a Criação, a vida que flui de Deus. Cada animal simboliza a sua qualidade fundamental: o leão, a realeza; o touro, a força; a águia, a velocidade e a altura. Já um animal negativo como o dragão evoca o poder terrível do mal.
CORES NUNCA ALEATÓRIAS
João não vê a realidade em preto e branco, e não é casual o uso de uma cor em vez de outra. O detalhe cromático nas descrições revela o desejo do autor de expressar através das cores uma forte carga emocional. O autor pinta um universo caracterizado principalmente por cinco cores. A chave de interpretação das cores é determinada pela sua utilização no conjunto da obra. Os atributos que acompanham os personagens e a sua relação com o bem e o mal nos propõem uma forma de interpretar essas cores.
  • CORES POSITIVAS: Os tons positivos são o branco, simbolizando a transcendência e a vitória do Ressuscitado e dos que triunfam com Ele, e o dourado, o ouro puro, reservado por João à liturgia, a fim de simbolizar a proximidade do mistério divino.
  • CORES NEGATIVAS: Três outras cores representam a face negativa da história: o vermelho escarlate simboliza o demoníaco e o violento (por exemplo, o dragão); o verde amarelado representa a fragilidade da vida; e o preto indica a miséria, as ameaças e a injustiça social.

OS NÚMEROS
O número mais presente em todo o livro e o preferido pelo autor é o sete, que simboliza a totalidade, a plenitude, na esteira das tradições religiosas ancestrais. É, portanto, bastante lógico que o três e meio, metade do sete, indique a parcialidade e a transitoriedade. Um período de três anos e meio, por exemplo, é um tempo definido e concreto, que tem um fim certo. O número quatro, que indica os quatro seres viventes, é o número da totalidade cósmica e da ação universal de Deus, posta em prática por meio dos anjos que provêm dos quatro ventos.
666
O número seis foi o que provocou o maior debate desde os inícios. A sua relação com o número da besta e o convite enigmático ao vidente para decifrá-lo deu origem às mais diversas interpretações. Destaque-se o texto seguinte: “Eis a sabedoria. Quem tem entendimento calcule o número da besta: é número de homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis” (Ap 13,18).
A modalidade de interpretação mais antiga desse número é conhecida pelo nome de “gematria”, uma antiga arte com a qual, através da análise numérica de um texto ou de uma simples palavra, tentam-se deduzir leis e correspondências. A cada letra corresponde um valor numérico; por exemplo, A tem o valor 1 e Z vale 900. Aplicar a gematria ao número 666 significa descobrir um nome cuja soma das letras, hebraicas, gregas ou latinas, corresponda a esse valor. Com a gematria, vários nomes foram “calculados” e a besta foi identificada com diversos personagens históricos. Ao longo dos séculos, as interpretações da simbologia numérica 666 fizeram jorrar rios de tinta e sugeriram figuras históricas de todos os tipos, de Nero a Stalin, passando por Domiciano, Hitler, Martinho Lutero e até cada papa reinante, só para citar alguns.
Atualmente, a interpretação mais aceita é a que vê o número 6 como defeituoso, como uma “imperfeição clamorosa”; o símbolo, portanto, seria uma forma de manifestar que a besta é vulnerável.
12 e 1.000
O número doze indica plenitude, mas com certa nuance social: designa o povo de Deus representado no passado pelas doze tribos de Israel e no presente pelos doze apóstolos do Cordeiro. A sua soma simboliza a plenitude da revelação de Deus na história: assim, o Antigo e o Novo Testamentos são representados, juntos, pelo número vinte e quatro. Já o número mil indica a totalidade divina e a plenitude da ação de Deus. O tempo é sacralizado graças à presença e à ação de Cristo.
144.000
Até as operações matemáticas são importantes para a compreensão de algumas cifras. Por exemplo, 144.000, o famoso número dos salvos, pressupõe a operação 12 × 12 × 1000, ou seja: o povo de Deus na sua totalidade (doze vezes doze), guiado no tempo (1000) pela plenitude da ação salvífica de Cristo.

http://pt.aleteia.org/2016/05/03/simbolos-cores-e-numeros-do-apocalipse-o-que-significam/

