Som de Guerra

sexta-feira, 26 de maio de 2017

O demônio mudo e as confissões sacrílegas


O que significa o demônio mudo de que nos fala o Evangelho?

O demônio mudo de que fala o Evangelho, significa o falso pejo com que o espírito infernal, depois de seduzir o cristão a ofender seu Deus, procura fazê-lo ocultar o pecado na confissão. Ah, quantas almas caem todos os dias no inferno por este ardil diabólico! Meu irmão, se jamais o demônio te vier tentar assim, pensa que, se é vergonhoso ofender a Deus tão bom, não o é o confessar o pecado cometido e o livrar-se dele. Quantos santos são venerados sobre os altares, que até fizeram uma confissão pública!
I.
O demônio mudo de que fala o Evangelho é o falso pejo com que o espírito infernal procura fazer-nos calar na confissão os pecados cometidos, depois de primeiro nos ter cegado para não vermos o mal que cometemos e a ruína que nos preparamos ofendendo a Deus. — Com efeito, exclama São João Crisóstomo, o demônio faz em todas as coisas o contrário do que Deus faz. O Senhor pôs vergonha no pecado, para que não o cometamos; mas depois de o havermos cometido, anima-nos a confessá-lo, prometendo o perdão a quem se acusa. O demônio, ao contrário, inspira confiança ao pecador com a esperança do perdão; mas cometido o pecado, cobre-o de vergonha, para que se não confesse.
Por este ardil diabólico, ó, quantas alma já foram precipitadas e ainda se precipitam cada dia no inferno! Sim, porque os miseráveis convertem em veneno o remédio que Jesus Cristo nos preparou com seu preciosíssimo sangue, e ficam presas com uma dupla cadeia, cometendo depois do primeiro pecado outro mais grave: o sacrilégio.
Irmão meu, se por desgraça a tua alma está manchada pelo pecado, escuta o que te diz o Espírito Santo: Pro anima tua ne confundaris dicere verum (Eclesiástico 4, 24). Sabe, diz ele, que há duas qualidades de vergonha; deves fugir daquele que te faz inimigo de Deus, conduzindo-te ao pecado; mas não da que se sente ao confessá-lo e te faz receber a graça de Deus nesta vida e a glória do paraíso na outra.
Se, pois, te queres salvar, não te envergonhes de fazer uma boa confissão; aliás a tua alma se perderá. As feridas gangrenosas levam à morte, e tais são os pecados calados na confissão; são chagas da alma que se gangrenaram.
II.
Meu filho, vergonhoso é o entrar nesta casa, mas não o sair dela. Assim falou Sócrates a um seu discípulo que não quis ser visto ao sair de uma casa suspeita. É o que digo também àqueles que, depois de cometerem um pecado grave, tem pejo de o confessar. Meu irmão, coisa vergonhosa é ofender a um Deus tão grande e tão bom; mas não o é confessarmos o pecado cometido e livrar-nos dele. Foi porventura coisa vergonhosa para Santa Maria Madalena o confessar em público aos pés de Jesus Cristo, que era uma mulher pecadora? Foi motivo de pejo confessar-se uma Santa Maria Egipcíaca, uma Santa Margarida de Cortona, um Santo Agostinho, e tantos outros penitentes, que algum tempo tinham sido grandes pecadores? Por meio de sua confissão fizeram-se santos.
Ânimo, pois, meu irmão, ânimo! (Falo a quem cometeu a falta de ocultar por vergonha um pecado.) Tem ânimo e dize tudo a um confessor. Dá glória a Deus e confunde o demônio que, como diz o Evangelho, quando saiu do homem, anda por lugares secos, buscando repouso, e não o acha. — Porém, depois de teres confessado bem, prepara-te para novos e mais violentos assaltos da parte do inimigo infernal. Ai de quem o deixa entrar novamente, depois de o haver expulso! Et fiunt novíssima hominis illius peiora prioribus — “O último estado do homem virá a ser pior do que o primeiro”.
Ó meu amabilíssimo Jesus! Iluminai o meu espírito, a fim de que nunca mais me deixe obcecar pelo espírito maligno a cometer de novo o pecado. Pesa-me de Vos haver ofendido, e proponho com a vossa graça antes morrer que tornar a ofender-Vos. Mas, se por desgraça recair, dai-me força para sempre vencer o demônio mudo e confessar-me sinceramente ao vosso ministro. “Peço-Vos, Deus Todo-Poderoso, que atendais propício às minhas humildes súplicas, e que em minha defesa estendais o braço de vossa majestade”.
† Doce Coração de Maria, sede minha salvação. (*III 413)
Santo Afonso, Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I

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quarta-feira, 17 de maio de 2017

5 Santos que lutaram contra o demônio




O mundo espiritual é real e nele ocorrem verdadeiros combates. Em algumas partes da bíblia são mencionadas as lutas que existem contra o demônio e a carne, porque quanto mais próxima a Deus a pessoa, mais será tentada.

Queremos mostrar alguns casos reais vivenciados por alguns santos, o objetivo destas histórias não e gerar medo, mas serve como advertência de que Satanás e as tentações ao pecado são reais, embora geralmente não sejam visíveis.

Antes queremos deixar duas passagens bíblicas para entender melhor o contexto: “Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. (Efesios.6, 11-12)

“Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar”. (1 Pedro 8)
1) Santo Antão ‘o Grande’: “O leão rugia, desejando atacar”
Public Domain / Wikimedia Commons

Este santo viveu durante os séculos III e IV. Foi um dos primeiros monges a retirar-se ao deserto para viver entregue ao jejum e à oração. A Igreja conhece sua história graças ao seu biógrafo Santo Atanásio.

“Quando visitávamos Santo Antão nas ruínas onde vivia escutava tumulto, muitas vozes e o choque de armas. Também viam que durante a noite apareciam bestas selvagens e o santo combatia contra elas através da oração”, conta Atanásio.

Numa certa ocasião, aos seus 35 anos, Santo Antão decidiu passar a noite sozinho numa tumba abandonada. Então apareceu ali um grupo de demônios e o feriram. Os arranhões do demônio lhe impediram de levantar-se do chão. O ermitão comentava que a dor causada por essa tortura demoníaca não podia ser comparada com nenhuma ferida causada pelo homem.

No dia seguinte, um amigo seu o encontrou e o levou ao povoado mais próximo para curá-lo. Entretanto, quando o santo recuperou os sentidos pediu ao seu amigo que o levasse de volta à tumba. Ao deixá-lo, Santo Antão gritou: “Sou Antão e aqui estou. Não fugirei de suas chicotadas e nenhuma dor ou tortura me separará do amor de Cristo”. Santo Atanásio relata que os demônios retornaram e ocorreu o seguinte:

Escutou-se uma trovoada, parecia o barulho de um terremoto, que sacudiu o lugar inteiro e os demônios saíram das quatro paredes em formas monstruosas de animais e répteis. O lugar desta maneira ficou cheio de leões, ursos, leopardos, touros, serpentes, víboras, escorpiões e lobos. O leão rugia, querendo atacar; o touro se preparava para atacar com seus chifres; a serpente se arrastava procurando um lugar de ataque e o lobo rosnava ao redor dele. Todos estes sons eram assustadores.

Embora Santo Antão arquejasse de dor, enfrentou os demônios dizendo: “se vocês tivessem algum poder, bastava que somente um de vocês viesse, mas como Deus os criou fracos, vocês querem me assustar com a quantidade de demônios: e o que comprova a sua debilidade é que adotaram a forma de animais irracionais”.

“Se forem capazes, e se tiverem recebido um poder de ir contra mim, ataquem-me de uma vez. Mas se não são capazes, porque me perturbam em vão? Porque minha fé em Deus é meu refúgio e a muralha que me salva de vocês”.

De repente, o teto do lugar foi aberto e uma luz brilhante iluminou a tumba. Os demônios desapareceram e as dores pararam. Quando percebeu que Deus o salvou, ele rezou: “Onde estavas? Por que não apareceste desde o começo e me liberaste das dores? ”.


Deus respondeu-lhe: “Antão, eu estava ali, mas esperei para ver-te brigar. Vi como perseveraste na luta, e não caíste, sempre estarei disposto socorrer-te e o teu nome será conhecido em todas partes”.

Depois de escutar as palavras do Senhor, o monge se levantou e orou. Então recebeu tanta força que sentiu que no seu corpo tinha mais poder do que antes.

2) São Padre Pio: “Estes demônios nunca deixam de golpear-me”
Fczarnowski / Wikimedia Commons

Foi um sacerdote italiano que nasceu no final do século XIX e morreu em 1968. Embora realizasse muitos milagres e recebesse os estigmas, Padre Pio também sofreu ataques frequentes do demônio.

Segundo o Pe. Gabriele Amorth, famoso exorcista da diocese de Roma, “a grande e constante luta na vida do santo foi contra os inimigos de Deus e as almas, pois tratou de capturar sua alma”. Desde sua juventude o Padre Pio teve visões celestes, mas também sofreu ataques infernais. O Pe. Amorth explica:

“O demônio aparecia algumas vezes em forma de um gato negro e selvagem, ou de animais repugnantes: era clara a intenção de incutir o terror. Outras vezes aparecia na forma de jovens moças nuas e provocativas, que dançavam de modo obsceno; era clara a intenção de tentar o jovem sacerdote na sua castidade. Entretanto, o pior perigo era quando Satanás tentava enganar Padre Pio aparecendo como se fosse seu diretor espiritual ou aparecendo em forma de Jesus, da Virgem ou de São Francisco”.

Esta última estratégia, quando o diabo aparecia em forma de alguém bom e santo, era um problema. Isso aconteceu quando o Padre Pio percebeu que as visões eram falsas: notou certa timidez quando a Virgem e o Senhor lhe apareceram, seguida de uma sensação de paz quando a visão terminou. Além disso, disfarçado de uma forma sagrada, o diabo lhe provocou um sentimento de alegria e atração, mas quando ia embora, ele ficava triste e arrependido.

Satanás também buscava feri-lo fisicamente. O sacerdote descreveu estas dores em uma carta à um irmão, quem era seu confidente:

“Estes demônios nunca deixam de atacar-me, inclusive fazem com que eu caia da cama. Também rasgam minhas vestimentas para açoitar-me! Mas já não me assustam porque Jesus me ama e ele sempre me levanta e me coloca novamente na minha cama”.

O Padre Pio é testemunho de que se uma pessoa estiver perto de Deus não terá que temer a presença do demônio.

3) Santa Gema Galgani: “Suas garras brutais”
Public Domain / Wikipedia

Esta Santa italiana foi uma mística que teve experiências espirituais maravilhosas.

Numa carta dirigida a um sacerdote escreveu: “Durante dois dias, depois de receber a Santa Comunhão, Jesus me disse: “minha filha, em breve o diabo começará uma guerra contra ti”. Estas palavras são repetidas constantemente no meu coração. Reze por mim por favor”.

Ela percebeu que a oração era a melhor maneira de defender-se contra os ataques do demônio. Em vingança, Satanás lhe atacava com fortes dores de cabeça para impedir que durma. Entretanto, apesar das fadigas Gema perseverou na oração:

“Quantos esforços este miserável faz para que eu não reze. Ontem tentou me matar, e quase conseguiu, mas Jesus veio e me salvou. Estava assustada e mantive a imagem de Cristo na minha mente”.

Uma vez, enquanto a Santa escrevia uma carta, o diabo agarrou a caneta das suas mãos, rasgou o papel e tirou a santa da cadeira onde estava sentada, agarrando-a pelos cabelos com a violência das suas “garras ferozes”.

Ela descreve outro ataque em um dos seus escritos: “O demônio se apresentou diante de mim como um gigante e me dizia: ‘Para ti já não existe esperança de salvação. Estás nas minhas mãos! ’ Eu lhe respondi que Deus é misericordioso e, portanto, nada temo. Então me bateu na cabeça e me disse: ‘Maldita seja! ’, e logo desapareceu”.

“Quando voltei para minha habitação para descansar, encontrei novamente o demônio e começou a golpear-me com uma corda com vários nós, e queria que eu gritasse que era fraca. Disse-lhe que não, e me bateu tão forte, que caí de cabeça no chão. Naquele momento pensei em invocar a Jesus: Pai eterno, em nome do preciosíssimo sangue de Jesus, livrai-me! ”.

“Não me lembro bem o que aconteceu. A besta me arrastou da minha cama e bateu na minha cabeça com tanta força que ainda estou dolorida. Perdi os sentidos e caí no chão, logo despertei. Graças a Deus! ”

Apesar dos ataques, Santa Gemma sempre teve fé em Jesus. Inclusive utilizava o humor contra Satanás. Uma vez escreveu a um sacerdote: “Tinha que ver, quando satanás fugia fazendo caretas, você morreria de rir! É tão feio! Mas Jesus me disse que não deveria temer”.