O número da besta e a matemática do Apocalipse


Afinal, o que significam os números citados no livro da Revelação?
666

O escritor Ignacio Rojas Gálvez, autor do livro “I simboli dell’Apocalisse” (“Os símbolos do Apocalipse”, ainda sem tradução ao português), afirma que o enigmático livro do Apocalipse, escrito pelo evangelista São João, emprega símbolos para nos fazer compreender alguns aspectos da Revelação divina. Entre esses símbolos, aparecem diversos números.
NÚMERO 7
O número mais presente em todo o livro e o preferido pelo autor é o sete, que simboliza a totalidade, a plenitude, na esteira das tradições religiosas ancestrais.
NÚMERO 3,5
O três e meio, ou seja, a metade do sete, indica a parcialidade e a transitoriedade. Um período de três anos e meio, por exemplo, simboliza um tempo definido, que passará.
NÚMERO 4
O número quatro representa a totalidade cósmica e a ação universal de Deus, levada à prática por meio dos anjos que provêm dos quatro ventos.
NÚMERO 666
O número seis foi o que provocou o maior debate desde os inícios. A sua relação com o número da besta e o convite enigmático ao vidente para decifrá-lo deu origem às mais diversas interpretações. Destaque-se o texto seguinte: “Eis a sabedoria. Quem tem entendimento calcule o número da besta: é número de homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis” (Ap 13,18). A modalidade de interpretação mais antiga desse número é conhecida pelo nome de “gematria”, uma antiga arte com a qual, através da análise numérica de um texto ou de uma simples palavra, tentam-se deduzir leis e correspondências. A cada letra corresponde um valor numérico; por exemplo, A tem o valor 1 e Z vale 900. Aplicar a gematria ao número 666 significa descobrir um nome cuja soma das letras, hebraicas, gregas ou latinas, corresponda a esse valor. Com a gematria, vários nomes foram “calculados” e a besta foi identificada com diversos personagens históricos. Ao longo dos séculos, as interpretações da simbologia numérica 666 fizeram jorrar rios de tinta e sugeriram figuras históricas de todos os tipos, de Nero a Stalin, passando por Domiciano, Hitler, Martinho Lutero e até cada papa reinante, só para citar alguns. Atualmente, a interpretação mais aceita é a que vê o número 6 como defeituoso, como uma “imperfeição clamorosa”; o símbolo, portanto, seria uma forma de manifestar que a besta é vulnerável.
NÚMERO 12
O número doze indica plenitude, mas com certa nuance social: designa o povo de Deus representado no passado pelas doze tribos de Israel e no presente pelos doze apóstolos do Cordeiro. A sua soma simboliza a plenitude da revelação de Deus na história: assim, o Antigo e o Novo Testamentos são representados, juntos, pelo número vinte e quatro.
NÚMERO 1.000
O número mil indica a totalidade divina e a plenitude da ação de Deus. O tempo é sacralizado graças à presença e à ação de Cristo.
NÚMERO 144.000
Até as operações matemáticas são importantes para a compreensão de algumas cifras. Por exemplo, 144.000, o famoso número dos salvos, pressupõe a operação 12 × 12 × 1000, ou seja: o povo de Deus na sua totalidade (doze vezes doze), guiado no tempo (1000) pela plenitude da ação salvífica de Cristo.

http://pt.aleteia.org/2016/05/06/o-numero-da-besta-e-a-matematica-do-apocalipse/

domingo, 1 de maio de 2016

Como são os anjos?

Os anjos estão muito mais presentes em sua vida do que você imagina
Guardian Angel - pt