4) São João Maria Batista Vianney: “Faz porque eu converto muitas almas para o bom Deus”
via stjohnvianneykamloops.ca

O Santo Padre de Ars nasceu na França no ano 1786. Foi um grande pregador, fazia muitas mortificações, foi um homem de oração e caridade. Tinha um dom especial para a confissão. Por isso, vinham pessoas de diferentes lugares para confessar-se com ele e escutar seus santos conselhos. Devido a seu frutífero trabalho pastoral foi nomeado padroeiro dos sacerdotes. Também combateu contra o maligno em várias ocasiões.

Uma vez, sua irmã passou a noite na sua casa, localizada ao lado da igreja. Durante a noite ela escutou raspões na parede. Foi ver o seu irmão Vianney, que estava confessando, e lhe explicou:

“Minha filha, não temas: é o resmungão. Ele não pode machucar-te. Ele me procura da maneira mais atormentadora possível. As vezes agarra os meus pés e me arrasta pelo quarto. Ele faz isto, porque eu converto muitas almas para o bom Deus”.

O demônio fazia ruídos durante horas, parecidos aos cristais, assobios e relinchos. Inclusive ficava sob a janela do santo de Ars e gritava. Seu propósito era não deixar que o sacerdote dormisse, para ficar cansado e não ficar horas no confessionário, onde salvava muitas almas das garras do maligno.

Em outra ocasião, enquanto o sacerdote de Ars se preparava para celebrar a missa, um homem lhe disse que seu dormitório estava pegando fogo. Qual foi sua resposta? “O Resmungão está furioso. Quando não consegue pegar o pássaro, ele queima a sua gaiola”. Entregou a chave para aqueles que iam ajudar a apagar o fogo. Sabia que Satanás queria impedir a missa e não o permitiu.

Deus premiou sua perseverança diante das provações com um poder extraordinário que lhe permitia expulsar demônios das pessoas possuídas.

5) Santa Teresa de Jesus: “Seus chifres estavam ao redor do pescoço do sacerdote enquanto celebrava missa”
Lawrence OP / Flickr

Esta reconhecida doutora da Igreja e mística teve muitas visões espirituais. Durante suas orações e meditações, o demônio lhe aparecia.

“Uma forma abominável”, escrevia, “sua boca era horrorosa”. “Não tinha sombra, mas estava coberto pelas chamas de fogo”.

O demônio lhe causava também fortes dores corporais. Numa ocasião a atormentou durante cinco horas enquanto estava em oração com suas irmãs. A Santa permaneceu firme para não assustá-las.

Um dia “viu com os olhos da alma dois diabos que tinham seus chifres ao redor do pescoço do sacerdote enquanto celebrava missa”.

Inclusive para ela, estas visões eram estranhas. “Poucas vezes vi o demônio em forma corporal, frequentemente não vejo sua aparência física, mas sei que está presente.

Quais eram suas armas contra as forças do mal?

A oração, a humildade e a água bendita. Santa Teresa dizia que esta última era uma arma eficaz.

Uma vez estava num oratório e o demônio apareceu ao meu lado esquerdo. Ele me disse que agora me livrei das suas mãos, mas que ele me capturaria novamente. Ela se assustou e se benzeu. Entretanto, Satanás continuou perturbando-a e Teresa tomou um frasco de água benta e derramou a água sobre ele. Depois desse dia ele nunca mais voltou.


http://pt.churchpop.com/5-santos-que-lutaram-contra-o-demonio/

6 coisas que você não sabia sobre o diabo e seus demônios, segundo exorcista Fortea


O reconhecido exorcista Pe. José Antonio Fortea, em sua “Summa Daemoniaca”, menciona um grande conjunto de questões relativas ao demônio que é importante que todos os cristãos levem em conta para o combate espiritual em vista do céu. Aqui estão 6 coisas que talvez você não sabia sobre o diabo e seus demônios:

1 – O inimigo tem vários nomes

No Antigo Testamento se chama “Satanás”, que significa adversário, inimigo, opositor. Da mesma forma, no Novo Testamento se chama “Diabo”, que vem do verbo grego “diaballo”(acusar, dividir). A tradução da palavra demônio, no grego “daimon”(gênio), é usada para designar seres espirituais malignos.
Lúcifer é um nome que não está nas Sagradas Escrituras e que significa “estrela da manhã” ou “o portador da luz”. O qual “recorda a pena tão grande que é o que, sendo tão belo, caíra”, indica o Padre Fortea. Entretanto, o sacerdote segue a mesma ideia de outro renomado exorcista, Pe. Gabriele Amorth, que considera que Lúcifer é o nome próprio do segundo demônio em importância na hierarquia demoníaca.

2 – A grande prova

Todos os anjos, ao serem criados por Deus, sabiam quem O era seu criador, porém passaram por uma prova “antes da visão da essência da Divindade. À título de comparação, o sacerdote explica que seria como dizer que “viam a Deus como uma luz, que o ouviam com uma voz majestosa e santa, porém que seu rosto continuava se se desvelar”.
“Na prova, uns obedeceram e outros desobedeceram; Os que desobedeceram, de forma irreversível, se transformaram em demônios. Eles mesmos se transformaram no que são. Ninguém ordenou que fosse assim.”

3 – A batalha no céu foi intelectual

A respeito, o exorcista indica que os anjos desobedientes passaram a odiar a Deus e a vê-lo como uma cadeia que oprimia sua liberdade. A batalha entre Miguel e Lúcifer, cada um com seus anjos, não foi com armas, já que não tem corpo, “mas as únicas armas que podem portar são os argumentos intelectuais”, explica.
“Uns se fizeram mais soberbos, outros nem tanto. Cada anjo rebelde foi deformando-se mais e mais, cada um em seus pecados específicos. Assim como, pelo contrário, os anjos fiéis foram se santificando progressivamente. Uns anjos se santificaram mais em umas virtude, e outros em outras… os anjos foram admitidos na presença divina, e aos demônios se permitiu que ficassem longe”.

4 – A razão de sua rebeldia

Só neste ponto se toma como referência o livro “História do mundo angélico”, também do Pe. Fortea. Nele sugere que a prova pela qual passaram os anjos, foi a revelação que Deus fez a eles sobre a criação do mundo material com a humanidade, e que Ele se faria homem para salvar os pecadores, e que nasceria de uma mulher, e ela seria rainha do anjos.
Lúcifer não pôde suportar essa ideia, acreditava que ele seria a “obra-prima” do Criador. Mais adiante, com outros anjos, acusaram a Deus de estar equivocado e se rebelaram por completo. Os anjos que acataram a vontade de Deus, se prostraram e adoraram aos seu Criador, ainda que sem ver totalmente sua essência. Enquanto que os rebeldes se apartaram do amor de Deus.

5 – Sofrem ao se considerarem Deus

Cada anjo caído “encontra prazer no saber, mas também sofrimento. Sofre cada vez que esse saber o leva a se considerar Deus. E o demônio percebe continuamente a ordem e a glória do Criador em todas as coisas. Até nas coisas aparentemente neutras, O encontra refletido, e isso recorda-o dos atributos divinos que lhe faltam.”
Entretanto, o exorcista explica que “o demônio não está sofrendo todo o tempo. Muitas vezes simplesmente pensa. Só sofre em alguns momentos, quando se lembra de Deus, quando toma consciência do seu estado miserável, e da sua separação de Deus “.

6 – Ele não é o 666

O Padre exorcista afirma que identificar a figura bíblica do Anticristo com o diabo é um erro. Já que o “666” que o Apocalipse menciona é um ser humano. Portanto, um homem que propaga o ódio, a guerra e o mal. “Nero, Napoleão, e especialmente Hitler são figuras e esboço do anticristo definitivo e perfeito”, assinala.
Também nos aclara muito a figura do anticristo em seu próprio nome: ANTI-CRISTO. Quer dizer que se trata da figura contrária a Cristo. Cristo era um homem, o Anti cristo também. Cristo estendeu amor, paz e misericórdia. O Anticristo estenderá ódio, guerra e vingança”.
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domingo, 14 de maio de 2017

Todos somos vulneráveis

 
Em uma entrevista concedida à revista “Maria Mensageira” o famoso exorcista italiano, Padre Gabriele Amorth, assegura que “todo mundo é vulnerável à ação de Satanás” e “o diabo gosta de apropriar-se dos que ocupam cargos políticos”.

O jornal espanhol La Razón recolheu a entrevista em um artigo de Alexander Smoltczyk que reproduz uma sessão de EXORCISMO realizada pelo sacerdote, que já tem 82 anos e assegura ter praticado 70 mil EXORCISMOs.

O sacerdote adverte que “existe o mal na política, inclusive é freqüente. O diabo gosta de apropriar-se daqueles que ocupam cargos de responsabilidade, empresários, políticos. Hitler e Stalin estiveram possuídos. por que sei? Porque mataram a milhões de pessoas. O Evangelho diz: ‘Pelos frutos os conhecerão’. Desgraçadamente, um EXORCISMO não teria bastado com eles, pois estavam convencidos do que faziam. Não se pode dizer que fora uma possessão no sentido estrito da palavra, mas bem se tratava de uma aceitação total e voluntária das sugestões do diabo”.

“Aos que vêm para ver-me lhes aconselho que primeiro vão ao médico ou ao psicólogo. Na maioria dos casos há uma base física ou psicológica para explicar seus sofrimentos. Os psiquiatras me enviam os casos incuráveis. Não há rivalidade. O psiquiatra estabelece se for uma enfermidade; o exorcista, se houver uma maldição”, explica o Padre Amorth.
Com toda sua experiência explica que ninguém, nem ele, está “a salvo do diabo. Todo mundo é vulnerável”, esclarece o sacerdote e explica que “o diabo é muito inteligente. Conservou a inteligência do anjo que foi”.

“Pode ser, por exemplo, que alguém de seu trabalho sinta inveja de você e lhe lance uma maldição. Você adoecerá. A origem de 90 por cento dos casos que trato é, precisamente, uma maldição. O resto se deve à pertença a seitas satânicas, a ter tomado parte em sessões de espiritismo ou praticar a magia. Se você viver em consonância com Deus, ao diabo lhe resultará muito mais difícil levar a cabo a possessão”, aconselha.

Segundo o sacerdote, “o Papa apóia aos exorcistas” mas “as seitas satânicas proliferam” e por isso tem sua agenda cheia para os próximos dois meses. O sacerdote trabalha “sete dias por semana, da manhã até a tarde, incluídas Véspera de natal e Semana Santa”.

Quem o Demônio mais odeia dentro da Igreja?

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Quem nos ajuda a entender um pouco mais sobre esta pergunta é o Padre Jose Antonio Fortea Cucurull, que é sacerdote e teólogo espanhol, especializado em demonologia. É exorcista em sua diocese e muito experiente por ter sido responsável por ter acompanhado muitos casos de reais possessões diabólicas e casos de libertações! Em 1998 ele defendeu sua tese de Licenciatura com o tema: “O EXORCISMO na época atual”.

A Igreja conta entre os seus membros com cardeais, bispos, diáconos, pastores de todos os tipos, teólogos, pessoas que trabalham com a caridade, religiosos, missionários etc. Mas o que o demônio odeia mesmo é o ASCETICISMO. Isso nós podemos dizer com segurança, porque ninguém é tentado tanto quanto aquele que é dedicado à ascese. Caso aquele que realize uma função eclesial ou um ministério, leve nisso os anos que for se decide começar uma vida mais ascética, comprovará que as tentações se multiplicam por cem. Isso se deve ao fato de que o Maligno sabe muito bem que a ascese é uma força poderosíssima, é à força da Cruz, e a força da Cruz quebra a influência dele no mundo.
Alguém poderia dizer que o demônio mais deveria temer é o amor e, portanto, o que mais ele deveria odiar seriam as obras de caridade. Mas ele sabe que àquele que inicia o caminho de ascese, se perseverar, Deus concederá o dom da caridade em grau supremo. Entretanto, aquele que se dedica exclusivamente a realizar as obras de caridade pode nunca chegar a uma vida ascética.
Há pessoas que tem dedicado sua vida inteira às obras de caridade, e, contudo, abrigam muitos defeitos em sua alma. Alguém pode dedicar – se a ajudar os pobres e os enfermos, por exemplo, entretanto fazê-lo com murmurações, críticas, desobediência, etc. Porém, se o asceta perseverar na purificação gradual de sua alma, obterá todos os dons. Por isso o demônio odeia o asceta com maior intensidade que a hierarquia eclesiástica ou mesmo aos exorcistas. A exorcista expulsa um, dois, uma dúzia de demônios… O asceta quebra de um modo muito mais poderoso a influência demoníaca neste mundo, simplesmente por ostentar sobre seu corpo e seu espírito a paixão cotidiana de sua vida crucificada.
ASCETISMO significa: doutrina que considera a disciplina e o autocontrole do corpo e do espírito como o caminho a Deus, à verdade ou à virtude. A ascese é a prática da renúncia ao prazer ou mesmo a não satisfação de algumas necessidades primárias, é um processo de santificação pessoal,  mortificação. Ascese cristã é o esforço que fazemos para dominarmos os nossos sentidos, corrigirmos as nossas más tendências e vivermos um processo de libertação interior. A Igreja propõe aos fiéis como algumas das práticas ascéticas, o jejum, oração e a abstinência, penitenciais, Louvor, Adoração ao Senhor.
Ascese, ou exercícios espirituais, ensina sobre a comunhão com Deus. Dentro desse contexto pedagógico da mística teológica, temos o silêncio, solidão, deserto, tentação, contemplação e o conjunto da obra clássica das três vias: purgativa, iluminativa e unitiva. Essa é a fonte da ortodoxa espiritualidade cristã.