Os anjos influenciam a nossa vida muito mais do que se pensa, e são nossos intercessores junto a Deus. Conhecendo-os melhor, mais frequentemente invocaremos seu poderoso auxílio.
* * *
Ao falar sobre os anjos, com muita facilidade vem-nos à mente a clássica representação de um misterioso jovem de bela aparência, trajando uma longa e alva túnica. Não podemos considerá-la uma imagem errada, visto que nas próprias Escrituras eles são assim figurados, como por exemplo, no episódio de Tobias.
Já em nossa época, as aparições de Fátima foram precedidas de algumas intervenções angélicas. O Anjo da Paz apareceu três vezes aos pastorinhos e foi assim descrito mais tarde pela Irmã Lúcia, uma das videntes: “Começamos a ver (…) uma luz mais branca que a neve, com a forma de um jovem transparente, mais brilhante que um cristal atravessado pelos raios do sol. À medida que se aproximava, íamos distinguindo lhe as feições: um jovem dos seus 14 a 15 anos, de uma grande beleza. Estávamos surpreendidos e meio absortos.” A descrição da Irmã Lúcia pouco revela a respeito dos seres angélicos, apenas aumenta o mistério que os cerca.
Mesmo na Sagrada Escritura, não há elementos precisos sobre sua natureza e atributos; o que se conhece é deduzido de sua atuação, nas missões a eles confiadas por Deus junto aos homens.
Quem são, afinal, os anjos? Que predicados possuem? A resposta, nós a encontramos nos escritos de um dos autores que mais a fundo tratou do assunto: São Tomás de Aquino, o Doutor Angélico. Com base em sua doutrina, vejamos algumas das interessantes questões relativas aos anjos.
Os anjos são mais numerosos que os homens?
Ao criar, Deus teve em vista “a perfeição do Universo como finalidade principal” (1), pois tinha intenção de espelhar o supremo Bem, ou seja, Ele mesmo. Por isso, fez em maior número os seres mais elevados. E os espíritos celestes, os quais superam em dom e qualidade qualquer ser corporal, foram criados em tal quantidade que, perto deles, todas as estrelas do firmamento não passam de um punhadinho de pedras preciosas.
Todos os homens – desde Adão até o último a nascer no fim do mundo – são poucos em relação às miríades de puros espíritos que espelham tão perfeitamente o Criador dos homens e dos anjos. É com grande veracidade que Dionísio confessou humildemente: “Os exércitos bem-aventurados dos espíritos celestes são numerosos, superando a medida pequena e restrita de nossos números materiais” (2).
Os anjos são todos iguais?
Segundo o Doutor Angélico, as criaturas devem representar a bondade de Deus. Mas nenhuma criatura – nem sequer Maria Santíssima! – é capaz de representar suficientemente toda a bondade divina. Por isso, Ele criou múltiplos e distintos seres. Assim, cada indivíduo representa um aspecto diferente do Bem Supremo, e um suprirá aquilo que no outro não se encontra..
Os seres criados – se postos em escala, de inferior a superior – formam uma imensa cadeia, onde o conjunto de diversos graus, cada qual mais requintado, dá uma noção mais completa e arquitetônica da Suma Perfeição do que qualquer um deles individualmente (3).
Ademais, na medida em que as criaturas se aproximam do Bem Supremo, as diferenças entre elas se multiplicam, para melhor espelhar a riqueza infinita dos dons de Deus. Deste modo, a extrema variedade do mundo angélico supera tanto a do mundo físico que este, comparativamente, parece empalidecido, pobre e até monótono! Entre os anjos, não há indivíduos semelhantes, agrupados em famílias ou raças, como ocorre no gênero humano.
Cada um difere do outro, como se fossem espécies diversas (4).
São Tomás de Aquino, baseando-se nas Escrituras, divide-os em três hierarquias e nove coros: “Isaías fala dos Serafins; Ezequiel, dos Querubins; Paulo, dos Tronos, das Dominações, das Virtudes, das Potestades, dos Principados; Judas fala dos Arcanjos, enquanto o nome dos Anjos está em muitos lugares da Escritura” (5).
Enquanto São Dionísio explica a divisão da hierarquia angélica em função de suas perfeições espirituais, São Gregório o faz de acordo com seus ministérios exteriores: “Os Anjos são aqueles que anunciam as coisas menos importantes; os Arcanjos, os que anunciam as mais importantes; as Virtudes, por elas se realizam os milagres; as Potestades, pelas quais se reprimem os maus poderes; os Principados, que presidem os próprios espíritos bons” (6).
De que modo os anjos podem influenciar os homens?
Os anjos podem influenciar profundamente os homens, embora o façam sempre discretamente, pois a humildade também é uma virtude angélica.
Quantas vezes, uma boa inspiração tem origem num anjo! Ou quando o pressentimento de algum perigo grave leva a pessoa a tomar medidas e escapar de um acidente ou livrar-se de um grande dano, certamente foi algum solícito anjo que zelou pelo bem de seu protegido.
Mas os anjos exercem um importante papel, sobretudo no que diz respeito à fé, como nos ensina o Doutor Angélico: “Dionísio prova que as revelações das coisas divinas chegam aos homens mediante os anjos. Essas revelações são iluminações. Portanto, os homens são iluminados pelos anjos” (7).
“Pela ordem da Divina Providência – continua São Tomás – os inferiores se submetem às ações dos superiores. Assim como os anjos inferiores são iluminados pelos superiores, assim os homens, inferiores aos anjos, são por eles iluminados.
(…) Por outro lado, o intelecto humano, enquanto inferior, é fortalecido pela ação do intelecto angélico” (8).
É verdade que tenho um anjo da guarda para me proteger?
Ao tratar deste ponto, o Doutor Angélico cita o comentário de São Jerônimo às palavras do Divino Mestre: “seus anjos [dos pequeninos] no Céu contemplam sempre a face de meu Pai” (Mt 18, 10). “Grande é a dignidade das almas – afirma São Jerônimo -, pois, ao nascer, cada uma tem um anjo delegado à sua guarda” (9). Assim, cada homem recebe um príncipe da corte celeste que nunca o abandona, por mais culposas ou pavorosas que sejam as situações pelas quais passe. Tal como se reza na conhecida oração ao anjo da guarda (Santo Anjo do Senhor) ele rege, guarda, governa e ilumina o seu protegido.
O anjo ilumina o homem para incliná-lo ao bem ou comunicar-lhe a vontade divina (10) e o protege contra os assaltos do demônio. Sobretudo, o anjo continua sempre na presença de Deus, mesmo estando ao lado de seu protegido, intercedendo continuamente por ele.
Por Padre Joshua Sequeira, E.P.
…………………………………………………
1) Suma Teológica I, q.50, a.3 resp.
2) De Caelesti Hierarchia, cap.14, in MIGNE, PG, 3, 321 A.
3) cf. I, q. 47, a. 1e 2.
4) cf. I, q. 50, a. 4.
5) I, q.,108, a.,5 s.c.
6) cf. I, q 108, a.,5 resp.
7) I, q. 111 a. 1 s.c.
8) I, q. 111, a.1 resp.
9) MIGNE, PL, 26, 130 B.
10) cf. I, q. 111, a. 1.
(in “Revista Arautos do Evangelho”, Número 69, p. 22 e 23)