A Oração de Jesus
A Oração de Jesus encontra-se no coração da tradição ascética e mística do monaquismo contemplativo ortodoxo. Suas raízes remontam a mais alta antiguidade cristã, particularmente, a espiritualidade dos Padres do Deserto.
Um dos elementos mais importantes de qualquer regra de oração monástica na Igreja Ortodoxa é a “Oração de Jesus”, também denominada simplesmente de “Oração” ou “ação espiritual”. Sua forma exterior – poderíamos dizer, seu “material” - é a repetição com a maior frequência possível, do nome de Jesus Cristo, associada à oração do publicano (Lc 18,14), nestes termos:
“Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador”.
Sua essência espiritual é a “descida da inteligência ao coração” chegando, pela purificação do pensamento e a recordação constante de Jesus Cristo, à iluminação do homem interior pela graça divina e a tomada de consciência da habitação mística no Espírito Santo. A prática desta oração é uma antiga tradição muito venerável na Igreja do Oriente. Brota de uma corrente espiritual que remonta os Padres do Deserto e é a expressão teológica do ensinamento dos grandes pensadores cristãos dos séculos II a IV. A fonte da teologia ascética e mística do Oriente é a riqueza do ascetismo e é urgente conhecer e viver essa bênção espiritual!
Essa conexão da “Oração de Jesus” com o ascetismo resulta numa intimidade profunda com Deus que faz o diabo odiar terrivelmente os ascetas na Igreja de Deus.

Frei Inácio José do Vale
Sociólogo em Ciência da Religião
Professor e Doutor em História do Cristianismo
Formador da Congregação dos Irmãozinhos de Charles de Foucauld
E-mail: pe.inacio.jose@gmail.com
Fontes:


Confissões do demônio a um sacerdote

 

Nunca mais fui o mesmo depois de ler isso

“O batismo e a confissão são o pior para nós.” Caso verídico de um exorcismo em que o demônio foi obrigado a falar.
Estes trechos são parte de um sermão de três horas que o demônio fez através da pessoa de M.A.W., de Bondorf – Floresta Negra (Alemanha) no ano de 1910. O demônio repetiu muitas vezes, muitas vezes, três a quatro vezes, assim facilmente podia anotar tudo. Dezessete (17) pessoas assistiram esta cena e ficaram estarrecidas com estes acontecimentos e, com as assinaturas de todas, tudo foi examinado e aprovado. Isto prova o grande poder do espírito das trevas.

DEMÔNIO: – Eu tenho que falar, devo falar…
EXORCISTA: – Diga somente aquilo que Deus te ordenou a falar. Aquilo que Deus não ordenou a revelar não diga, sobre o resto cala-te! (Estas palavras o sacerdote repetiu muitas vezes).
DEMÔNIO: – Eu tenho que falar. Aquele lá de cima me ordenou que te contasse (tudo), como nós enganamos os homens, como seduzimos os homens deste tempo. Nós inspiramos os homens. Nós dizemos aos homens: “Não é assim como os velhos falam, como ensinaram e acreditaram. Bobagem, incrível – que bobagem, tudo bobagem! A verdadeira religião não é assim como os velhos dizem. Vocês precisam ouvir somente o que a razão diz.
O que a gente não pode compreender não precisa acreditar, não precisa acreditar, não precisa”. Quando falamos assim eles se afastam da verdadeira religião, afastam-se da revelação e fazem uma religião para si, uma religião deles. Ha, ha…, então é fácil incutir neles: “Deus não existe, Deus morreu, morreu, que Deus existe isto é crença de mulher velha.
E o que mais inspiramos aos homens: liberdade é tudo, tudo – juntar dinheiro, riquezas, prazeres, alegrias, gozar a vida aqui na terra”. “Liberdade! – fazer o que quero – Liberdade. Ha, haaaa…
E tenho que falar – a respeito da Grande Mulher (Mãe de Deus) – a respeito da veneração à Grande Mulher. Nós dizemos aos homens, inspiramos aos homens, Haaaa…: – O que adianta tudo isto? Ela não é essencial. Vocês precisam concentrar-se no essencial da religião. Ela não é essencial”.
Estes homens bobos não compreendem que com isso – deixando a Veneração à Grande Mulher – perdem justamente o essencial. Estes homens tolos não sabem como “Aquele lá de cima” – o Altíssimo – a ama. Ele a ama como a si mesmo. Sim, sim, uma única palavra que Ela fala ao Altíssimo já é atendida – tudo o que Ela diz se realiza – tudo – tudo o que Ela pede se realiza…

O TERÇO – é a oração mais forte e mais nobre. Uma única Ave-Maria tem poder, poder… Uma única Ave-Maria até o purgatório, o lugar do sofrimento… Quando um homem diz: Ave-Maria – a Grande Mulher se alegra, e como se alegra – e nós huuu levamos um susto, susto, susto! Mas nós trabalhamos e inspiramos e cochichamos nos ouvidos dos homens: – o Terço não adianta – é rotina – é costume, é tagarelice – vocês precisam rezar outras orações, outras, ouviram, outras… O Terço é um terror para o inferno.

Também o escapulário…
Nós dizemos aos homens: – O que adianta esses pãezinhos, pãezinhos (hóstias) – nós temos a tarefa de destruir tudo isto, tudo isto, é nossa obra, nossa, nossa…
Nós inspiramos aos homens dizendo: – Os dias de festas??? Ha, ha, dias de festa??? Estes dias de festa devem desaparecer! Sim, desaparecer… Ou mudar tudo – os dias de festa que não conseguimos destruir – apagar – devem tornar-se dias de abundância, dias de esbanjamento… Para nós é melhor que estes dias não existam.