terça-feira, 26 de abril de 2016

Fantasmas, demônios e infidelidade: exorcista resolve caso da vida real

Um fenômeno muito mais comum do que você imagina
Exorcism

Temerosa de que o espírito de seu falecido ex-marido a perturbasse, uma mulher procurou o Pe. Vincent Lampert, exorcista da Diocese de Indianápolis, estado de Indiana (Estados Unidos).
Desde que seu morreu ex-marido, coisas estranhas aconteciam na casa. A mulher morava sozinha e quando seus móveis se mexiam não havia ninguém por perto. Foi muito estranho que uma velha foto do seu casamento tivesse aparecido uma e outra vez sobre uma mesa, apesar de que ela constantemente a trocasse de lugar.
O casamento deles havia terminado devido à infidelidade. Quando o marido lhe disse que a estava deixando por outra mulher, a esposa respondeu: “Desejo que você apodreça no inferno!”.
O tempo passou e o ex-marido sofreu de uma doença terminal. Antes de sua morte, arrependeu-se do adultério e pediu perdão à esposa. “Desejo que apodreça no inferno!”. Esta foi a resposta dela, pois não tinha intenção de perdoá-lo pela intensa dor que lhe causou e por destruir seu casamento.
Mas agora, depois da sua morte, parecia que ele estava fazendo com que a sua ex-mulher notasse a sua presença. Pretendia se vingar da esposa? Ou realmente agora estava no inferno e a estava castigando de alguma forma?
Depois de avaliar a situação, o Pe. Lampert considerou que o homem estava no purgatório e necessitava de orações. Deus lhe permitiu que fizesse notar sua presença ante sua ex-mulher. “Convenci a esposa em perdoá-lo”, disse o sacerdote. “Rezei por ele junto a ela e tudo ficou tranquilo”.
Demônios ou almas no purgatório?
Não é a primeira vez que o Pe. Lampert presenciou um caso como este. “Celebrei Missas em lugares onde acontecem este tipo de coisas e isso (rezar) normalmente resolve”, disse. “Durante a Missa, quando rezamos pela pessoa e tudo se tranquiliza, então sabemos que isto era o que necessitava”.
Isso quer dizer que as casas “enfeitiçadas” são reais? Os programas de televisão, filmes e livros sobre caça fantasmas, aproveitaram este conceito. Muitas pessoas não acreditam em casas enfeitiçadas enquanto outras pensam que este tipo acontecimento ocorre devido à ação do demônio. Mas existe por acaso algo como um fantasma amistoso?
“Acho que as almas podem atuar nesta realidade se necessitarem de orações e se Deus o permite”, disse o Pe. Lampert. Então, como podemos saber se é uma alma no purgatório causando uma atividade misteriosa em uma casa ou se isso é obra do demônio? “Se tudo se tranquiliza quando começamos a rezar, então isto prova que é uma alma do purgatório”, explica o sacerdote.
“Se for o mal, as coisas se tornam mais turbulentas, porque um demônio é atormentado pela oração”.
Muitas pessoas recorreram ao Pe. Lampert informando de ocorrências estranhas em seus lares. “Se for uma alma que está presa, está buscando orações e tentando chamar a atenção das pessoas”, explicou, “necessita dessas orações para avançar para onde precisa estar”.
Antes de atuar em uma situação de uma casa “enfeitiçada”, o Pe. Lampert disse que tem que investigar e passar por um tempo de oração. “Sou usualmente muito cauteloso antes de aceitar celebrar uma Missa”.
“Diria umas orações para afastar o mal, mas não celebraria uma Missa. Não quero que aconteça nada que possa profanar a Eucaristia”.
Se um demônio se manifesta durante um exorcismo, advertiu, um sacerdote deve ter grande cuidado para proteger a Eucaristia.
A palavra invisível
O Pe. Patrick (pseudônimo) é um pároco e, sem o conhecimento de seus paroquianos, também é o exorcista de sua Diocese. Quando lhe foi perguntado se existem fantasmas, recordou as palavras do Credo Niceno: “Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis”.
“Se, como um cristão normal, não reconhece o mundo invisível, então está cego a muitas coisas disso”, assinalou. Além dos 9 coros de anjos e demônios, o presbítero disse que existem todas as almas que alguma vez estiveram unidas aos corpos.
“Depois da morte, nossas almas estarão no céu ou no inferno, mas há quem não está ainda no céu devido a suas imperfeições”, explicou o Pe. Patrick.
O exorcista assinalou que, às vezes, estas almas “estão atadas a coisas aqui sobre a terra. Acredito que é o que a gente chama de fantasmas: almas sem corpo ainda atadas a coisas ou pessoas”.
O Pe. Patrick advertiu as pessoas para que não recorram a caça fantasmas que procuram casas enfeitiçadas e trazem suas equipes paranormais. “Eles começam a perguntar por coisas para mostrar e provocar os espíritos para ter uma resposta”, disse.
“Isso é de fato abuso. Isso é não respeitar uma alma que vive aí. Isso é como montar câmeras onde vive e colocar microfones na sua cara enquanto toma o café da manhã”.
Em vez disso, Pe. Patrick recomendou que rezemos pelas almas das pessoas falecidas. E se alguém pensa que sua casa está “enfeitiçada”, deveria pedir ajuda ao sacerdote de sua localidade.


(via ACIdigital)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Como se defender do demônio

Você tem 3 armas poderosas para isso

devil

Constatada a presença de males maléficos, é sempre uma boa atitude reforçar os próprios gestos e orações, invocando para nós ou para a pessoa atingida uma intercessão. Três são, entre todos os indicados possíveis, aqueles que poderiam ser definidos como intercessores necessários: o Espírito Santo, o nome de Jesus e Maria Santíssima.
A propósito da Virgem Maria, convém tornar presente um aspecto que não é secundário. Se tudo foi criado em vista de Cristo, pois já nos planos de Deus estava a encarnação do Verbo (quiçá como Triunfador e não como Salvador que deveria sofrer, porém já como Triunfador e centro do criado), o segundo ser pensado por Deus após o primeiro, que é a encarnação do Verbo, não podia ser outro senão aquele em que o Verbo de Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, se encarnaria.
A partir do momento em que, após o pecado de Adão, a encarnação de Cristo assumiu esta fisionomia particular, pela qual Jesus veio como Salvador e Redentor, também Maria, Sua mãe, foi associada a este desempenho, sendo isenta da culpa original em vista dos méritos de Cristo. Dado que também Maria é uma criatura humana, que faz parte da estirpe de Adão, estaria sujeita à culpa original, se tão tivesse sido isenta preventivamente, em vista da redenção de Cristo.
Além disso, Maria não é somente mãe do Redentor, mas também colaborador em Sua obra redentora; não é por acaso que Imaculada é representada pelos pintores e escultores no ato de esmagar a cabeça da serpente, imagem do Demônio. Com maior razão, trata-se, pois, de uma intercessora poderosa.
A seguir, na ordem celeste, são certamente intercessores valiosos os arcanjos e anjos, que sempre intervêm com suas legiões na luta contra o Maligno; em razão disso, basta pensar no livro do Apocalipse, onde é relatada uma batalha no céu: Miguel e seus anjos contra Satanás e seus anjos rebeldes, que foram derrotados pelo arcanjo e precipitados ao Inferno.
“Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos”. (Ap 12,7-9)
Esta é a razão pela qual se costuma invocar Miguel arcanjo, na qualidade de chefe das fileiras angelicais; a seu lado, invoco sempre também os anjos da guarda de todos os presentes, entre os quais, obviamente, não falta jamais São Gabriel arcanjo, que é meu padroeiro.
Fala-se com frequência de São Bento como patrono dos exorcistas, quando, na realidade, não está provado historicamente que o Papa Honório III o tenha nomeado como tal. Porém, a partir do momento em que não há um patrono oficial, nós o invocamos, pois, com certeza, era fortíssimo na luta contra o Demônio. São Bento era monge, talvez sequer sacerdote, e por certo não era exorcista; a razão desta identificação está no fato de que ele foi um grandíssimo santo e demonstrou uma grande força contra o Demônio, dado que frequentemente o expulsava. Sua medalha tem particularmente uma notável eficácia, contendo muitas frases contra o maligno.
Quanto ao que diz respeito aos santos, todo exorcista invoca aqueles dos quais é pessoalmente mais devoto ou dos quais é mais devota a pessoa que é exorcizada.