Porque muitos iriam à Igreja – rezar – fazer adoração, fazer as cerimônias e assim iriam atrair sobre si a MISERICÓRDIA DE DEUS. Nós vamos atrás dos grandes, dos grandes, os pequenos vêm por si… Nós também dizemos que tudo é natural, natural, natural… Dizemos que o demônio não tem influência, ha, haa! – e eles acreditam tudo… Nós agora atacamos principalmente os sacerdotes e dizemos a eles: – “O demônio tem influência sobre as coisas materiais”. Mas os sacerdotes esqueceram o que ensinou a sua Santa Igreja. Não sabem mais quanto poder, quantas forças receberam na hora da ordenação e não conhecem mais que poder tem tudo, também as coisas bentas, eles não conhecem mais quanto poder elas tem, as coisas bentas por eles.
Eles deveriam reconhecer isto pelo efeito que tem tais coisas bentas, quando são usadas com humildade e piedade. Nós também inspiramos que o demônio está preso numa corrente, há, há, corrente – eles acham que não podemos fazer nada – vocês sabem como somos presos??? Presos nada – nós temos liberdade, nós podemos tentar os homens, perseguir os homens… Vocês sabem por que Aquele permitiu isto? Como poderia ser glorificado seu Nome se houvesse vitória, vitória sobre nós, vitória em seu Nome. Mas o Lúcifer – sim ele está preso no inferno – até o tempo em que surgir o anti-Cristo.
Na Igreja – durante o sermão nós fazemos assim: nós cuidamos que o padre pregue bossa-nova, um sermão moderno… Com os ouvintes nós fazemos assim, para os grandes dizemos: – “O que, você vai escutar o sermão??? Você já sabe tudo isto – tudo você já sabe, melhor do que o padre… Você sabe o que deve fazer… E não é bem assim como o pregador diz… Com o povo simples nós fazemos assim: Pois quando os homens escutam o sermão com humildade e quando estão preparados para entender tudo – isto seria para eles – para eles de grande vantagem – e para nós isto seria prejuízo… Você nem calcula quanto prejuízo é para nós um bom sermão… Huiiii – Eu tenho que falar – falar.

Quando os homens se reúnem para adorar “Aquele lá de cima” – então os anjos deles também se reúnem e se alegram – alegram, mas nós não podemos chegar perto – anjos, anjos… Mas quando os homens se reúnem por nós, em nosso nome, então nós nos alegramos quando criticam, criticam… nós nos alegramos, mas os anjos se afastam… Você deve saber que todo homem tem um anjo, sim um anjo… O anjo está sempre à direita, à esquerda nós, sempre ao lado… O anjo quer levar o homem ao caminho do bem, mas nós o tentamos, conquistamos… Quando nós conseguimos conquistar o homem, então o anjo sai, mas depois ele volta – ele faz tudo para levar o homem de volta ao bom caminho. Anjo, anjo… E quando o homem segue o bom caminho, aceita o conselho do anjo então o anjo nos manda embora e nós temos muito medo dele… Mas apesar disto nós não desistimos logo, nós rodeamos o homem e procuramos jogar as nossas redes sobre ele… Mas a Grande Mulher nos prejudica muito. Nós também fazemos nossa reunião, somos muito numerosos.

Você deve saber que também sabemos pensar como você e quem de nós tem a opinião melhor – esta aceitamos. Quando os homens fazem reunião e não rezam e não tem fé, então o lucro é sempre nosso. Mas quando começam a reunião com Deus, então a obra é de Deus.
O Batismo e a Confissão é o pior para nós. Antes do Batismo temos muito poder sobre as almas, mas no Batismo ela é arrancada de nossas mãos. Pior ainda é a Confissão, porque lá nós já não temos tudo em nossas mãos, em nossas garras e por uma boa confissão tudo é perdido, tudo é arrancado de nós… Mas nós inspiramos os homens dizendo: – O que? Você quer confessar? O que você quer dizer a um simples homem, homem como você? Ele é bem igual a você….. Ou nós inspiramos tanta vergonha, que já não é capaz de falar… Mas quando o homem vence a vergonha então está perdido para nós… Começa o horror para nós…

Quando o homem está na hora da morte, estamos presentes, sempre são muitos de nós que vem…Então mostramos a ele seus inumeráveis pecados, mostramos todo o tempo que perdeu em ninharias, falamos da justiça de Deus, da severidade d’Aquele lá de cima – fazemos de tudo para deixá-lo confuso e para que fique com medo, com horror… e ele não tem coragem de arrepender-se… e depois choramos e gritamos para que ele não ouça o que os outros dizem. Mas quando vem a Grande Mulher – num só instante devemos desaparecer. Ela vem e cuida do seu filho.
O homem é aliviado e Ela toma a sua alma e a leva até o Céu. E no Céu tem muitas alegrias e festa… Quando levamos uma alma para o inferno, os diabos também fazem festa. No momento que a alma se separa do corpo ela é julgada. Vocês não sabem e não podem imaginar como é isso – nós o sabemos muito bem, mas para vocês isto é incompreensível… Tenho que falar, tenho que falar…
Tenho que contar do nosso caso. Foi a vaidade que nos levou a este estado, foi a vaidade que nos tirou lá do Céu… Huuuuu! Não existe nenhum homem nesta terra que já não foi atacado pela vaidade. Os homens são assim: quando fazem alguma coisa boa, querem que todos os homens o saibam e vejam… Eles não reconhecem que aquilo que fazem é Obra do Altíssimo. Tenho que falar, tenho que contar das alegrias do Céu para vocês. Huuuu! Para nós não há mais esperança! Eternamente sem esperança! A maior alegria do Céu é de contemplar a face de Deus. Escuta, escuta bem (diz, chegando perto do sacerdote), escuta o que digo: se pudesse só por um pouco de tempo contemplar esta face, aceitaria passar por todos os tormentos que existem (isso foi dito com tanta dor, que as palavras me penetraram pelo corpo e pela alma, estremeci, disse o sacerdote).
Tenho que falar, tenho que contar dos nossos tormentos. Os homens acham que é o fogo que nos atormenta. Sim, sim, é fogo, fogo, mas um fogo de vingança. Você sabe qual é o tormento maior no inferno? A ira do Altíssimo! Você não pode imaginar como Ele é terrível na ira, como nós o experimentamos e o temos continuamente em nossa frente, diante dos nossos olhos… Aiiii de nós! Também tenho que dizer como o pecado é horrível… Se vocês pudessem nos ver… Ai de nós. Podemos somente pecar, pecar – somos monstros – mas o pecado é mais horrível – é muito mais feio do que nós… Temos o poder de tentar todos os homens, fazê-los pecar, só a Grande Mulher não, Aquele lá de cima nos proibiu de tocá-la, mas aquele que d´Ela nasceu, nós tentamos, sim, nós tentamos, você sabe porquê? Para vocês terem um exemplo, um modelo de como se luta contra nós. Haaaa… Não foram os judeus que o mataram, fomos nós, nós, nós.

Nós entramos nos judeus e conseguimos maltratá-lo, soltamos todas nossas fúrias, toda a nossa raiva, matamos Aquele. (O sacerdote ressalta: com estas palavras o demônio, através da pessoa, mostrou uma alegria, uma satisfação tão grande, tão feia que quem não viu não pode imaginar tal risada…). Você sabe que na hora da morte d´Aquele ainda ganhamos uma alma? O sacerdote respondeu: – A alma do bom ladrão você não ganhou. E o demônio: – Sabe por quê? Por causa d´Ela que estava aos pés da cruz. (Havia um motivo, mas o sacerdote não anotou e esqueceu).

Continua o demônio: – Com os jovens nós fazemos assim: cuidamos que um desperte o amor no outro. Eles acham que não há nada de mal… não sabem como se expõem ao perigo e como facilitam o nosso trabalho… Em geral cuidamos que o homem se torne preguiçoso e se afaste do bom caminho, até que por fim chegue a dizer: não quero rezar, não tenho vontade, não vou à Igreja, estou cansado demais… Não quero jejuar, sou muito fraco para viver uma vida assim.

Também cuidamos para que tudo agora seja provado pela ciência, para que tudo tenha fundamento científico. Isto também é nossa obra. Quando o homem levanta de manhã cedo e não inicia o dia com a oração e com a boa intenção, o dia é nosso. Se o homem começa o dia com a oração, está perdido para nós. Tenho que dizer também o que é assim – e assim (a pessoa imita o sinal da cruz) – é um horror para nós. Inspiramos os homens e dizemos: Que adianta tudo isso? Isto é água como a outra água, água qualquer (água benta); isto é pão como o outro pão (referindo-se à Hóstia) e sal, também não é o melhor (do sal bento para as cerimônias). Nós dizemos: é bobagem, tudo bobagem. Olha você (dirigindo-se ao sacerdote), a água apaga os pecados veniais, sim, os veniais… Ó se eu pudesse ganhar uma só gotinha, uma só gota, o que não faria!…? Agora teria arrependimento, mas é tarde, é tarde, não há mais esperança. Aiii de mim! Se vocês soubessem que grandiosidade é o sacrifício (Missa)!

O sacrifício que é feito pelo filho d’Aquele lá de cima, em nome d’Ele, vocês participariam bem diferente neste sacrifício que estão participando agora. É o sacrifício mais sublime, é o maior sacrifício. Oh, se eu pudesse participar num só sacrifício, se pudessem nos dar o valor de um só destes sacrifícios… Se vocês soubessem o que é para as vossas almas, o lucro, quando vocês meditam, contemplam o sofrimento e a morte d’Ele… Quem o contemplar, quem se abrigar em suas chagas, nunca mais… Por que vocês não contemplam mais a grande bondade do Altíssimo? Vocês cometem milhões de pecados, sim, vocês engolem os pecados como se fossem água. Mas quando fazeis penitência, então Ele perdoa e vos aceita novamente. Um tal… Vocês tem um tal… (A palavra foi mal pronunciada). Nós cometemos um só pecado, só um, e fomos condenados.
Vocês sabem por que os primeiros homens não foram condenados também? Porque não conheciam o céu, é por isso? Se vocês soubessem, se vocês soubessem, se pudessem ver quantos diabos os cercam… Vocês estariam perplexos… Se também agora sou obrigado a dizer tudo isso, então todos os outros meus companheiros, junto comigo, trabalharemos para destruir tudo o que revelamos a vocês. Esconderemos tudo, faremos com que vocês esqueçam de tudo e procuraremos vocês em toda a parte para confundir seus pensamentos, para tirá-los do bom caminho e lançá-los no abismo do inferno, do pecado.
Quando vocês se reúnem, nós também aparecemos em grande número e fazemos tudo para que a reunião não tenha efeito, para que seja monótona, para que não haja vida… Mas quando alguém diz “em nome d’Aquele que está no céu” e ainda faz assim, assim e assim (sinal da cruz) então devemos fugir, fugir no mesmo instante, podemos só olhar de longe, observar o que vocês fazem. Vejam, assim treme o inferno, quando vem uma ordem d’Aquele lá de cima. Devemos fugir (enquanto o demônio disse assim, produziu na pessoa um tremor que não se pode imitar e seu rosto cobriu-se com pelos. Era horrível de ver…). Depois ele disse: vocês podem ganhar a alma dos maiores, é só fazer assim e assim (sinal da cruz). Quando vocês têm muita fé, nós devemos nos afastar. Assim vocês poderiam ganhar muitas almas e para nós estaria tudo perdido.

Quando vocês todos fazem assim e assim, devemos nos calar. Por que você começou tudo isso? Por que você me pergunta? (Ao sacerdote) Eu sei, você não queria fazer isso, nós que judiamos bastante de você, não é? Mas é Aquele lá de cima que te inspirou e te ajuda. Oh! Vamos judiar muito de você, mas enquanto você conservar a fé, então vencerá.
Nesse momento o sacerdote disse ao demônio: – “Sim, em nome de Jesus devemos lutar”. O demônio respondeu: – “Sim, e você sabe como se pronuncia este nome? Olha aqui, deve-se pronunciar este nome assim (a pessoa ajoelhou-se no chão e disse), assim deve-se pronunciar este nome, pois sem devoção e respeito não se deve pronunciá-lo, não se deve desonrar o nome… Com isto o demônio calou e a pessoa voltou a si, recebendo de novo o domínio sobre os seus sentidos. O sacerdote quis dar uma explicação a outras pessoas que também estavam presentes, mas o demônio voltou e continuou a falar. Preciso ainda dizer alguma coisa… O Anjo assim ordenou.
Vocês devem se esforçar e viver sempre unidos, unidos, unidos, unidos, ouviram? U n i d o s … Um deve viver pelo outro, um trabalhar pelo outro, devem comunicar-se mutuamente, falar das vossas experiências, ser família. Vocês devem ajudar-se mutuamente, um deve ajudar o outro, assim todo o inferno nada consegue com vocês, nada, nada, pois quando conquistamos um de vocês, vem o outro, manda-nos embora e se fosse somente um de vocês que se lembrasse de fazer assim, assim e assim então teríamos esperanças de vencê-los, mas onde mais de um, dois, três fazem (sinal da cruz), aí não podemos fazer nada… E se tivéssemos conquistado todos e houvesse um que fizesse assim (sinal da cruz), então este um nos mandaria embora…
Vocês terão muito que suportar, sofrer e lutar, mas enquanto estiverem unidos, vencerão. Vão lutando, vão lutando, vocês não sabem quanta vantagem e quanto lucro vocês têm… Eu tenho que falar, falar… Sim, vocês assim ganham muitas almas. Vocês não têm somente vantagem para a sua vida, mas também para a sua morte, pois na hora da morte nenhum de nós poderá se aproximar de vocês se continuarem a lutar e a sofrer assim.
Neste tempo haveis de conquistar muitos irmãos; sim, em pouco tempo sereis numerosos. Não serão os grandes que vos seguirão, mas somente os pequenos, assim como o mais alto início das coisas da fé com pequenos, impotentes, assim Ele levará toda a obra a um bom fim pelos pequenos. Nós ainda vamos preparar muitas armadilhas para vós, mas quando invocais a Grande Mulher, Ela há de interceder por vós.