Para melhor entender, um exemplo prático: meu caro colega, decano dos exorcistas italianos, que exerce o ministério há 46 anos, padre Cipriano de Meo, vice-postulador na causa de beatificação de um coirmão capuchinho, de nome padre Mateus, é devotíssimo dele e, quando o invoca, obtém grande eficácia, ao passo que quando eu o invoco não se sucede o mesmo, porque eu não tenho a mesma devoção de padre Cipriano. Portanto, pode-se dizer que não existem santos que tenham uma força especial contra o Demônio; certamente, como tais, todos os santos a possuem, mas nós invocamos aqueles de quem somos mais devotos.
Afinal, há muitos casos de santos atormentados pelo Demônio. Entre os mais emblemáticos, especialmente por se tratar de um acontecimento bastante recente, está o da irmã carmelita que passou a ser chama Pequena Árabe: com efeito, irmã Maria de Jesus Crucificado, várias vezes no decurso de sua vida, sofreu verdadeira e própria possessão diabólica e teve necessidade de ser exorcizada para obter a libertação. Por outro lado, conhecemos vários casos de santos – tais como São João Bosco, o Santo Cura d’Ars, padre Pio, Santa Gemma Galgani, Santa Ângela de Foligno, Dom Calábria, e poderiam ser citados muitos outros numa lista sem fim- que tiveram vexações diabólicas, das quais foram libertos sozinhos, graças à oração e aos sacramentos.
A questão fundamental a ser salientada está em que a Bíblia jamais nos diz para ter medo do Demônio, porque nos garante que podemos e devemos resistir-lhe, fortes na fé. Antes, a Bíblia nos diz que devemos temer o pecado, sendo que todos os santos o combateram. Combatendo o pecado, combate-se o Demônio, como dizia Paulo VI ao ser interrogado, em seu famoso discurso de 15 de novembro de 1972, sobre o Demônio, a propósito de como se devia fazer para impugnar o Maligno: “Tudo o quanto nos defende do pecado, defende-nos de Satanás”. Nós devemos ter medo somente de não estar na graça de Deus, o que significa confessar-se, participar da Santa Missa, receber a comunhão e, além disso, fazer adoração eucarística e rezar, especialmente com os salmos e o rosário; todos estes são, entre outros, os melhores remédios contra a atividade extraordinária do Demônio: se permanecermos na graça de Deus, estamos blindados. Especialmente porque o Demônio tem muito mais interessem em possuir almas, ou seja, fazê-las cair no pecado, do que em provocar distúrbios, os quais, como vimos e vemos nos santos, em última instância obtêm somente o resultado de santificar. Com efeito, os santos oferecem os seus sofrimentos a Deus a tal ponto que um grande santo, como São João Crisóstomo, afirma que o Demônio, malgrado seu, é um santificador das almas, porque é um derrotado e porque busca sofrimentos nestas pessoas santas, que sabem oferece-los ao Senhor e, portanto, sabem fazer deles um meio de santificação.


(Amorth, Gabriele. Vade Retro Santanás. Trad. Alda da Anunciação Machado. Ed.Canção Nova: São Paulo, SP.1ª edição.pp.61-65)

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Inaugurado primeiro templo de “adoração a Lúcifer ” na America do Sul.

Embora ao longo dos séculos o satanismo tenha existido com diferentes nomes, sua versão moderna é uma criação do norte-americano Anton...