Segurai também aquilo, aquilo, aqueles propósitos que fizeram a respeito dos santos Anjos. Então sereis vitoriosos. Vede o que o mais ‘ Alto’ faz por vocês. Ele ordena ao demônio dizer todas as verdades. Ele ordena o demônio a fazer-vos um sermão e ainda não o acreditais… Que coisa é essa, tenho que falar aquilo que me causa tanto prejuízo, tenho que revelar tudo contra a minha vontade. Ai de mim, ai de mim, não há mais esperanças para mim, nenhuma esperança, estamos todos perdidos.
Ninguém pode acreditar, assim relata o exorcista, como era horrível de ouvir tudo aquilo, de ver todo aquele desespero do demônio, aqueles traços horríveis, aquele rosto desfigurado da pessoa, e os gritos de angústia que ecoaram, as queixas e aflições depois da fúria e as batidas que me transpassaram na alma e no corpo, penetraram até a medula dos ossos.

(via Católicos Online)

http://www.pr.gonet.biz/index-read.php?num=3911

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Exorcismo: por que se pergunta ao diabo qual é o nome dele?

 

Uma impressionante e esclarecedora conversa com um sacerdote exorcista em Roma

Ope. César Truqui, nascido no México e hoje exorcista na diocese suíça de Chur, conversou com Aleteia sobre o tipo de mal que é enfrentado num exorcismo católico. Ele explicou que se trata de “um mal personificado, que não é a simples privação de um bem, descrita pela filosofia, mas um mal eficaz, operante. Falamos da presença de um ente mau. O que é esse ente mau só a fé pode dizer, não a ciência. A fé nos fala da existência de seres espirituais: os bons são os anjos, os maus são os demônios“.
Ele concorda que o entendimento do mal como uma entidade que se apossa fisicamente de alguém é difícil de ser aceito pela maioria das pessoas, pois não é um tipo comum de experiência. A partir dessa constatação, o pe. César conta como começou a sua própria experiência de presenciar e combater possessões demoníacas:
Quando eu fui ordenado sacerdote, participei de um curso com sacerdotes exorcistas e aconteceu que um senhor francês, de 40 anos, foi possuído por Satanás. Precisava do exorcista, mas o pe. Bamonte não falava inglês nem francês. Então eles me pediram para ajudá-los (…) Durante a manifestação do diabo, eu tinha a impressão de estar envolto pela soberba, como se fosse fumaça ou neblina. É difícil de explicar, mas a soberba parecia algo que podia ser tocado; ela enchia a sala. O exorcista perguntou o nome dele e ele respondeu: ‘Sou rex’. Não existe um demônio chamado ‘rex’, rei. O exorcista insistiu: ‘Diga o seu nome’. E ele finalmente respondeu: ‘Eu sou Satanás, o príncipe deste mundo’“.

Mas por que se pergunta o nome?

O pe. César explica:
O ritual exige isso por um objetivo preciso. Dar o nome a uma coisa ou saber o nome significa ter poder sobre essa coisa. Deus deu a Adão o poder de dar nome às coisas. No momento em que o diabo revela o seu nome, ele mostra que está enfraquecido. Se não diz, ele ainda está forte“.
O sacerdote comenta ainda que, de todas as pessoas que o procuraram em busca de exorcismo, pouquíssimas estavam de fato possuídas:
Entre as pessoas que vêm até mim, eu distingo três casos: o verdadeiro possuído, o não possuído e o caso problemático. O primeiro e o último são os mais fáceis: você sabe que se trata de um verdadeiro possuído porque ele manifesta os quatro sinais [a aversão ao sagrado; falar línguas desconhecidas ou mortas; ter uma força extraordinária que vai além da natureza da pessoa; e o conhecimento de coisas ocultas] e porque, quando você faz as orações, a pessoa entra em transe e reage de um modo que o exorcista conhece. Poderia ser fingimento, mas é difícil.
No segundo caso, com a experiência de sacerdote e confessor, você percebe quando há problemas espirituais ou psicológicos e pode descartar a influência diabólica.
O problema é quando você encontra alguém que parece realmente possuído, mas não está, porque existem traumas profundos acompanhados de comportamentos de risco, tais como participar de sessões espíritas ou recorrer a cartomantes. Eu conheci uma moça que foi estuprada por um homem que se dizia ‘mago latino-americano’ e que tinha se apaixonado por ela. Um dia ele deu a ela um café com alguma droga e a violentou: ela estava consciente, mas não conseguia reagir. Esse trauma enorme a fez pensar na possessão diabólica por meio da droga ingerida e da violência sofrida. Eu pensei que ela estivesse mesmo possuída. Mas quando orei e lhe impus as mãos durante o exorcismo, ela nunca entrou em transe, nem havia traço de outros fenômenos. Então eu percebi que a causa era outra. É por isso que, nos cursos para exorcistas, abordamos quadros médicos e psiquiátricos que podem entrar em jogo nessas situações“.

A entrevista completa

Confira a entrevista completa concedida pelo pe. César a Aleteia neste artigo:

O diabo não está em todos os lugares, mas… não o desafiem!

 

https://pt.aleteia.org/2017/04/05/exorcismo-por-que-se-pergunta-ao-diabo-qual-e-o-nome-dele/


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